Do fim do mundo ao início de uma nova era

JOÃO FIGUEIREDO *

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Na passada semana assinalou-se o primeiro aniversário de eleição do Papa Francisco.

Um ano que fez toda a diferença, quer na cúpula da Igreja Católica quer na sociedade em geral, não só pelos hábitos que foi impondo mas também pelos temas que foi colocando na ordem do dia.

Este Papa não se cansa de afirmar que é um homem “normal” que tem amigos como qualquer outra pessoa, que ri e chora como qualquer mortal, fazendo questão de transportar a sobriedade e a humildade para os grandiosos corredores do Vaticano.

Essa sua intenção é consubstanciada em hábitos simples. Ele recusou-se residir nos aposentos de luxo e dorme na residência dos cardeais, faz as refeições na cantina e percorre a pé a Praça São Pedro.

No que se refere à condução dos destinos da Igreja, ele alerta para a necessidade, por exemplo, de se discutir a família enquanto pilar da sociedade, que, todos sabemos, atravessa uma crise bastante séria, aborda a dicotomia da riqueza e da pobreza, aflora a problemática da justiça e da imparcialidade, o papel das mulheres e as tentações ligadas ao abuso de poder, ao mesmo tempo que reforma toda a equipa de dirigentes do Vaticano, tantas vezes apelidada de máquina retrógrada e demasiada conservadora.

O Papa Francisco trouxe com ele uma saudável lufada de ar fresco, uma forma natural e descomplexada de ver e analisar a sociedade atual.

Ele está a fazer aquilo que, na minha humilde opinião, compete à igreja, que na prática passa por ser humilde, verdadeiro exemplo de solidariedade e próxima daqueles que mais precisam.

Durante muito tempo a Igreja afastou-se do cidadão comum, dos seus reais problemas, esquecendo-se muitas vezes dos problemas que afligem o seu rebanho.

Há um ano ele disse-nos que os cardeais tinham ido buscar um Papa ao fim do mundo.

Hoje, passado um ano, temos a certeza que a sua eleição foi um início de uma nova era que vai marcar positivamente a história, não só da Igreja mas de toda a humanidade.

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* Deputado do PSD

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