Governo congela portagens e discrimina negativamente o Interior Centro

image001.jpgBastou uma reunião com autarcas e deputados do PSD do Norte do País para o Secretário de Estado dos Transportes e das Obras Públicas recuar na instalação dos 14 pórticos previstos.

O bom senso associado a essa decisão de que se congratulam os empresários signatários do Movimento ESI – Empresários P’la Subsistência do Interior não pode deixar de preocupar todos quantos circulam na A23/A24 e A25, sobretudo porque pagam o km mais caro do país e são obrigados a pagar por falta de alternativas.

O movimento ESI considera que o prolongamento desta decisão está a arrastar o interior para o abismo, sobretudo pelos efeitos nefastos diretos na economia local, agravados pela crescente desertificação humana e deslocalização de empresas.

Num estudo recente realizado junto de cerca de 500 empresas dos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, o custo de contexto mais sublinhado foi o da introdução das portagens, tendo sido seguido pelas restrições de acesso ao crédito, sendo que o rating das empresas instaladas no Interior é penalizado pelo efeito das portagens numa correlação direta.

O porta-voz do movimento de empresários, Luís Veiga, concluiu ainda: «A falta de estratégia de crescimento sustentável de todas as regiões nomeadamente das mais desfavorecidas, por parte deste governo, vai levar inexoravelmente à destruição económica do interior do país. Não é concebível que, em pleno século XXI não possamos utilizar as infraestruturas colocadas ao dispor dos agentes económicos obrigando portugueses e, pior, estrangeiros a circular em estradas secundárias sem segurança. O governo não pode fechar os olhos ao decréscimo brutal de utilizadores nas ex-SCUT, ao acréscimo de custos em manutenção e vidas humanas associados à utilização de estradas nacionais e municipais!», concluiu.

 ESI – Empresários p´la Subsistência do Interior

Luís Veiga / António Ezequiel / Ricardo Fernandes /Ana Paula Rafael/ Luís Celínio

 

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