Segunda, 21 Mai 2012

Religião — Sábado, 11 Julho 2009 — 10 Comentários

Padre João Luís Zuzarte celebrou Missa Nova em São Joaninho

1.jpgNo passado domingo, 5 de Julho, São Joaninho, freguesia de Santa Comba Dão, viveu um momento marcante de orgulho e alegria, que, por certo, irá perdurar para sempre na história da sua paróquia. João Luís Leão Zuzarte, 27 anos de idade, ordenado sacerdote uma semana antes na Sé de Viseu, celebrou a Missa Nova naquele dia na Igreja da sua terra natal.
A Igreja encheu-se de familiares, amigos, paroquianos e muitos sacerdotes, alguns de Viseu, Guarda, Lamego, Fornos de Algodres e Santa Comba Dão. A procissão de entrada fez-se por um bonito tapete de flores. Durante a celebração, no momento do ofertório, foram oferecidas ao novo sacerdote algumas lembranças.
Terminada a celebração, todos os presentes foram saudar e felicitar João Luís, que se mostrou sensibilizado com tanto carinho.
Era dia de festa e assim continuou com um jantar de convívio nas imediações do Centro Paroquial.
Padre João Luís, ingressou no Seminário Menor de Fornos de Algodres em 1995 com apenas doze anos de idade. Em 2007 foi admitido no Seminário Maior de Viseu, no qual frequentou o Curso Filosófico Teológico, concluindo a licenciatura de Teologia em Julho de 2007.

ENTREVISTA

P – O que sentiu ao realizar a missa nova na sua terra?
R – Muito feliz e comovido…Em primeiro lugar, por sentir o apoio geral de todos aqueles que me viram crescer e acompanharam a minha caminhada vocacional; e depois, pelo facto de presidir à Eucaristia na Igreja onde fui baptizado e comecei a dar os primeiros passos na educação cristã. Penso que foi um dia significativo para a toda a comunidade paroquial, pois ofereceu à Igreja diocesana mais um sacerdote, como o fez com o Pe. José Cordeiro e o Pe. José Mota. E não é por acaso que de S. Joaninho saíram, nos últimos anos, três padres! Isso é sintoma e resultado de que esta comunidade é um grupo que tem força, que é capaz de promover a pastoral vocacional, que está aberta aos sinais dos tempos. Rezo para que nunca se percam estas potencialidades cristãs no seio desta comunidade.

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P – O que representa para si ser padre?
R – Acima de tudo, tornar Jesus presente no mundo, através da imitação do seu exemplo e estilo de vida, da celebração dos Sacramentos. Simultaneamente, representa também a presença de alguém próximo das pessoas, sempre disponível e pronto ajudar, ser um amigo, um servidor de Deus ao dispor dos homens.

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P – Como surgiu a sua vocação para o sacerdócio?
R – Costumo dizer que Deus nos conduz através de pequenos sinais e coloca pessoas e episódios na nossa vida que nos ajudam a descobrir o que realmente nos leva à felicidade. A história da minha vocação ao sacerdócio é mais uma entre tantas outras. Confesso que, inicialmente, a minha motivação para entrar no Seminário deveu-se à influência, a mais significativa, de um amigo que acolitava comigo na missa da semana da minha terra. Nessa altura, era pároco o Sr. Pe. Afonso Paiva, e tinha eu 11 anos. Lembro-me também que houve uma série de episódios que me motivaram. Recordo-me, por exemplo, de um convite que o Sr. Pe José Cordeiro me fez, a mim e aos miúdos da minha idade, em público, para ingressarmos no Seminário de Évora. Lembro-me da passagem dos Missionários Claretianos pela minha paróquia, com os quais cheguei a fazer uma experiência de pré-seminário. Evoco ainda um episódio caricato com o Sr. Pe. Afonso… Enfim, associo sempre a estes acontecimentos a presença de Deus na minha vida.
Acabei por ingressar no Seminário menor já com o Sr. Pe António Duarte, que se constitui num marco importantíssimo na minha caminhada. Quando chegou o momento de entrar para o seminário Maior, em Viseu, fi-lo sem qualquer tipo de influências externas. Esta opção foi fruto do meu discernimento e experiência de oração. É claro que a caminhada vocacional não é estanque, mas sim, uma permanente descoberta que traz consigo, novamente, influências. Cito, por exemplo, o quão eu fui influenciado pelas experiências, tão diversificadas, que vivi nas diferentes paróquias de estágio pastoral; as actividades diocesanas em que estive envolvido; o apoio e acolhimento que fui sentindo nos locais por onde passei, e sobretudo a consciência que Deus estava sempre ao meu lado. Tudo isto nos ajuda e influencia na nossa decisão.
Portanto, toda e qualquer vocação, de uma maneira ou de outra, sofre sempre a intervenção de influências, que podem ser boas ou más… A nós, cabe-nos discerni-las e aplicá-las ou não na nossa vida. Como dizia Charles de Foucauld: “A Vocação não se escolhe: recebe-se, aceita-se, prestando ouvidos ao querer de Deus”.

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P – Essa chamada manteve-se sempre viva ou alguma vez pensou em desistir?
R – Como em tudo, a vida é constituída por altos e baixos. Claro que eu não fui excepção, também eu tive muitos momentos em que pensei desistir. Mas, graças a Deus, aprendi a converter os momentos de dúvida em possibilidades lúcidas, ou seja, onde existiam dificuldades consegui torná-las em oportunidades.

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P – Com que expectativa vai iniciar esta nova etapa da sua vida?
R – Aquele sentimento O que será?.., como vai ser?.., está sempre presente no nosso pensamento. Mas creio que, com a ajuda de Deus, tudo correrá bem. Ainda assim, espero, acima de tudo, que nas paróquias que me forem destinadas se desenvolva um trabalho de mútua corresponsabilidade, harmonia e paz. Sempre com um espírito optimista.

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P – Vai incutir alguma coisa de novo no ministério ou vai seguir os padrões habituais?
R – Sozinho não posso mudar nada que seja substancial na doutrina da Igreja. Agora, posso é procurar dar novidade a tudo aquilo que, à partida, já a perdeu. Mas ainda é prematuro falar nisso, o tempo o dirá.

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P – Já tem paróquia atribuída?
R – Ainda não. Até ao final de Agosto vou continuar a colaborar no arciprestado de Fornos de Algodres, aguardando que o Sr. Bispo D. Ilídio me chame para me atribuir as paróquias que vou presidir como pároco.

10 Comentários

  1. sandra diz:

    O novo padre para a nossa aldeia.

  2. vera diz:

    O padre João vem para a freguesia de Mesquitela e Cunha Baixa Mangualde. estamos ansiosos

  3. P. António Jorge diz:

    Associo-me à emoção dos pais e da sua comunidade… com muita amizade!

  4. P. António Jorge diz:

    Acabei de ler o testemunho… fantástico! Estou confiante no futuro promissor que o P. João Luís vai ter. Mas vamos rezar por ele e por todos os padres novos. Mais do que nunca e, em especial, neste Ano Sacerdotal, precisam-se orações para que a fidelidade dos padres não enfraqueça com as modas perecíveis.

  5. P. António Jorge diz:

    Este Blog “Farol da nossa terra” é um blog de contrastes. Viva o pluralismo e a expressão livre. Viva também os exemplos alegres que ajudem a levantar o ânimo e a importância do sacerdócio ministerial.

  6. margarida diz:

    gostei muito de assistir á celebração na senhora dos milagres na muxagata presidida pelo p.dr joão

  7. Luis diz:

    Chamo-me José Luis Silva Zuzarte, sou Jornalista, sou de São Joaninho e vivo no Barreiro, frente a Lisboa. Gostaria de saber mais informações sobre o Padre João ( ou mesmo a forma de o poder contactar) uma vez que tendo nós o mesmo apelido haverá hipóteses de podermos ser familiares.
    Tinha um irmão em Santa Comba, conhecido pelo “Plástico” que faleceu no dia de Natal de 2009.
    A D. Isaura, essa senhora que mora mesmo junto à residência paroquial, conhece-me bem como tantos outros amigos que tenho aí nessa minha aldeia.
    Se alguém me puder ajudar nestas informações, agradeço.
    Obrigado

  8. Isa Matos diz:

    Boa tarde, foi com alegria que vi esta noticia aqui publicada. Andava a “navegar” quando encontrei a noticia do Padre João Luis. Já lhe dei os parabéns assim como à familia e espero que o seu futuro seja muito positivo.
    Fiquei surpresa com um dos comentários pois sem conhecer pessoalmente o Sr José Luís Zuzarte sei bem quem é pois a minha familia passa a vida a falar de si.
    Sou neta do António, filho do Zé do Penedo e a minha avó é a Cidália, filha da Carmo e do Julião, que viviam em Fundo da Aldeia. A minha mãe é conhecida por Zézita e viveram muitos anos em Moçambique.
    Quanto ao Padre João ele é filho do “Varitas” e da D. Natália, sobrinho do Zé, conhecido pelo Zé da Lapa.
    Penso que a avó também era conhecida por ser da Lapa.
    Se quiser mais informações é só contactar.
    Até breve
    fiquei muito contente

  9. Luis Zuzarte diz:

    OLá

    Desta vez, confesso, que foi minha a alegria não só por receber a resposta mas, também e acima de tudo, por ela vir de alguém cuja família me conhece e que eu, graças a Deus conheço tão bem, aí em São Joaninho, como conheci em Moçambique.
    A propósito disso, tenho estado por lá a dar formação de jornalismo e regressei no passado dia 23 de Março, para voltar de novo.

    Não me dizes nada relativamente ao Padre Luis, ou seja, se será, de facto ainda minha família, ou não.
    Tanto quanto sei, a família Zuzarte era única e eramos nós, o que poderá querer dizer que seremos da mesma família e do mesmo sangue.

    E já agora: como vai a tua mãe e demais família?
    Cumprimento todos eles e quando aí for irei fazer-vos uma visita.

    Obrigado pelas informações que me deste.

  10. JN diz:

    Caro senhor Luis Zuzarte

    Não se esta informação ainda vai a tempo, mas para esclarecer um pouco mais a sua duvida, posso lhe dizer que o padre João Zuzarte herdou o apelido do lado do pai, conhecido na aldeia por “Baritas” (Já agora falo-lhe da origem da alcunha Baritas: Nos tempos de escola, o professor Saúl gostava muito de ter à mão uma varinha para vergastar os menos atentos, como essas varinhas se partiam com muita frequência, era ao Tonito que o prefessor incumbia a tarefa de abastecer a escola das famosas varinhas e foi daí que nasceu a alcunha de Baritas, atendendo à troca de V por B :)

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