Uma batalha, a última grande batalha, a maior de sempre que ensanguentou o solo português. A maior batalha em termos de efectivos em confronto que eram cerca de cem mil. A maior batalha em área ocupada pelas forças combatentes, correspondente a mais de quatrocentos quilómetros quadrados. A maior batalha em termos de baixas devidas ao combate, contando-se cerca de mil do lado aliado e mais de quatro mil do lado inimigo. (……)
A montanha sagrada, local de penitência e oração, ficou estigmatizada para a posteridade pelos acontecimentos do dia 27 de Setembro de 1810. O silêncio foi profanado pelas descargas dos mosquetes e pelo crepitar das carabinas, pelo troar dos canhões e pelo detonar das granadas, pelo tinir das espadas e dos sabres, pelas vozes de comando e pelos gritos de dor dos feridos, pela música marcial e pelo relinchar dos cavalos. Os aromas da floresta ficaram devassados pelos cheiros acres e metálicos da pólvora, do sangue e do suor. E a montanha sagrada ficou para sempre marcada pela violência do combate.
in Prefácio
Programa das cerimónias:
09h00 – Içar das Bandeiras Nacionais de PORTUGAL, REINO UNIDO e FRANÇA
10h00 – Cortejo Histórico Militar e Religioso (Museu Militar do Buçaco -> Obelisco)
10h30 – Missa Campal
11h10 – Cerimónia de Homenagem aos Militares Mortos em Defesa da Pátria
11h25 – Palestra alusiva às comemorações
11h45 – Cortejo Histórico Militar e Religioso (Obelisco -> Museu Militar do Buçaco)
12h15 – Apresentação do livro “A Batalha do Buçaco. 15 Dias da História de Portugal”
Autor – José Matos Duque
Prefácio – Major-General Rui Moura
Edição – Quartzo Editora
Local – Museu Militar do Buçaco.

Seja o primeiro a comentar