18.º Festival de Folclore da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato primou pela excelência

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Oriundos dos concelhos de Póvoa de Varzim (Douro Litoral), Águeda (Beira Litoral) e Seia (Beira Alta), mais três ranchos folclóricos rumaram até Cabanas de Viriato no passado domingo, 25 de Setembro, para se juntarem ao grupo da Sociedade Filarmónica, desta vez no seu 18.º Festival de Folclore.

Primando, como sempre, no gosto de bem receber, a direcção da colectividade brindou os grupos com um almoço que obteve referências elogiosas de todos os grupos convidados, vincadamente feitas em público aquando das suas actuações, chegando o apresentador do grupo da Póvoa de Varzim a fazer saber que o reportório inicialmente escolhido foi alterado com o propósito de agradecer “da melhor maneira” a forma como foram recebidos “nesta terra de muita cultura”, precisamente assim dito.

Faltava um quarto de hora para as 16h00 quando se iniciou o tradicional desfile etnográfico, desde o monumento de homenagem a Júlio Mendes, antigo director da Sociedade Filarmónica, até ao palco do salão Lagarto, onde à passagem, numa primeira apresentação ao público, os ranchos deixaram os seus estandartes para o ritual das fitas alusivas ao acontecimento e a entrega de lembranças.

Duas centenas de pessoas deram enchente ao salão, entre as quais se contavam Jorge Gomes, presidente da Assembleia Municipal de Carregal do Sal, José Sousa Batista, vice-presidente da Câmara e responsável do pelouro da cultura, José Dias Batista, vereador do pelouro do associativismo, José Figueiredo, presidente da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, Luís Pais Borges, juiz conselheiro, e Jorge Saraiva, antigo presidente da Câmara e da Assembleia Municipal, ocupando a primeira fila de cadeiras, geralmente reservada às individualidades.

Antes das actuações colocaram-se as fitas nos estandartes, fez-se a entrega de lembranças e proferiram-se as palavras de cortesia, subindo ao palco para esse efeito, a convite de Rui Costa, responsável do grupo anfitrião, o presidente da Direcção, o presidente da Assembleia, o vice-presidente da Câmara e o vereador do associativismo.

Primeiro a actuar, o Grupo de Danças e Cantares da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato deu valioso contributo a um festival de folclore de grande nível. A organização foi muito feliz na escolha dos grupos convidados, tendo o Rancho Folclórico de Santa Eulália de Beiriz (Póvoa de Varzim), o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira (Seia) e o Grupo Etnográfico “A Nossa Terra” de Aguada de Cima (Águeda) rubricado actuações empolgantes, bem ao jeito do que foi afirmado pelo apresentador do rancho de Beiriz: “Vamos dançar até rebentar, é o que nos apetece em festivais desta qualidade!”.

Há pormenores que não escapam ao público e, dos muitos que aqui poderiam ter destaque, fica uma referência de apreço à dança com que o grupo poveiro de Beiriz valorizou os tapetes fabricados na sua terra, tidos pelas suas gentes como os mais belos exemplares da arte da tapeçaria portuguesa. Os trajes de romaria e os da faina pesqueira também despertaram atenção. O rancho de Paranhos da Beira teve uma entrada espantosa com a voz divinal da talentosa violinista da tocata, dando o tom, a sós, num canto do palco, para uma admirável coreografia coral. É daquelas coisas que apetece voltar a ver vezes sem conta! O rancho de Aguada de Cima, que já tinha estado em Travanca de São Tomé (2009) e Vila Meã (2010), justificou por que voltou pela terceira vez ao concelho de Carregal do Sal.

O público esteve sempre caloroso nos aplausos e manteve-se firme até ao fim de um espectáculo com duas horas e meia de duração, o que foi saudado pela apresentadora do grupo de Aguada de Cima da seguinte forma: “É agradável, sendo nós os últimos, continuar a ver a casa cheia de gente. Isto é o que compensa uma actividade que não é remunerada, assim como a forma hospitaleira como fomos recebidos!”.

Bem podem estar felizes todos quantos organizaram, colaboraram e participaram neste festival de folclore. Com espectáculos desta excelência e o aprumo de toda a sua envolvência, incluindo a ornamentação etnográfica do salão, não se pode deixar de gostar de folclore!

Lino Dias

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