Farol da Nossa Terra – “Os professores são alvos a abater” pelo governo PSD/CDS
quinta-feira, 17 agosto 2017

Outros Cronistas — Sexta-feira, 20 Fevereiro 2015 — 1 Comentário

“Os professores são alvos a abater” pelo governo PSD/CDS

Lúcia Araújo Silva *

Lúcia Araújo Silva.JPG

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.“A educação e a democracia são dois pilares fundamentais de uma sociedade moderna e progressista”. Nas últimas décadas temos vindo a assistir a um conjunto de reformas avulsas para a educação, mas atualmente essa reformas estão a conduzir a educação a um marasmo total. O atual governo, PSD/CDS não olha a meios para atingir os seus fins. Nuno Crato está a provocar um retrocesso inqualificável na sociedade, desmantela a escola pública, aumentam-se o número de alunos por turma, reduz os apoios às escolas, cortam-se os apoios para combater o abandono e insucesso escolar, corta-se no investimento.

O atual “Governo protege com dinheiros públicos o mercado privado” e “submete a responsabilidade do Estado aos interesses dos grupos económicos”, financiando negócios privados: criação de escolas concessionadas, instituição do cheque-ensino e reforço dos contratos de associação. Alterando desta forma o paradigma que até agora serviu de referência à política educativa” tratando os seus docentes como alvos a abater. Recentemente fomos confrontados com os resultados da Prova de avaliação de capacidades e competência (PACC) para avaliar as competências do professor.

Mas será uma prova capaz de fazer essa avaliação? O “saber dos professores foi-lhes validado na sua componente científica e pedagógica” ao longo da sua formação académica e “no momento em que esses mesmos professores procuram ocupar os seus lugares na carreira docente, eis que lhe é vedada esse acesso porque têm de fazer uma prova.” Não será este um embuste para dizer a esses professores, que estão na escola pública, que, pese embora o seu esforço e o seu investimento na sua formação, vão ter de procurar outra profissão? Não estará Nuno Crato a desviar as atenções dos seus verdadeiros problemas? O País tem sido confrontado com as notícias que nos dão conta dos atrasos no financiamento de escolas profissionais, de colégios de ensino especial, de conservatórios de música e escolas artísticas e AEC. A acrescentar a este desnorte temos ainda a “Municipalização do Ensino”, ou melhor ainda o “ contrato Interadministrativo de delegação de competências”, mas não compete a um Estado de Direito garantir a igualdade de acesso à escola pública? Se a escola pública não cumprir as suas funções e se não garantir qualidade estará a escola a cumprir os seus desígnios? Estará Nuno Crato e a sua equipa a imiscuir-se nas suas verdadeiras responsabilidades? não caberá ao MEC garantir a universalidade nos aspectos pedagógicos, na gestão curricular, garantir a colocação de professores, de uma forma clara e isenta,  respeitando assim  a sua graduação profissional e o seu tempo de serviço? Se é certo que os desafios atuais indiciam que deverá existir concertação, não é menos verdade que esta reforma não pode ser feita a “custe o que custar”. Muitas das políticas educativas são baseadas em modelos externos, e esta reforma não fugiu à regra. A Suécia foi a sua “fonte inspiradora”, o modelo “importado”. Mas, esta mesma reforma, iniciada há 20 anos na Suécia, “falhou em toda a linha”, cresceu a “segregação social, a diferença de qualidade no ensino acentuou-se e os resultados dos alunos suecos, medidos pelo Pisa, desceram exponencialmente, acrescentando que os gastos públicos não diminuiram”. Será este o modelo decadente que o governo PSD/CDS quer trazer para Portugal? Parafraseando Jorge Coelho, Nuno Crato é o pior ministro da educação que Portugal teve desde a revolução de abril de 1974.

“O desinvestimento do governo PSD/CDS na educação é ideológico, não resulta da crise e dá a ideia de que Portugal terá regressado a tempos anteriores a Veiga Simão (ministro da Educação do Estado Novo)”.

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* Presidente do DFMS de Viseu e deputada da AM de Viseu pelo PS

Um Comentário

  1. Carlos Peixeira Marques diz:

    LOL

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