Espectáculos — Segunda-feira, 24 Outubro 2011 — 10 Comentários
Tradicionalidades do canto, da dança e da música encantaram Lapa do Lobo em noite memorável
Lapa do Lobo, freguesia do concelho de Nelas, viveu uma noite memorável de etnografia e folclore no sábado, 22 de Outubro, com a actuação do Grupo de Danças e Cantares dos CTT de Coimbra, em espectáculo proposto pela Fundação Lapa do Lobo no âmbito de um ciclo de actividades subordinadas ao tema Tradicionalidades.
O salão da Associação Desportiva e Cultural Lapense registou uma das maiores enchentes, ultrapassando as duas centenas de presenças. Como responsável desse ciclo de actividades, que engloba também a exposição de trajes e instrumentos tradicionais a decorrer na galeria da Fundação Lapa do Lobo, Mariana Batalha Torres, administradora da Fundação juntamente com seus pais, foi chamada ao palco por Pedro Fonseca, principal dinamizador da deslocação do grupo à sua terra, cabendo-lhe as saudações e os agradecimentos em abertura do espectáculo.
Assistiu-se, depois, a um maravilhoso espectáculo, que a todos surpreendeu e encantou pela simbiose de elegância, colorido e arte com que o grupo se apresenta em palco, fora do habitual, e pela subtileza com que dá expressão ao folclore e sua etnografia, de onde sobressai também a virtuosidade do acompanhamento musical, com destaque para a polivalência de Pedro Fonseca (Pedro “Concertinas”), desdobrando-se no toque de pífaro, concertina e gaita de foles.
Romance, Janeiras, Santa Luzia, Tirana de Águeda, S. Gonçalo, Olha o Velho, Cana Verde dos Velhotes, Sachadeiras, Tirana Cantada, Cana Verde da Ti Rosário, Perlim Pim Chim/Cirandeiro, Menino Ó, Çarandilheira, Pingacho Dançado, Gallandum, Campanitas de Toledo, Gaiteiros/Arruada, Gigantones/Salto do Soajo, Vira dos Noivos, Faixinha Verde, Chula Passada e Chula de Roda foram temas que fizeram do espectáculo um retrato vivo de tradições da Beira Litoral, de Trás-os-Montes e do Minho.
No tema Pingacho, houve também colaboração, em canto, por um grupo de convidados, pertencentes ao Grupo Coral Polifónico Canto e Encanto, da vizinha freguesia de Canas de Senhorim. A esta surpresa sucedeu-se uma outra, com a chamada ao palco do juiz conselheiro Luís Pais Borges, de Cabanas de Viriato, colega académico de Pedro Fonseca, para se juntar à tocata do grupo, acompanhando-o em toque de bandolim nos últimos temas do reportório.
Fascinada e completamente rendida a tão bonito espectáculo, a assistência desdobrou-se na intensidade dos aplausos, vendo-se espelhada por todo o lado uma alegria contagiante. Não era para menos!… Raramente se vê uma inovação tão peculiar de representação e valorização do folclore e da sua expressividade etnográfica!
Brotava felicidade em todos os cerca de 30 elementos do grupo (também conhecido pelo “Coiso”), sentindo que comemorou da melhor maneira os seus 25 anos de existência, efeméride que ficou assinalada, por parte do próprio grupo, com a entrega de um ramo de flores à sua ensaiadora.
Via-se felicidade no semblante dos administradores da Fundação, interiorizando, por certo, o prazer da transformação gerada em Lapa da Lobo e do despertar da comunidade para vivências sociais e culturais até há pouco tempo impensáveis na sua terra e até na região envolvente.
De facto, houve fortes razões para todos se sentirem felizes com a bela imagem que o grupo dos CTT e a Fundação ali deixaram vincada, pois tudo superou, e em muito, o habitual. Parabéns!
Lino Dias
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Pelo que fui ouvindo…tudo leva a crer que a noite foi boa.
E esta colecção de fotos está… magnífica .
O Ciclo: “tradicionalidades, do canto, da dança e da música…” que estamos a desenvolver na Fundação Lapa do Lobo, está pensado para um horizonte temporal de 2 anos .
Irá ter grandes momentos e algumas surpresas
Este é apenas o 2º evento desse ciclo, que foi Iniciado com a exposição de instrumentos e trajes que (ainda) pode ser visitada mais um mês
Vale sempre a pena.
É curioso ver que o nome «Coiso» pegou…
O padrinho
Ah! E Pedro “Concertinas” também…
O padrinho
Parabéns a todos pelo excelente espectáculo que nos proporcionaram!
Caro “padrinho”
Apenas uma fuga de informação ou um processo de espionagem justifica que tenha passado ao domínio público o teu ba(p)tismo.
Estamos em processo de averiguações que está em segredo de justiça.
Andas afastado dos afilhados… o que, na páscoa ainda pode ter algum tipo de justificação, dada a carestia.
Actualiza lá o calendário e aparece.
Se está em segredo de justiça vai prescrever. Estou safo.
Estou a ver que perdi um bom serão………. Ainda por cima esteve lá o meu maestro!!!!
Parabéns.
Caríssima Fernanda:
Sempre que eu te convidar para alguma coisa, deverás dar-me o benefício da dúvida.
Há momentos que são únicos!
Fica combinado?
Estas (auto)bajulações, pra lá a pra cá, já me estão a enjoar.
Não era melhor tratar este assunto, que pelo que vejo até se tratou de “cousa boa” de forma mais séria?
Vá lá . . . tenham dó!
Nada como um Rei Etrusco para dar um ar sério à “cousa”. Eu é que sou republicano…