RAMAL DE REGUENGOS

TEIXEIRA DA SILVA *

Teixeira da Silva.JPG.

O “RAMAL DE REGUENGOS”, inicialmente batizado por “Linha do Guadiana”, foi uma ligação ferroviária (mais uma que se finou…por isso, os meus sentidos pêsames) entre os concelhos de Évora e de Reguengos de Monsaraz, inaugurada em 06 de Abril de 1927.

Os primeiros planos para a construção de uma união, em via férrea, entre as regiões alentejanas e a área metropolitana de Lisboa datam dos finais da primeira metade do século XIX, com vista a providenciar um meio de transporte alternativo às desadequadas ligações rodoviárias naquelas regiões e, desta forma, escoar mais facilmente os produtos agrícolas – nomeadamente cereais – para a capital. Assim, o governo resolveu contratar a “Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo” para a construção de uma ferrovia entre Beja e Évora e a Margem Sul do Tejo, de onde seria estabelecida uma ligação fluvial a Lisboa. Em 1859, no entanto, o governo consignou à “Companhia dos Caminhos de Ferro do Sueste” o troço entre as Vendas Novas e Beja, com o correspondente canal para Évora. A ligação entre as duas empresas foi estabelecida no ano de 1861 na vila de Vendas Novas; porém, o facto de usarem bitolas diferentes impedia que as composições continuassem a sua viagem, obrigando a transbordos nesta estação. Para a resolução deste qui-pró-quó , nacionalizou-se a Companhia ao Sul do Tejo, assinando o estado, em 1864, um acordo com a outra companhia, entregando-lhe as antigas linhas daquela empresa para que a bitola fosse alterada. O documento assinado previa – entre outros projetos – uma ligação entre Beja e a fronteira com Espanha, e continuar a linha até Évora, que tinha sido inaugurada em 14 de Setembro de 1863, até Estremoz. A Companhia do Sueste, entretanto, enfrentou diversas dificuldades financeiras, o que a impediu de pagar as suas dívidas ao Estado Português, sendo estas colocadas em hasta pública, mas não surgiu qualquer interessado. Assim, estas passaram para a posse do Estado em 1869, muito embora a Companhia continuasse a fazer os seus serviços. Após vários concursos infrutíferos, realizados entre 1873 e 1883, o governo decidiu organizar diretamente as obras.

Um projeto com data de 1884 previa a construção de um caminho de ferro entre Évora e Zafra (Espanha), passando por Reguengos de Monsaraz e por Mourão ou Cheles. Todavia, e apesar dos benefícios económicos que resultariam desta ligação, a mesma foi abandonada devido a receios, por parte das forças militares, que a dita viesse a prejudicar a defesa do país (de Espanha nem bom vinho, nem bom casamento!)

Assim, no Plano da Rede Ferroviária ao Sul do Tejo – elaborado em 1899 e publicado num decreto de 1902 – foi apresentado novo projeto a que veio a ser dado o nome de “Linha do Guadiana”, devido ao seu traçado acompanhar o vale do Rio Guadiana em território nacional. Este caminho de ferro iniciar-se-ia em Évora, passava por Mourão (ou Reguengos), unindo-se à Linha do Sueste, em Moura; sendo, assim, comum às duas linhas o troço entre Pias e Moura, continuando para sul, até Pomarão, passando por Serpa (ou Aldeia Nova de São Bento). Em Pomarão ligar-se-ia à linha do Baixo Alentejo (que se iniciava na linha do Sul, em Garvão ou Casével). Além disto tudo, em Pomarão existia um porto fluvial que escoava os produtos da região e os minérios da Mina de São Domingos. Devido às facilidades de navegação no Guadiana a partir desse ponto, não seria necessário continuar a linha até Vila Real de Santo António, que ficaria demasiadamente dispendiosa.

O financiamento para a construção das várias ligações projetadas para a região sul de Portugal, incluindo a Linha do Guadiana, ficaria a cargo do fundo especial dos Caminhos de Ferro do Estado, que iria ser aumentado com os resultados da exploração das linhas, à medida que fossem entrando ao serviço. Efetivamente, por iniciativa do Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, Alfredo Vilas-Boas (1) – o Conde de Paçô Vieira -, o governo foi autorizado a despender 6.500.000$000 (réis, como deve ser lido), pelo fundo especial, na construção de vários caminhos de ferro, nos quais se incluía o troço entre Évora e Reguengos de Monsaraz.

O primeiro troço da Linha do Guadiana – Pias/Moura – abriu à circulação no ano de 1902, mas integrando a Linha do Sueste.

Uma lei, publicada em 24 de Abril de 1903, ordenou a construção do troço entre Évora e Reguengos; sendo a realização dos respetivos estudos imposta por uma portaria de 19 de Janeiro de 1904. Outro decreto, este de 27 de Janeiro de 1912, autorizou a edilidade de Reguengos a contrair um empréstimo de quinhentos mil escudos para financiamento deste projeto. As obras vieram a começar em 15 de Dezembro do ano imediato (1913), tendo o sindicato agrícola auxiliado nas expropriações. A lei número 675, de 05 de Abril de 1917, deu o aval à administração dos Caminhos de Ferro do Estado a prosseguir os trabalhos; tendo uma outra lei, a número 731, de 11 de Junho, determinado que o estado deveria fazer um empréstimo de cento e cinquenta mil escudos com a Caixa Geral de Depósitos e Instituições de Previdência, para libertar a autarquia de Reguengos do empréstimo que havia feito em 1912 e proceder à finalização da Linha. Os decretos números 3939 e 4865, com datas de publicação em 16 de Março e 30 de Setembro de 1918, autorizaram o conselho de administração dos Caminhos de Ferro do Estado a realizar um empréstimo`com a Caixa Geral de Depósitos e Instituições de Previdência para distratar os anteriores, e o decreto 4811, de 31 de Agosto, concedeu autorização ao Diretor Geral dos Transportes Terrestres para a contratação de novo empréstimo, com a finalidade de continuar as obras em várias linhas, incluindo a de Reguengos.

Em 14 de Dezembro de 1926 reuniram-se no Instituto Comercial de Lisboa os representantes de várias autarquias, sindicatos agrícolas e outras instituições para discutirem a construção de diversas linhas, incluindo a ligação de Évora ao Pomarão. Assim, a inauguração do troço entre Évora e Reguengos de Monsarraz foi efetuada em 06 de Abril de 1927.

Ora bem, quando a luz nasce é para todos! O relatório de 1931/1932 da Direção-Geral de Caminhos de Ferro incluiu a realização de trabalhos de campo para a construção do troço até Mourão, que totalizava um pouco mais de dezanove quilómetros.

Em 1934, o Ministro das Obras Públicas e Comunicações recebeu uma representação da autarquia raiana de Barrancos, solicitando uma alteração no traçado entre Moura e Mourão, de forma a que servisse a freguesia da Amareleja. Nessa altura, este troço estava a ser objeto de um estado por uma brigada de técnicos.

A partir do ano de 1950, este caminho de ferro começou a definhar, tendo passado para um regime de exploração económica por parte da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.

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Estação de Machede – Fotografia copiada da Internet livre, desconhecendo-se o autor

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(1) ALFREDO VIEIRA COELHO PEIXOTO PINTO DE VILAS-BOAS, nasceu na cidade de Braga em 06 de Setembro de 1860 e faleceu na freguesia de Nevogilde, da cidade do Porto, com sessenta e cinco anos, em 26 de Fevereiro de 1926. Foi um magistrado e político de relevo ligado ao Partido Regenerador. Desempenhou, entre outras, as funções de deputado e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria e ainda governador civil do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Foi ele o 2º. Barão de Paçô Vieira e 1º (e único) Conde de Paçô Vieira. Casou em 1891 com Dona Maria Eduarda Pinto da Silva, de cujo matrimónio houveram dois filhos.

 * António Joaquim Teixeira da Silva

Write by “texasselvagem”.

In Gondomar (Oporto), Portugal

February.2013.

12 Comments

  1. Portugueses:O combóio é o transporte terrestre mais seguro,económico,cómodo não poluente,transporta mais passageiros e mercadorias e é o mais rápido 570km/h.O combóio é o transporte terrestre para o terceiro milénio..Foi um abuso dos governantes encerrarem uns 800km de linhas,alegando falta de rendimento.Nem todas as linhas são rentáveis,assim como não são as auto estradas.Como a bitola ibérica é 1,668m mais larga do que a europeia 23cm,logo dá mais 13,%4 por cento de estabilidade aos combóios.Somos campeões do mundo em segurança nos combóios..Todas as linhas desativadas devem ser renovadas com travessas de betão,as estações reparadas e automotoras modernas se possivel eletricas a circular, garantindo um seviço minimo ás populações do interior de Portugal.Não queremos as estações a servir de museus de ferro velho neste século .Como antigo chefe da estação de Machede,sei bem qual era o seu rendimento mensal-Os caminhos de ferro do Sul e Sueste eram PATRIMÓNIO DO ESTADO,não podem ser assim abandonados,por causa da concorrente ródovia..Os presidentes de todas as camaras do Alentejo e não só,devem querer novamente os combóios a servir as populações melhor do que a ródovia..A ferrovia ganha á ródovia por 6-1.Ex chefe da estação de Machede e de combóios em Évora,1970.Mauricio Arrais.

  2. Estou plenamente de acordo com sua opiniao. Somente uso as rodovias SE nao houver comboio que me transporte ate meu destino. Acho um total DESCASO em relacao aos cidadaos cujo UNICO meio de transporte era o comboio, ficarem sem nada porque alguem designou o trajeto nao rendavel. Absurdo total! Que seja uma vez ao dia indo e vpoltando, mas deve haver uma locomotiva que seja, disponivel em todas as linhas do nosso Portugal. A nao utilizacao das linhas, ora desativadas, gera o que vemos: roubo de tudo que possa ser carregado e com isso o aumento das possibilidades de reativacao das linhas. Nao permitamos que isso continue a acontecer.A populacao mais carente e envelhecida do pais, necessecita desse meio de transporte.

  3. Mariliza o meu obrigado.Veja as estações do interior de Portugal ao abandono total á uns 25 anos.OS CAMINHOS DE FERO SÃO PATRIMÓNIO DO ESTADO. Não devem ser assim abandonados.,pela impotyância que tem para as populações do inyerior do pais.É uma pena nâo ter mais comentadores entre tantos ferroviàriosCortaram parte do comentàrio;vou almoçar.fim.Mauricio Arrais.Evora.

  4. Meus senhores lancei para a praça pública o tema das circulações ferroviárias, que continua a ser o “parente pobre” dos transportes em Portugal. Veja-se o que se passa pelo “oeste” onde são suprimidas circulações constantemente por não haver material diesel. Abateram-se as “0600”, unidades triplas “sorefame”, desfizeram-se das “0450” e as coitadas das “Allans” dos anos quarenta ai9nda tapam furos, apesar de nem peças suplentes já existirem. Avariam em qualquer canto me depois são rebocadas, ficando os passageiros sujeitos ao transporte rodoviário, apenas pelas estradas principais. Não fossem “nuestros hermanos” a ceder o material excedentário para eles e hoje teríamos uma ferrovia reservada apenas aos “intercidades” e aos “alfas”. Valha-nos os regionais eletrificados, pois estaríamos reduzidos a Braga/Porto/Lisboa e Faro ou Entroncamento/Vilar Formoso.

  5. Teixeira da Silva.È uma triste realidade o que diz.temos muita falta de material circulante,perdemos o combóio do futuro.Gastaram o dinheiro em 48 auto estradas 2840km como sabe não souberam copiar pela Espanha e França,e agora temos a ferrovia á beira da morte ,com linhas encerradas,no interior onde fazem tanta falta ás populações mais desfavorecidas,no inyeterior,do Minho e Alentejo..Muitos dos responsaveis,para não chamar nome feio,calculem trocaram as boas linhas e estações,que iam servindo as populações,por ciclo vias para uns quantos,fazerem umas marchas a pé ou de biciclete..Os governantes deixaram ao longo de 26 ou mais anos arruinar os caminhos de ferro.Em minha opinião o COMBÓIO EM PORTUGAL È O CAMPEÂO NO MUNDO.Por favor parem com as auto estradas cemiterios de Portugal,e comecem a renovar todas as linhas que estão abandonadas,pela maldade dos governantes.As linhas não podem ser todas rentá´veis,assim como as auto estradas não são..O ramal de caceres atualmente não é rentável,mas é uma linha que dá circulação a um rápido para Madrid.Temos que ter isso em atenção.As linhas com travessas de betão,devem dar perto do triplo de estabilidade aos combóios. do que as de madeira.É tudo. Mauricio Arrais Evora.

  6. Os tempos vão avançando e eu na minha vida de entusiasta e defensor da causa ferroviária, consegui fazer grandes, fortes e boas amizades no meio, de que destaco com uma pontinha de vaidade, os ilustres António Bento Feijó (Valença), Olímpio Barros (Viana do Castelo), Lino Dias (Carregal do Sal), Fernando Vicente Fernandes (Entroncamento), o Museu Nacional Ferroviário e todo o seu “staff”. Não me lembrando do nome, quero-me referir também ao colega (chefe) da Estação de Beja, que me permitiu que o regresso fosse feito a bordo de UDD, da série 0450 (no porão da carga), mas transformada em “intercidades”, a UDD0459 (amarelinha), para que pudesse fazer fotografia em todas as estações. Custou-me quase 40,00 euros uma credencial que tive de solicitar para que me fosse facultada a possibilidade de fotografar o material aparcado em estações, pois os vigilantes impediam-me a entrada por não ser ferroviário, apenas entusiasta e viajante.

  7. Meu amigo e senhor Maurício gostava de poder deslocar-me de comboio para lhe dar um abraço de sincera amizade. Como tenho dito não sou ferroviário, nem sequer familiar de algum, apenas tenho um bichinho de comboios e uma imagem dos meus dez/doze anos em que fiz uma viagem, com os meus já falecidos progenitores, a Torre de Moncorvo (na época das amendoeiras) em composição a vapor, que me lembro de chegar ao destino com a cara que mais parecia a de um “negro” , por ter sempre viajado com a janela aberta, tal a ânsia de mirar a paisagem. Já agora convido o meu amigo para o meu blogue “texasselvagem” onde poderá ver o que faço pela ferrovia portuguesa, a título meramente entusiasta.

  8. Sr. Maurício Arrais:
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  9. Amigo Silva:Parabens pelo seu tema sôbre o ramal de Reguengos.È um mestre no computador,e as fotos que vi são um encanto.Fui chefe seis anos na estação de Machede,falta no meu album a foto da estação de Machede que está no seu blog..Istória durante seis anos o lavrador senhor Barahona,todos os anos pelo Natal me mandava a ´estação um porco gordo,eu não lhe dava uma sardinha,e não conhecia o senhor.Conheço em Evora as filhas.FAROL:Indicador do rumo aos navegadores.O meu apelido Arrais deve descender de navegadores portugueses.Vi na inciclopédia Gonçalo Arrais,em 1502 foi na armada de vinte navios com Vasco da Gama para a India.O brasão dos Arrais deve ter sido atribuido a ele pelo rei..Fazia serviço ao rei de Setubal para os Açores,com a caravela.Tenho um blog perdido a Historia dos Arrais no Mundo,com o hino nacional em musica.Escrevi o livro Apontamentos Técnicos de Futebol.,está num blog.O meu filho tem trabalhos de fotografia em blog,Paulo Arrais,Fotos.È tão complicado que não consigo ver.Os meus ascendentes vem de Maria Arrais 1280.Chega de conversa fiada.O encerramento dos 800km de linhas,no norte e sul onde tanta falya fazem ás populações,só foi possivel por parte dos presidentes de camara ser uns falhados.Calculem a ferróvia o melhor transporte terrestre,ser trocado por ecopistas,,para uma dezena de pessoas,caminharem nos fins de semana.Os caminhos de ferro de Portugal em segurança devem ser os melhores da europa,e não os melhores no mundo como erradamente mencionei no primeiro comentário.As minhas desculpas a todos.Agora vamos saber quantos km de carris foram vendidos ou vendados a um tal Godinho.Talvez perto de 2000km de carris,fora agulhas,eclises,sinais e possivelmente carruagens e outros materiais,que julgo estavam na estação de Ovar.Será que encerraram todas as linhas por causa do negócio dos carris?E uma vergonha a estação de Moura em estação ródoviaria..e ecopista.O dinheiro gasto nas ecopistas devia ser gasto em travessas de betão para renovarem as linhas.Parem com as auto estradas cemiterios de Portugal,e renovem as linhas,que tanta falta fazem a´s populações.A Refer com as linhas renovadas pode fazer redução nos bilhetes perto de 25%..Com automotoras novas se possivel eletricas epanoramicasEm 30 anos a Refer destruiu os caminhos de ferro. em Portugal.Para quem não sabe um combóio só em dupla tração (duas locomotivas)são precisos mais de 30 tires e trinta motoristas..No Tua para a EDP construir uma barragem,destruiram centenas de propriedades,pequenas,com vinhas,olivais,montado,mataram o rio Tua,e afogaram uns 16 km da linha do Tua,que tanta falta faz ás povoações do distrito.A linha era PATRIMÒNIO DO ESTADO era intocável..Como foi possivel darem autorização para construir a barragem,e o pior com cota acima da linha.Por trás destes crimes deve aver muita gente responsável,que deve prestar contas á justiça.No mes em que foi inaugurado o ramal de Reguengos foi quando eu nasci. Abril 1927.Não disse tudo.Exchefe de Machede e de combóios em Evora 1970.Mauricio Arrais.

  10. Não tenho formação superior, mas a nível escolar tive ótimos mestres na língua portuguesa, daí gostar de rabiscar sobre temas que afetam a uma maioria. É interessante esta troca de ideias mas há que dar espaço a outros que, talvez não comunguem dos nossos ideais ferroviários. O ilustre editor tem de libertar espaço para outros opinarem e, por que não, criticarem … Gostava de ainda conseguir ver o meu querido país a ser falado pela positiva a nível de transporte ferroviário, nomeadamente o de mercadorias internacional.
    Fica a promessa de numa próxima deslocação a Évora (sempre de comboio) procurar o meu amigo para trocarmos as nossas ideias e lhe oferecer algumas fotografias do meu acervo ferroviário.
    O entusiasta e amigo ao dispor,

  11. É uma realidade!O que tem acontecido com as Ferroviárias ,seria impensável.Mas,aconteceu,e agora será muito difícil,a sua restauração…Tempos foram,e não voltam!Obrigado,Sr Teixeira da Silva.

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