XVII Festival de Folclore do Rancho Folclórico “Flores da Beira” animou Travanca de São Tomé

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Foi entusiástico o modo como decorreu o XVII Festival de Folclore do Rancho Folclórico “Flores da Beira” no sábado, 10 de Dezembro, ao final da tarde, no salão da Associação Para o Progresso de Travanca de São Tomé, merecendo que a população local aderisse como habitualmente.

Estranhamente, não terão chegado às duas dezenas os habitantes da própria povoação presentes na assistência, sobressaindo, assim, ainda mais a comparência de gente de outras terras.

Iniciado pouco depois das 17h00 e apresentado por Andreia Borges, um dos principais directores do rancho “Flores da Beira”, o espectáculo começou com o ritual da colocação das fitas nos estandartes dos grupos participantes no festival e a entrega de lembranças, dando ao mesmo tempo ocasião a que cada colocador das fitas usasse da palavra. Assim sucedeu com Ana Cristina Borges, vereadora da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Fábio Pereira, presidente da direcção do rancho organizador do festival, Catarina Borges, membro da direcção da Associação Para o Progresso de Travanca de São Tomé, e Nuno Marques, acordeonista do rancho anfitrião.

Dessas intervenções, destacam-se as boas vindas aos grupos convidados e as felicitações ao rancho da casa por parte da vereadora da Câmara Municipal, o agradecimento de Catarina Borges pelos bons momentos que o rancho “Flores da Beira” tem levado ao salão da associação, e a afirmação de Nuno Marques de que 2016 tem sido um bom ano para o rancho e o desejo de que o próximo ano também seja bom.

Coube ao grupo da casa iniciar as actuações, levando ao palco a alegria das suas danças bem mexidas. Seguiram-se o Rancho Folclórico de Santar (Nelas) e o Rancho Folclórico de Candosa (Tábua), com danças marcadas por bonitos apontamentos de coreografia etnográfica, mais expressivos por parte do rancho de Candosa. Cada um no seu estilo, todos os ranchos brilharam em palco, saindo merecedores dos calorosos aplausos da assistência.

Também o Grupo de Concertinas Sons da Serra, de Lourosa (Oliveira do Hospital), participou no espectáculo, finalizando-o com uma actuação divertida, que puxava ao bailarico, e assim aconteceu, havendo sempre gente a dançar em cada número que aquele grupo interpretou.

Antes do grupo das concertinas, Fábio Pereira voltou a usar da palavra, dessa vez, para referir que este ano foi muito trabalhoso para o rancho “Flores da Beira”, pelos muitos eventos que realizou, e anunciou novidades para o próximo ano, sendo a primeira já em Março com um festival do queijo e do enchido e a recepção de um grupo folclórico espanhol, da Galiza. Indo, desse modo, dar-se continuidade à primeira internacionalização do ano passado, adiantou ainda que conta receber em 2017 um outro grupo estrangeiro, em altura diferente da recepção do grupo da Galiza.

Relativamente ao festival deste ano, que sofreu adiamento de data por dificuldade em encontrar um rancho estrangeiro, acabando por desistir-se de fazer agora a segunda internacionalização do festival, salientou que foi feito com muito carinho dos elementos do rancho e de outras pessoas que habitualmente ajudam na realização das suas iniciativas.

Sem dúvida, assistiu-se a excelente espectáculo, dando até primazia a grupos de perto, mas que deixaram bem vincada a riqueza e a diversidades do bom folclore beirão. Deixou pena que não estivesse mais gente da terra, pois é a ela, em primeiro lugar, que a direcção do rancho pretende contentar. Chegou a ver-se metade das cadeiras vazias, o que provavelmente terá desgostado quem tanto trabalhou para apresentar um espectáculo tão bonito e de apreciável qualidade!

Lino Dias

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