JOÃO FIGUEIREDO *
Nas últimas semanas tenho percorrido algumas escolas básicas, secundárias e profissionais do nosso Distrito.
O motivo dessa presença deve-se ao programa Parlamentar dos Jovens. Trata-se de uma iniciativa da Assembleia da República em colaboração com diversas entidades e que visa promover junto dos nossos jovens, a educação para a cidadania, a participação e o seu interesse pelo debate de temas da atualidade.
Hoje, todos sabemos que falar em política ou em políticos é, infelizmente, sinal de algo pouco positivo e completamente desmotivador.
Continuo a acreditar que o exercício da atividade política tem de ser uma arte nobre e, assim sendo, uma prioridade dos nossos jovens.
Tenho-lhes dito que eles são a geração do inconformismo, da mudança e da esperança desde que não voltem a repetir os erros das gerações passadas, a minha incluída.
Tenho partilhado com eles uma mensagem de esperança, dizendo-lhes que a melhor forma de os erros do passado não voltarem a ser cometidos é empenharem-se nas organizações da sua Freguesia, seja no movimento associativo, de voluntariado ou na participação política através da Junta ou Assembleia de Freguesia.
Lembrei-lhes, também, que o único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário pelo que é importante que eles acreditem e lutem pelos seus ideais.
Pedi-lhes que não desistam. Que se revoltem sempre que estejam perante injustiças e que é importante não acreditarem em facilidades.
O facilitismo, o dar tudo a todos, sem esforço e sem sacrifícios, contribuiu de forma decisiva para nos colocarmos de mão estendida perante as entidades credoras.
Tenho-lhes dito, com sinceridade, que acredito que o futuro do país irá ser mais promissor e mais justo, desde que todos venhamos a arregaçar as mangas e acreditar nas nossas capacidades.
Partilhei com eles a minha experiência pessoal e lembrei-lhes que quando sabemos qual é o caminho que temos que percorrer não há vento que nos derrube.
Da experiência destes dias retiro a curiosidade e o empenho destes jovens em quererem um país melhor, mais justo e mais solidário.
Acredito que eles tenham interiorizado o papel determinante que cada um pode ter na sociedade portuguesa, desde que acreditem e participem na atividade política enquanto instrumento fundamental para a mudança que todos desejamos.
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* Deputado do PSD


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