Bloco de Esquerda dá exemplo em visita à instalação de homenagem a Aristides de Sousa Mendes

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Catarina Martins, coordenadora e deputada do Bloco de Esquerda (BE), foi, até ao momento, a única figura política nacional a deslocar-se a Cabanas de Viriato para visita à instalação/exposição do arquitecto norte-americano Eric Moed depois da sua inauguração no passado dia 20 de Junho, altura em que o próprio embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, manifestou vergonha por nenhum representante do governo ter marcado presença naquela cerimónia, além da directora regional da Cultura do Centro.

A visita aconteceu ontem, 09 de Julho, no âmbito de uma deslocação ao distrito de Viseu, fazendo-se Catarina Martins acompanhar por Pedro Soares, da Comissão Política do BE, Carlos Couto, da Mesa Nacional do BE, Carla Mendes e Clara Alexandre, da Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do BE, e mais quatro elementos da estrutura distrital do Partido.

Depois de ter estado em Tondela, ao início da tarde, reunida com a direcção da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), a coordenadora do BE chegou a Cabanas de Viriato pelas 17h00, onde foi recebida por Luís Fidalgo, membro da administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes, junto do qual se inteirou dos novos desenvolvimentos relativos à recuperação da Casa do Passal, que foi residência familiar do cônsul Aristides de Sousa Mendes.

De salientar que esta já é a segunda visita de Catarina Martins e do BE à Casa do Passal, tendo a primeira dado origem, em 2010, a várias perguntas ao governo acerca do atraso no processo da passagem daquele edifício a monumento nacional, pressionando essa classificação, a qual viria a verificar-se em Março de 2011. Conforme Catarina Martins disse agora a esta reportagem, “o Bloco de Esquerda sempre se manifestou preocupado com o processo da Casa do Passal e também com a sua recuperação, que urge solucionar em face do estado degradante do edifício, sendo esta visita mais uma forma de se inteirar dos desenvolvimentos relativos a um projecto tão importante no que respeita a cultura, património, memória e cidadania”.

“É uma dor de alma”! – lamentou a coordenadora do BE ao aperceber-se do adiantado estado de ruína de “um símbolo do melhor que há na nossa história, que nos deve orgulhar como enorme símbolo de humanidade e coragem”. Inconformada com o desprezo a que a Casa do Passal tem estado votada, Catarina Martins apontou que a requalificação criaria desde logo, a curto prazo, postos de trabalho em áreas qualificadas, e atrairia, a média prazo, turismo nacional e internacional, quer religioso quer pedagógico. A juntar a isso, a longo prazo, seria um pólo de desenvolvimento regional, e até nacional, com ligação à Universidade de Coimbra.

“Só um povo que se conhece pode saber para onde se vai” – comentou Catarina Martins, frisando, no entanto, que “é típico do colonialismo não investir em projectos destes, tão essenciais, e isso é andar para trás”. Deixou a garantia de que vai diligenciar, junto da DRCC e da CCDRC, em que ponto está a aprovação do projecto da Casa do Passal, exigindo que a promessa da requalificação se concretize rapidamente.

Depois de visitar a exposição (mini-museu) de Eric Moed, expressou assim a sua impressão: “Estar perante imagens que atestam a realidade do acto de Aristides de Sousa Mendes é comovente”. Completou: ”A instalação permite esse confronto com aquilo que Aristides de Sousa Mendes fez; há uma compreensão emocional para além do racional”.

Antes de partir para a terceira iniciativa da sua visita ao distrito de Viseu, nas Termas de São Pedro do Sul, Catarina Martins e seus acompanhantes foram presenteados com lembranças da Fundação Aristides de Sousa Mendes, entregues por Luís Fidalgo na sede provisória daquela fundação.

Lino Dias 

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