Depois de Sonho Musical, em 2010, e A História Completa à Volta do Mundo, em 2011, exibidos na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, o Conservatório de Música e Artes do Dão (CMAD) apresentou este ano o seu terceiro musical, com chancela do encenador António Leal, no Centro Cultural de Carregal do Sal.
Intitulado Bugsy Malone, este musical chegou agora pela primeira vez ao nosso país, nos dias 06, 07 e 08 do passado fim-de-semana, registando enchente nas cinco sessões em que foi exibido, com um total de milhar e meio de espectadores, pautando-se por um espectáculo original e muito divertido, participado por 50 alunos da disciplina de teatro musical, que António Leal lecciona, acompanhados por uma orquestra ao vivo, constituída na sua maioria por professores do CMAD.
À imagem do que tinha sucedido com os anteriores musicais de final de ano lectivo, também Bugsy Malone obteve grande sucesso, pondo em evidência a experiência e o saber fazer de António Leal e o talento dos seus alunos, o que culminou num espectáculo extraordinário e inesquecível para todos, desde os produtores e actores ao público. Sem dúvida, um musical audacioso, único na região e até no país, trazendo pela primeira vez a um palco português a acção do primeiro filme de longa-metragem do inglês Alan Parker, cuja história se baseia em acções criminosas praticadas por gangsters durante a vigência da Lei Seca, nos anos 20, nos Estados Unidos, interpretadas igualmente por jovens actores, menores de 17 anos.
Numa sátira a essa lei, que proibia a produção e venda de bebidas alcoólicas, no cabaret do Sam Gordo dá-se um jeitinho no consumo dessas bebidas, mas é preciso disfarçar e entrar pelas estantes de livros de uma livraria inventada especialmente para o efeito. É isso que Bugsy Malone faz, todos os dias, para se divertir, vindo a conhecer e a encantar-se por Blousey, uma aspirante a artista, o que o leva a evitar Tallulah, a namorada atrevida de Sam. Pelo meio, passa-se toda uma acção de mafiosos, envolvendo os capangas de Danilo Estilo e do eterno rival Sam, que só não é uma história de polícias e ladrões porque, no musical, tal como no filme, os mafiosos são crianças. Um espectáculo divertido, cheio de acção e emoção, feito por crianças para todos os tipos de crianças e também para adultos, com muita música, dança, groselha (em vez álcool) e chantilly (em vez de balas). Foi pena que problemas de funcionamento do sistema de ar condicionado fizessem o público comentar algo mais que o espectáculo!
O musical contou com patrocínios da Fundação Lapa do Lobo, da Câmara Municipal de Carregal do Sal, da Euroralex e da Retroage Mobiliário e com apoios da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, da Quinta do Cabriz, da Labesfal, da Nestlé, da Univor, da Carvidecor, das Edições Convite à Música, da Associação Juvenil do Chamadouto e do Café Tabique.
Por não ter sido autorizada a captação de imagens, apenas é feita aqui ilustração do espectáculo com o respectivo cartaz.
Lino Dias

Não há necessidade de dizer muita coisa, até porque, palavras para quê, quem viu dificilmente vai esquecer. Escusado será dizer que estamos todos de parabéns, desde quem concebeu o espetáculo, a quem o produziu, a quem fez com que o mesmo fosse levado a cena com tanta qualidade, ao público de Carregal do sal que mostrou que a Cultura é muito importante e aderiu em massa, aos nosso filhos que estiveram lá 3 dias seguidos, sem nunca mostarem que estavam super cansados, a nós PAIS que damos todo o apoio aos nosso filhos, que farão alguns deles parte do futuro desta nossa pacata Vila.
Que venha o próximo….