Opinião — Segunda-feira, 22 Setembro 2008 — 1 Comentário
VADE RETRO, LADRÃO!
Nos últimos dias, o país atravessou uma vaga de assaltos quase sem precedentes. Parecia não haver posto de abastecimento de combustível nem banco que não fossem assaltados e caixa Multibanco que não fosse arrombada ou arrastada pelos larápios. E logo vieram a terreiro, outra vez, os entendidos que de tudo sabem, para opinar sobre a matéria.
Se para uns o Código Penal foi mal revisto, soltando ou não prendendo preventivamente quem deve, como no passado, para outros a crise social é a responsável por esta corrida desenfreada ao larapismo (atenção, este neologismo tem direitos de autor). Acreditarei nesta última tese se me provarem que algum dos ladrões envolvidos nestes assaltos trabalhou até então honestamente e se demitiu por baixa de salário, ou ficou sem emprego, pela falência da empresa onde trabalhava.
Não me quero adiantar às investigações, mas não me parece!
Bem, o Governo entendeu, e resolveu, de outra forma o assunto, fazendo cercos mediáticos a tudo quanto é bairro problemático de periferia das grandes cidades de Lisboa e Porto, interceptando umas tantas espingardas caçadeiras, outras tantas navalhas de ponta-e-mola e algumas gramas de haxixe, ao jeito da grande produção cinematográfica, com directo na televisão e, outra vez, com comentário em tempo real de um qualquer diplomado nestas coisas de conflito estado/segurança, ou ainda, e principalmente, distribuindo novas pistolas pelos agentes da autoridade.
Agora ficarão para trás os tempos da velha walter e tudo voltará à normalidade da boa conduta e costumes brandos do país. Foram-se os tempos de medo e toda a gente volta a poder movimentar-se despreocupada, carregando pulseiras de ouro no pulso e carteiras cheias de notas na algibeira, sem problema nenhum. Pelos vistos, o problema estava mesmo na má conduta das populações dos bairros e na falta de pistolas novas. Antes isso que outra coisa pior!…
Um despretensioso cidadão estrangeiro, que apenas exercia o singelo acto de assaltar um banco, e que só por força de circunstâncias imponderáveis a coisa não lhe correu bem – pois teve necessidade de manter como reféns os funcionários da agência, sob ameaça de morte – levou um balázio e foi desta para melhor.
Espero que no futuro isso não sirva de exemplo de actuação das forças policiais, porque
com estas pistolas novinhas em folha o tiro até pode sair sempre certeiro. Aliás, até parece que já aconteceu, mesmo ainda sem elas, se não erro!
Setembro/2008
ANTÓNIO LOPES DE ALMEIDA
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Se não fôssemos tão democráticos as coisa não chegavam a tão bom porto.
Esquecem alguns que a nossa liberdade acaba quando a liberdade do outro começa e vice-versa. Será a Liberdade um bem, que resulte num mal, acabando por os malfeitores serem os coitadinhos. O pobre que é pobre, se calhar na miséria morre sem pedir auxílio, enquanto o malfeitor é defendido até ao fim nos actos que pratica. Tentando a sua inocência justificar em actos que condenamos e que acabam por vezes o tornar inocente. Não estou agora tentar defender este ou aquele que tais actos pratica, baseando o critério na sua cor ou nacionalidade. Mas os que têm a obrigação de nos defenderem de tais actos, se não o poderem fazer utilizando os meios de que legalmente dispõem. Acabem com eles, pois assim no fim do mês o nosso nível de vida iria aumentar. Porquê cobrar tantos impostos para pagar salários a gente que não tem utilidade alguma para com a sociedade na profissão que exerce e que nem se quer nos podem defender dos maus actos que outros praticam. “”" ACABEM COM ELES PARA BEM DA LIBERDADE TOTAL “”".