Sábado, 04 Fev 2012

Poesia — Sábado, 12 Dezembro 2009 — 0 Comentários

D’um Paradense: A esperança Lusitana – Ontem, hoje e amanhã

Daqui saíra o Paulo, rodeado de lama

Porque na praia estava fundeada a sua nau

Que com encher da praia partira p’rá fama

Com a bandeira sobressaída no pau

Era o início d’aventura Lusitana

Onde o rei sonhava conquistar

Pelos mares fez seguir irmãos Gama

Ultrapassando tão tenebroso mar.

.

Do Henrique foram formados marinheiros

Içando velas que fariam navegar

Mantimentos, levariam, bem ligeiros

Porque muitos sairiam do próprio mar

Mas o querer ir além fazer história

Depor o Mouro, que tão timidamente

Os Lusitanos se saíram com vitória

Que o nosso rei desejava cegamente.

.

Esta era a esperança Lusitana

Quando nas naus suas velas erguiam

Levavam consigo a massa humana

Mas, mesmo assim muitos deles sucumbiam

E o rei que mandava os capitães

P’ra destinos de merecido respeito

Nunca houvera impedimento das mães

Esperando um retorno a melhor jeito.

.

E na Índia as terras encontradas

A boa nova bem depressa surgia

E quando ao Belico Mouro foram conquistadas

Todo o mundo Lusitano aplaudia

Muitos séculos assim foram passando

Com guerras a cada passo se varia

Até que pela força tudo se foi deixando

Quem de Neru alguém pensaria.

.

Da grande epopeia, tormentosa

Que ontem vistes, ir além da Europa toda

Aos Lusitanos, onde gente tão bondosa

Ninguém agora, chora, ou se mova

E por quem os Lusitanos havia fama

Restou pois em mil novecentos e sessenta e um

Recordando os sacrifícios do Gama

Da Índia e África, não resta um.

.

E a esperança Lusitana

Tem sua alma como dama

A querer ir mais além

Embora a muitos artistas

Os chamados oportunistas

Este poema não convém

Porque não ajudam ninguém

A restaurar a nossa fama.

.

E no caminho da noite ou dia temos andado

As estrelas lá no céu nos são alheias

Queremos no amanhã povo afamado

Lusitano liberto de colmeias

E sem se ver ilustre capitão

A comandar a nau em que naufragamos

No futuro havemos de continuar a ser nação

Junto da Europa, mas destacados Lusitanos.

.

Honrados sejam os corajosos

Que pelo futuro plantam seu arvoredo

Não são autoritários nem vaidosos

Por isso o amanhã não lhes dá medo

E se todos do país são amantes

Veremos dentro em pouco os resultados

Não competirá apenas aos governantes

Nas a todo o povo que elegeu os deputados.

.

Por último exorto como cidadão

Aos chorudos benefícios de alguns senhores

Tenham-nos gasto melhor contestação

Para que o país melhor divida os seus valores

Andar de topo da Gama à conta do Estado

Qual é o horário habitual?adelino.jpg

Aceitar com as autoridades ser educado

Para não haver agressões em Portugal.

.

Adelino Borges

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