JOÃO FIGUEIREDO *
Há sensivelmente um ano, no auge da implementação das medidas de ajustamento, o panorama político e económico do nosso país era, no mínimo, pesado.
Afirmava-se, então, que o país estava a percorrer um rumo errado, que tinha entrado numa espiral recessiva, o mesmo é dizer que a economia ia parar e piorar.
Felizmente que os “profetas da desgraça”, que anunciavam tal cenário, hoje confrontam-se com uma realidade bem diferente. Para melhor.
O nosso país tem assistido, nos últimos meses, a sinais efetivos e realistas que nos levam a vislumbrar o futuro com redobrado otimismo.
Desde o verão de 2013 que começaram a surgir sinais encorajadores quanto ao futuro da nossa economia. A título de exemplo, lembramos alguns desses sinais: os números do desemprego têm vindo a baixar de forma significativa – e aqui não adianta afirmar que tal se fica a dever ao aumento da emigração, porque o número das ofertas de emprego registadas no Centro de Emprego deita por terra tal argumento – passando de 17,6%, valor mais alto atingido em Janeiro de 2013, para os 15,5% registado em Novembro pp. Sendo um valor preocupante, Portugal está entre os países que registaram a maior redução da taxa de desemprego; o aumento das exportações que, numa conjuntura muito difícil de ajustamento, poderão ter tido em 2013 o melhor ano de sempre; o indicador para a economia Portuguesa da OCDE está há 18 meses consecutivos a subir, apontando para uma melhoria da conjuntura económica do nosso país; o nosso país, pela primeira vez há duas décadas, um saldo positivo da balança corrente. Estes sinais, indesmentíveis e inequívocos, são a prova de que os sacrifícios suportados pelos portugueses nos últimos dois anos valeram a pena. Valeu a pena, também, não vacilar no caminho que temos vindo a percorrer.
Na falta de argumentos válidos, os opositores ao governo usam agora argumentos de achincalhamento e apoucamento de instituições tão respeitáveis como é o caso do Banco de Portugal e do departamento de estatística da União Europeia.
Quando os números eram desfavoráveis, usavam as projeções dessas mesmas instituições para tentar legitimar os seus discursos, agora que os indicadores são claramente positivos, já a credibilidade dessas mesmas instituições passa a ser colocada em causa.
Os portugueses devem estar atentos. Aos sinais positivos que felizmente existem e àqueles que hipocritamente lhes querem atirar areia para os olhos.
Estamos fartos daqueles que afirmam que o caminho não é aquele que o governo tem seguido, mas não apresentam quaisquer alternativas.
Estamos fartos de opiniões e conselhos vindos daqueles que, se tivessem um pouco de vergonha na cara quando abrem a boca não davam opinião ou conselhos, no mínimo retratavam-se do seu deplorável comportamento
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Como escreveu António Aleixo,
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Os que bons conselhos dão
Às vezes fazem-me rir
Por ver que eles mesmos, são
Incapazes de os seguir.
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* Deputado do PSD


Depois da propaganda a realidade:
“A verdade é que nada correu bem, as políticas falharam, a reforma do Estado ficou por fazer, o corte da despesas assentou em medidas temporárias e inconstitucionais, a nova legislação laboral não atraiu um único investidor, no lugar do muito de bom que foi destruído nada se construiu. Portugal está pior, muito pior do que estava, perdeu centenas de milhares de empregos, destruiu dezenas de milhares de pequenas empresas que estruturavam o tecido social, empobreceu os trabalhadores, expulsou os jovens qualificados, reduziu a zero a formação profissional, decretou que qualquer aposta na ciência ou na inovação vai contra os superiores interesses da nação. O país regrediu.
A saída limpa de que agora se fala não passa de uma saída suja que visa ilibar as responsabilidades criminosas dos que destruíram empresas, empobreceram os portugueses, expulsaram os jovens, fizeram o país recuar mais de uma década. O governo que apostar em ser mais troikista do que a troika não tem a distância em relação à troika que tem o governo irlandês e muito menos a dignidade do governo grego, o governo português não passou de um pau mandado de estrangeiros falhados que agora querem sair ilibados”
-Isto para não falar dos quase diários casos de corrupção e compadrio de gente ligado aos partidos que fazem parte desta coligação- Pobre País que tal gente tem
“Só a verdade nos liberta”