Solidariedade e acção precisam-se

A. ABRANTES

António Abrantes.jpg.

O sacrifício de vidas como o da Cátia, o sofrimento dos seus colegas feridos, o impacto tremendo nas suas famílias não pode deixar de nos questionar sobre se não é possível fazer algo mais para que dramas como estes não atinjam quem tão generosamente coloca ao serviço do próximo o melhor de si.

É a hora de estarmos solidários com os familiares destes verdadeiros heróis nacionais, com os feridos, com os colegas que precisam de ânimo nestas horas difíceis mas é preciso questionar, inquirir, debater estas questões dos fogos florestais nos seus vários aspectos.

Aí certamente o governo, a Liga dos Bombeiros Voluntários, as próprias corporações de bombeiros, as câmaras municipais (cujo presidente é o responsável máximo da Comissão de Protecção Civil concelhia) todos têm uma palavra a dizer. Precisamos de discussão mas também de acção para reduzir ao mínimo, tanto quanto possível, desgraças como estas.

Não podemos partir do princípio de que não há nada a fazer.

Uma das formas de os homenagear é prepararmo-nos melhor para futuros combates que certamente virão.

Que a água da chuva bem-fazeja do outono não arraste para o esquecimento o sacrifício supremo destes soldados da paz.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.