Arte — Quarta-feira, 21 Julho 2010 — 2 Comentários
Pintores de Canas de Senhorim participaram no IV Encontro Internacional de Pintura ao Ar Livre de Atouguia da Baleia
De acordo com informação prestada pelo mesmo, o pintor Aires Santos, de Canas de Senhorim, participou no IV Encontro Internacional de Pintura ao Ar Livre de Atouguia da Baleia, no último sábado, 17 de Julho, repetindo a experiência do ano passado.
Este evento, organizado pela Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia, com o apoio da Câmara Municipal de Peniche e do Governo Civil de Leiria, tem vindo a ser uma referência no campo das artes aplicadas, pois, segundo opinião do pintor, “a sua organização tem melhorado o programa e assim, logo daí, a maior participação desde sempre, com cerca de 70 pintores nacionais e estrangeiros”.
Outro pintor de Canas Senhorim participou no Encontro, Nelson Santos, habitual companheiro de Aires Santos nestas lides. Ambos montaram os seus cavaletes junto ao Largo do Pelourinho, local sempre concorrido, situando-se ao lado da Igreja de S. Leonardo, monumento muito visitado. Também os pintores Girão, Rebello e Arturo Minãna optaram por aquele local, unindo-se na amizade que reina entre todos eles. Aires Santos pintou as obras “S. Leonardo” e “Há Festa no Largo”, e Nelson Santos optou por pintar o Forte de Peniche.
Pelas 18h00, todos os trabalhos foram reunidos na Praça da Vila, onde foi montada uma exposição provisória, que atraiu muito público. Uma hora depois deu-se vez a um jantar de convívio, onde, além dos discursos de circunstância, se procedeu à entrega dos diplomas de participação.
“Mais uma vez a organização esteve de parabéns pela determinação em elevar este evento como um cartaz de referência no distrito de Leiria”, diz Aires Santos, acrescentando: “Um bom exemplo a seguir; pena que nas terras de Senhorim eventos desta envergadura sejam uma miragem; vamos aguardar que as artes tenham aí um dia o respeito que merecem, como também os seus agentes”.
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Ao ler (não suscitou interesse suficiente para reler)tenho alguns comentários a tecer.Claro sou a irene, aquela que incentivava os digníssimos “artistas plásticos”, cerveja fresquihha, comentários encorajadores,nesse contexto até tenho direito a um comentário, não é verdade? além do mais até tenho uma licenciatura em história da arte, mas isso agora é apenas um pormenor.Em atouguia da baleia tive bons momentos e outros menos bons, como tudo na vida, este ano um problema de saúde impediu-me de comparecer com o meu namorado Orlando da Silva.Há,pata na poça, é um defeito meu, este fabuloso evento e os fabulosos entendidos na matéria tiveram um lapso de memória e nem lhes ocorreu pelo menos por educação, fazer notar que outros pintores, artistas plásticos ou o que lhes ocorresse dizer sobre eles (bons, menos bons, sei lá) Infelizmente neste país que gosta de se mascarar de medíocre (graças a Deus cada vez menos pessoas se recusam a vestir essa máscara)A mediocridade não se aprende intuitivamente, não é autodidacta, mas pelo menos para alguns é um excelente meio para atingir fins.À boleia (literalmente)lá se vão pintanto quadros, ganhando uns euros merecidos porque o trabalho honesto só honra quem o executa.E de facto dá trabalho e gasta-se dinheiro. corro o risco de parecer invejosa,(mais do que óbvio) mas acreditem eu não pinto, apenas aprecio e os meus gostos (naturalmente discutíveis)são conhecidos.
Não pretendo levantar bandeiras em defesa de ninguém mas o que eu não suporto são hipocrisias de motorista e falsos incentivos de quem precisa e descarta.há discursos que já não convencem ninguém, a não ser quem gosta de ser convencido. Meus senhores,a azafama era tanta que nem por sombras se deu conta que algumas dezenas de artistas plásticos como Rui Costa, Alcídio Marques e perdoem-me se não nomeio mais alguém que eu respeito (por esquecimento da minha parte, peço desculpa)
A minha admiração por eventos deste tipo é enorme, mas proporcional á tamanha falta de jeito de pintores que querem ser políticos, de outros que lhes seguram a bandeira convencidos que são espertos e obviamente não estão a ser usados!!!!!!!!!!!!
Colaborei algum tempo com alguém ligado ao meio, aprendi muito, agradeço todos os minutos que me dispensaram talvez porque deu para perceber que eu gosto muito e aplaudo sempre iniciativas do género.
Mas não misturem ingredientes, como quem experimenta uma receita nova sem ter a menor ideia se vai sair doce ao amarga.Acreditem o açucar só adoça a boca (ou o Bolso) de quem acumula trabalho de bastidores e luzes da ribalta, muitas que o discurso promete sempre der longo e repetitivo.
Generosidade não é caridade e Artista plástico não é definitivamente artista de plástico, extensível e desprovido de alma de verdadeiro artista, que aprecia, vibra, gosta, incentiva pelo prazer de ver uma obra crescer.
Assim estou plenamente convencida que a mui nobre vila de Canas de Senhorim não sente falta deste tipo de “inventos” (não, não quero escrever eventos).
Cara Irene
Em Atouguia da Baleia também eu tive bons momentos, mas isso agora já lá vai…. Este ano apenas quis ir para recordar. Erro crasso! Apenas serviu para incendiar a minha revolta (que já não é tão pouco quanto isso). Ao ler sobre hipocrisia não pude deixar de tecer eu também os meus comentários. Mas os meus não se prendem com razões políticas mas tão-somente com razões morais.
Há percalços nas nossas vidas que nos desviam o olhar e nos fazem ver as coisas sobre um ponto de vista por vezes esquecido.
De facto os artistas plásticos não são de plástico e sim têm sentimentos e vibram e amam e choram, provalmente mais de que qualquer outra pessoa. È essa sensibilidade especial que faz deles aquilo que eles são.
Repugna-me no entanto que se munam dos seus traços afáveis para burlar os sentimos dos que os rodeiam. Existe de facto no nosso meio uma pessoa em particular dessa estirpe que nos submetem de forma bastante convincentes suas patranhas. Refiro-me a uma pessoas que todos nós nestas andanças artísticas conhecemos e admiramos. Eu em particular pois, embora não sejamos da mesma geração acompanhei o seu percurso desde o inicio já que temos as mesmas origens geográficas. Muito embora, não sendo alheio à sua evolução o facto de , por mais o menos conveniência, se ter “ligado” uma pessoa que serviu de alavanca ao seu trajecto ascendente como todos nos sabemos, não deixo de apreciar e enaltecer os seus talentos artísticos.
È pena que ele não invista os “merecidos” euros que vai ganhando naquilo que nós pais temos de mais precioso. È lamentável que haja pessoas a pavonear-se quando todos nos que o conhecemos desde sempre sabemos da indigência dos seus próprios filhos.
Desculpem-me este desabafo, mas agora que fui colocado numa situação semelhante de forma desbaratada, privado do convívio com o meu “mais que tudo”, não posso ficar indignado ao ver aqueles que tudo têm, a quem não se lhe confere obstáculos, a injuriarem de forma lasciva a sorte que lhe foi conferida.
Afinal a hipocrisia não está onde parece pois se calhar os intuitos políticos estão perfeitamente explícitos quanto aos outros ……