Farol da Nossa Terra – Música e Ciência no Instituto Politécnico de Viseu com a Orquestra Metropolitana de Lisboa
sábado, 25 março 2017

Música — Terça-feira, 14 Março 2017 — 0 Comentários

Música e Ciência no Instituto Politécnico de Viseu com a Orquestra Metropolitana de Lisboa

unnamed.jpgA Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu vai ser palco no próximo dia 21 de março, pelas 17:00h, de um sublime momento cultural. Um evento único, que junta em perfeita sintonia o génio criativo de Ludwig van Beethoven na excelência performativa da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), com uma conferência temática sobre o “Tempo Musical”, a cargo do diretor artístico da OML, Pedro Amaral (maestro e compositor). O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, professor Manuel Heitor, estará presente no concerto. As peças a interpretar têm a assinatura indelével do genial compositor Ludwig van Beethoven (1770-1827): Abertura Coriolano, Op. 62 (1807) (duração aproximada de 8’); Sinfonia N.º 7 em Lá Maior, Op. 92 (1811-12) (duração aproximada de 42’), I. Poco sostenuto – Vivace II. Allegretto III. Presto IV. Allegro con brio.

O espetáculo insere-se na primeira edição do programa “Música e Ciência”, que resulta da parceria instituída entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, criada em 1992 e que no ano em curso celebra o seu 25º aniversário. O programa é constituído por 10 concertos-conferência subordinados ao tema “A Música e o Tempo”, que contam com a participação da OML e de conferencistas convidados para apresentarem a peça musical a interpretar, sempre relacionada com o tema geral: “Nos tempos modernos, as vertentes lúdica e sentimental têm abalado a perceção que temos acerca da importância da Música para o conhecimento do Homem e do Universo. Essa impressão esvai-se, todavia, logo que se começa a falar acerca dela. Com músicas tristes, outras alegres, umas mais jovens, outras seletas e requintadas, algumas que nos fazem dançar e ainda outras que nos deixam sonhar, apresentam-se dez Concertos/Conferência que pretendem estimular e promover debates em que surgirão mais perguntas do que respostas, mas que não deixarão ninguém indiferente”.

Ao IPV coube a honra de acolher o concerto inaugural desta primeira edição no dia em que, entre outras efemérides – como os dias mundiais da Árvore ou da Poesia e os dias internacionais de luta contra a discriminação racial ou da Síndrome de Down –, se celebra o Dia Europeu da Criatividade Artística.

Tendo como público-alvo preferencial a comunidade académica – professores, estudantes e funcionários –, podem ainda assistir ao concerto/conferência todos os interessados da comunidade em geral.

“Dez Concertos/ConferênciaCinco Universidades, Cinco Politécnicos”

Objetivos

Com “Dez Concertos/Conferência” a realizarem-se em universidades e institutos politécnicos de diferentes regiões do país, a organização pretende, por um lado, incrementar a vivência cultural e artística no contexto académico e, por outro, promover o interesse pelo conhecimento científico mediante modelos de exposição alternativos. São protagonistas seis conferencistas, os músicos profissionais da Orquestra Metropolitana de Lisboa e estudantes de nível avançado que frequentam a Academia Nacional Superior de Orquestra. Percorrendo o universo da Música, as épocas que atravessou e a sua incomensurável diversidade estilística, ressaltam as ligações que a arte dos sons estabelece com a Ciência. Este tem sido um âmbito de estudo extraordinariamente fecundo para as Ciências Exatas, pela forma como se materializa no meio físico e pelas extraordinárias relações numéricas que permite desvelar. Mais recentemente, despontou o interesse das Ciências Cognitivas, em torno dos efeitos sensoriais e psicológicos que a escuta provoca no indivíduo, os “circuitos emocionais” do cérebro e do corpo, e todos os enigmas que daí decorrem. E ainda as Ciências Sociais, que têm vindo cada vez mais a encarar a Música como um valioso filão para conhecer melhor o Homem. Para lá da dimensão histórica inerente ao repertório do passado, a Música revela-se frequentemente incontornável no estudo da condição humana desenvolvido por disciplinas como a Sociologia, a Antropologia e a Filosofia, a mãe de todas as ciências.

Que recursos tem a Música para condicionar a nossa perceção do tempo e do espaço? Como desperta nas nossas mentes essa «coreografia cerebral» que estimula emoções e maneiras de estar? Como é que paisagens sonoras oriundas de distintas épocas e sociedades nos informam sobre mentalidades, enquadramentos identitários e processos históricos? Que peculiaridades físicas e matemáticas se escondem por detrás dessa arte que os românticos situaram do domínio do inefável? São estas algumas das muitas questões que soarão pertinazmente ao longo destas sessões que permitirão pensar e ouvir música interpretada ao vivo, duas práticas ancestrais da nossa espécie.

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Joaquim Amaral | Comunicação e Relações Públicas • IPV

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