Poesia — Sábado, 12 Dezembro 2009 — 0 Comentários
D’um Paradense: A esperança Lusitana – Ontem, hoje e amanhã
Daqui saíra o Paulo, rodeado de lama
Porque na praia estava fundeada a sua nau
Que com encher da praia partira p’rá fama
Com a bandeira sobressaída no pau
Era o início d’aventura Lusitana
Onde o rei sonhava conquistar
Pelos mares fez seguir irmãos Gama
Ultrapassando tão tenebroso mar.
.
Do Henrique foram formados marinheiros
Içando velas que fariam navegar
Mantimentos, levariam, bem ligeiros
Porque muitos sairiam do próprio mar
Mas o querer ir além fazer história
Depor o Mouro, que tão timidamente
Os Lusitanos se saíram com vitória
Que o nosso rei desejava cegamente.
.
Esta era a esperança Lusitana
Quando nas naus suas velas erguiam
Levavam consigo a massa humana
Mas, mesmo assim muitos deles sucumbiam
E o rei que mandava os capitães
P’ra destinos de merecido respeito
Nunca houvera impedimento das mães
Esperando um retorno a melhor jeito.
.
E na Índia as terras encontradas
A boa nova bem depressa surgia
E quando ao Belico Mouro foram conquistadas
Todo o mundo Lusitano aplaudia
Muitos séculos assim foram passando
Com guerras a cada passo se varia
Até que pela força tudo se foi deixando
Quem de Neru alguém pensaria.
.
Da grande epopeia, tormentosa
Que ontem vistes, ir além da Europa toda
Aos Lusitanos, onde gente tão bondosa
Ninguém agora, chora, ou se mova
E por quem os Lusitanos havia fama
Restou pois em mil novecentos e sessenta e um
Recordando os sacrifícios do Gama
Da Índia e África, não resta um.
.
E a esperança Lusitana
Tem sua alma como dama
A querer ir mais além
Embora a muitos artistas
Os chamados oportunistas
Este poema não convém
Porque não ajudam ninguém
A restaurar a nossa fama.
.
E no caminho da noite ou dia temos andado
As estrelas lá no céu nos são alheias
Queremos no amanhã povo afamado
Lusitano liberto de colmeias
E sem se ver ilustre capitão
A comandar a nau em que naufragamos
No futuro havemos de continuar a ser nação
Junto da Europa, mas destacados Lusitanos.
.
Honrados sejam os corajosos
Que pelo futuro plantam seu arvoredo
Não são autoritários nem vaidosos
Por isso o amanhã não lhes dá medo
E se todos do país são amantes
Veremos dentro em pouco os resultados
Não competirá apenas aos governantes
Nas a todo o povo que elegeu os deputados.
.
Por último exorto como cidadão
Aos chorudos benefícios de alguns senhores
Tenham-nos gasto melhor contestação
Para que o país melhor divida os seus valores
Andar de topo da Gama à conta do Estado
Aceitar com as autoridades ser educado
Para não haver agressões em Portugal.
.
Adelino Borges
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