Linha do Sabor – resenha histórica

PEDRO ZÚQUETE *

Pedro Zuquete.jpg.

Introdução

As vias métricas surgiram em Portugal em finais do século XIX, por serem ideais para as regiões mais montanhosas do país e de construção mais barata que uma via de bitola larga.

As vias de bitola estreita são todas aquelas que apresentam uma distância entre carris (bitola) inferior à bitola standart (1435 mm).

Temos como exemplo a bitola africana de 1012 mm, 1000 mm (bitola métrica usada em Espanha, França, Suíça, Itália, Alemanha, Polónia, Grécia), 900 mm (Eléctricos de Lisboa), 750 mm (Áustria, Bulgária) e por último a bitola de 600 mm (denominada Découville) muito usada em minas.

Em Portugal foram construídas 8 linhas principais de bitola métrica:

1) – Linha do Dão;
2) – Linha do Vouga e Ramal de Aveiro;
3) – Linha da Póvoa de Varzim-Famalicão;
4) – Linha de Guimarães;
5) – Linha do Tâmega;
6) – Linha do Corgo;
7) – Linha do Tua;
8) – Linha do Sabor.
.

Todas elas apresentam algumas semelhanças de traçado, para vencer as pendentes do relevo terrestre das regiões onde foram construídas; para além desse factor, outras entraram em consideração na construção das mesmas, pelo facto de naquela época as estradas eram muito poucas, de pó e macadame, algumas talvez já fossem pavimentadas com calçada em granito. O asfalto era algo muito caro. Logo, as populações deslocavam-se de carroça em curtas distâncias e de comboio para distancias maiores.

Com recurso a investidores portugueses e estrangeiros, estas vias férreas foram construídas por etapas, sendo a mais antiga a Linha da Póvoa de Varzim – Famalicão (1875). Seguidamente, deu-se início à construção da Linha do Tua (1887), troço Tua-Mirandela.

A Linha do Sabor, foi iniciada a sua construção em 1902, com a construção da maior obra de arte de via métrica, a ponte rodo-ferroviária do Pocinho (semelhante à ponte de Valença), com 262,00 metros de comprimento, em aço, com pilares em alvenaria, tendo ficado concluída em 1903.

O primeiro troço ligou a estação do Pocinho (Linha do Douro) a Carviçais foi iniciado em 1904 e chegou a Carviçais em Setembro de 1911; entre 1927 e 1930 foi construído o troço Carviçais-Mogadouro e só em 1938 a linha chegava a Duas Igrejas, com elevada dificuldade financeira terminou num local ermo, a 10 km da cidade de Miranda do Douro, numa pequena aldeia.

Tinha objectivo principal o escoamento do minério de ferro do maior jazigo de ferro a céu aberto na Península Ibérica, cujo teor ferroso é da ordem dos 65%, para o Porto e daí seguia por via marítima para a Europa.

Na década de 50 e 60, quando se iniciaram as construções das Barragens no Rio Douro, nomeadamente a Barragem de Miranda do Douro, que entrou ao serviço em Novembro de 1960, a Companhia de Electricidade Portuguesa sugeriu à CP que prolongasse a linha entre Duas Igrejas e Miranda do Douro, para facilitar o transporte de materiais de construção da obra. A CP não aceitou a proposta e o custo estimado à época para a construção dos 10 km que faltavam foi investido na construção do Ramal de Tomar (Lamarosa – Tomar), em via larga.

Perdeu-se uma oportunidade de termos hoje uma linha férrea que não dava grande despesa à companhia, dado que, apenas possui uma obra de arte de relevo em todo o seu percurso.

Inicialmente, as vias métricas portuguesas eram exploradas por companhias privadas, com excepção das Linhas do Estado, como era o caso das Linhas do Tâmega, Corgo (depois de 1928) e do Sabor.

Sendo uma linha que se desenvolve no planalto mirandês possui poucos declives a partir de Carviçais. Só existia uma rampa áspera, que se iniciava logo após o atravessamento da ponte do Pocinho até Torre de Moncorvo, na distância de 12,300 km; os comboios de mercadorias levavam quase 1 hora para percorrer esta distância. Daqui seguia em rampa moderada, contornando a Serra de Reboredo e as Minas de Ferro até Carviçais. Mais à frente, podemos ter uma ideia de como se estendia a linha no planalto mirandês, com ligeiras diferenças de cotas. Se recorrermos a uma carta topográfica à escala 1/25.000, verificamos que a linha possuía grandes rectas atravessando campos de centeio.

Um estrato da publicação “Guia de Portugal”(1), o autor descreve a grandiosa paisagem que o viajante pode deslumbrar, percorrendo esta linha.

«Logo à saída da estação do Pocinho, transpõe-se o Rio Douro sobre uma ponte metálica com dois tabuleiros, o superior reservado à linha férrea, e o inferior ao trânsito da estrada EN 102 /EN 220.

A linha, ao sair da ponte, inflecte para a esquerda, a fim de acompanhar a margem direita do rio, que neste ponto se contorce, por imposição do poderoso promontório. À direita destaca-se um afunilado montículo coroado com um marco geodésico (322 m de altitude), sobranceiro à Quinta do Campo e fronteiro à Quinta do Vale de Meão, da Casa Ferreirinha, rica de vinhedos e olivais (…). A última das ínsuas aponta a Foz do Rio Sabor. É o relance que nos é dado da panorâmica colina da Quinta das Bandeiras. Lá está, ao fundo, o decantado Vale da Vilariça.

Sobe-se agora, após uma profunda trincheira, talhada num enorme esporão, pelo flanco escalvado da montanha. O horizonte amplia-se. Daqui se dominam, por instantes, os cimos de Vila Flor. Prosseguindo em sinuosa rampa, a linha debruça-se por momentos, sobre o lugarejo fluvial do Rego da Barca. Neste ponto, na curva de nível dos 300 metros, a linha despede-se do rio e entra em ascensão, um pouco mais branda, seguindo a meia encosta, na direcção do Nascente. (…)

A ascensão prossegue. Em dados momentos esta subida tem um certo ar de digressão em teleférico… A vegetação torna-se luxuriante. Vinhedos, olivais e amendoais. Cruza-se a estrada que sobe do Pocinho e estamos em Torre de Moncorvo».

Em Março de 2009, percorri a pé o troço Torre de Moncorvo – Pocinho, com mais dois amigos. Na época, ainda tinha os carris assentes, hoje não sei se existem!

Tal como o autor descreve no Guia de Portugal a paisagem deslumbrante, nós presenciamos e comprovámos o esplendor paisagístico.

.

Obras de arte

Possui 4 obras de arte (pontes) e ausência de túneis:

  1. Ponte do Pocinho (km 0,630), em aço, com 262,0 metros de comprimento, possui quatro pilares em alvenaria e 7 tramos em aço;
  2. Ponte de Aveteiras (km 11,714), em aço, com 3,70 metros de comprimento;
  3. Ponte de Mogadouro (km 73,327), em alvenaria, com 8,50 metros de comprimento;
  4. Ponte de Aldeia (km 100,458), em alvenaria, com 4,50 metros de comprimento.

.

Estações e Apeadeiros

Pocinho (km 0,000/altitude 134 m), enlace com a Linha do Douro, cais para mercadorias, abastecimento de carvão e água, oficinas gerais do material circulante.

Gricha (km 6,000/altitude 250 m) paragem.

Torre de Moncorvo (km 12,300/altitude 400 m), possuía placa giratória para inversão de locomotivas e toma de água.

Larinho (km 16,500/altitude 520 m).

Carvalhal (km 22,600/altitude 660 m), grande comprimento de vias para recepção do minério nos vagões, possuía placa giratória para inversão de locomotivas e toma de água.

Felgar (km 25,300/altitude 690 m).

Mós (km 30,900/altitude 640 m).

Fonte do Prado (km 32,800/altitude 620 m).

Carviçais (km 33,500/altitude 620 m), possuía placa giratória para inversão de locomotivas e toma de água.

Macieirinha (km 39,200/altitude 620 m).

Freixo de Espada à Cinta (km 42,300/altitude 680 m).

Fornos-Sabor (km 47,000/altitude 720 m).

Lagoaça (km 49,900/altitude 730 m), possuía toma de água.

Bruçó (km 58,800/altitude 750 m).

Vilar de Rei (km 68,800/altitude 790 m).

Mogadouro (km 72,400/altitude 777 m), grande estação, com cais para mercadorias, silos para cereais, armazéns diversos, sistema de inversão de locomotivas e automotoras, em triângulo, toma de água e carvão.

Variz (km 78,100/altitude 805 m), com toma de água.

Sanhoane (km 81,500/altitude 770 m).

Urrós (km 88,300/altitude 760 m), com toma de água.

Sendim (km 94,000/altitude 715 m).

Fonte da Aldeia (km 99,700/altitude 760 m).

Duas Igrejas (km 105,300/altitude 745 m), ampla estação terminal, com cais para mercadorias, armazéns diversos, placa giratória de inversão de material circulante, toma de água e carvão.

.

Material circulante

Existiram 5 automotoras a gasolina, mais tarde convertidas para queimar gasóleo; o sistema de transmissão era mecânico. Estavam equipadas com wc (só retrete) e dispunham de lugares de 1ª e 3ª classes. Existem dois exemplares preservados, uma no Museu de Arco de Baúlhe e a outra no Museu de Lousado, em estado de funcionamento.

Os comboios de passageiros eram sempre mistos na década de 70, isto é, compostos pela locomotiva, 10 vagões com carga diversa (adubos, tijolos, telhas, etc.) e duas carruagens de madeira à cauda. Lembro-me de viajar num comboio destes em Dezembro de 1977, quando fui com os meus pais e irmãos a Miranda do Douro. Houve também comboios somente de mercadorias e passageiros, nos anos 50 e 60.

Sem Título.jpg
.
Locomotiva Mallet E 212, do tipo 1-2-3T, circulou em Portugal até 1979. Foi totalmente revista em por técnicos alemães nas Oficinas de Guifões e colocada a circular na Linha do Corgo como comboio turístico. Só efectuou uma viagem entre Régua e Vila Real. Está em manutenção para voltar a circular na Linha do Vouga, entre Aveiro e Sernada do Vouga, a partir de 2018. (Régua, Agosto 2002).

.

As locomotivas que circularam na Linha do Sabor, foi apenas a série E201/16, do tipo Mallet (rodados articulados), com 5 eixos motrizes e 4 cilindros de vapor. Queimavam carvão. Os cilindros da frente eram de baixa pressão e os que situavam a meio da locomotiva e accionavam 3 eixos motrizes eram de alta pressão.

Estas locomotivas foram construídas em 1911, 1913 e 1923, pela empresa alemã Henschell & Sohn. Foram construídas 16 unidades que circulavam na Linha do Corgo e Sabor.

As suas características principais são:

Comprimento total (entre tampões) – 10.980 mm

Largura máxima – 2.350 mm

Altura máxima (medida na chaminé) – 3.750 mm

Número de cilindros – 4

Pressão máxima (atm) – 14

Peso máximo em marcha – 60 toneladas

Peso máximo por eixo – 10,5 toneladas

Esforço de tracção (toneladas) – 7,875

Eram consideradas as mais potentes da via métrica a circular; a sua disposição de eixos conjugados, do tipo 1-2-3T (T – tanque), Mallet, permitia perder pouca pressão entre a caldeira e os cilindros, aproveitando ao máximo o vapor para rebocar comboios pesados de mercadorias em rampas ingremes.

As carruagens eram de madeira, com um varandim nos topos, para acesso dos passageiros; tinham 1ª e 2ª classes. O aquecimento das mesmas era feito por caldeira a vapor.

Os vagões mais utilizados eram do tipo caixa aberta, com bordas pequenas e alguns do tipo fechado para transporte de bagagens e correio, semelhante aos furgões.

Em Janeiro de 1960, havia 6 circulações por dia em cada sentido, 2 comboios e 4 automotoras.

Em Janeiro de 1970, continuava a haver 6 circulações por dia em cada sentido, as mesmas que em 1960. A tracção a vapor nesta linha terminou em 1979. Esteve aberta à circulação por mais algum tempo, sendo os serviços reduzidos ao mínimo de duas circulações em cada sentido, asseguradas por automotoras. Devido à elevada idade destas, com avarias constantes em circulação, sem o mínimo de condições de socorro, os passageiros e pessoal de serviço ficavam horas sem ajuda em pleno planalto mirandês. Paralelamente, existiram autocarros que faziam um serviço de reforço, parando apenas nas estações principais, do percurso e iam até Miranda do Douro cidade.

A título de exemplo deixo aqui o horário da época do Vapor.

sabor.jpg

 * Técnico Superior de Ambiente e de Segurança e Higiene do Trabalho

19 Comments

  1. Temos de atirar a toalha ao chão.Já são mais de cinco anos em luta inglória.As ecovias destruiram as linhas ferreas,talvez das mais seguras no mundo ás populações do interior pobre de Portugal.É muito completo o seu estudo sôbre as linhas do Minho.O ministro dos transportes nada faz para inverter esta desgraça que destruiu a ferrovia em zonas onde mais falta faz.Talvez fazendo uma consulta ás populações das aldeis,vilas e cidades mais afetadas pela falta do combóio,,pelos chefes das estações das respetivas povoações,ou nas juntas de freguesia respetivas.se querem de volta o combóio.Nos 800km de linhas desativadas devem ter retirado perto de 2000km de carris,que não sei qual o seu destino.O dinheiro mal gasto em perto de 2000km de autoestradas,talvez fôsse sufeciente,para renovar os 800km de linhas e até para a eletrificação.O preço dos bilhetes até podiam ser reduzidos uns 25%.A rede ferroviária ficou amputada para sempre,pela maldade e incompetência dos dirigentes.Todos eles devem ter popó não precisam dos combóios,ou são alergicos a eles.Não tem comparação uma autoestrada,com uma via dupla eletrificada..No futuro todas as linhas devem ser eletrificadas para o terceiro milénio.Já disse que os combóios de Portugal,são campeões da Europa em segurança,devido a uma maior estabilidade por ter a bitola maior.O COMBÓIO É O TRANSPORTE TERRESTRE MAIS SEGURO,PARA O TERCEIRO MILÉNIO..A incompeência de alguns autarcas,trocarem a ferro´via,por uma ecopista,para uns pequenos passeios no fim de semana..Esses autarcas estão abaixo de lixo.Em toda a vida a CP nunca teve lucros,e não foi por culpa das linhas encerradas á uns 26 anos.A manutenção das linhas era muito despendiosa,com muitos ferroviários,em toda a rede.A CP foi sempre mal adeministrada,,com pessoal a mais,principalmente nos serviços centrais. em Lisboa.As ecopistas devem ser todas desativadas,e serem recolocados os carris com travessas de betão,e automotoras de dois pisos eletricas, a servirem as populações deste Portugal á beira mar plantado.Disse.Ex chefe de estação Azaruja,Machede e chefe de combóio estrela de Évora 1970.Mauricio Arrais.

  2. Portugueses:As linhas de via reduzida,com mais de cem anos foram mandadas construir, pelo Estado eram PATRIMÓNIO DO ESTADO,eram intocáveis.Eram levantados autos de noticia a quem destruisse algo das linhas,e eram enviados a tribunal.Na segunda década do século vinte,foram retirados os carris das linhas desativadas,e os responsáveis,não respondem por esse crime .Quem em Portugal tem poder para mandar desativar tantas linhas,que fazem tanta falta ás populações do interior.?Teria sido a Refer?Sou de opinião que todas as populações querem o combóio,o melhor transporte terrestre no mundo,e não as ecopistas,mandadas construir pelas autarquias..Os habitantes de tantas aldeias,vilas e cidades ,do Minho,Tras os Montes,precisam do COMBÓIO para se deslocarem e não de ECOPISTAS ,para paseios nos fins de semana..A rede ferróviaria em Portugal, foi destruida, por dirigentes,incompetentes,a quem deviam ser pedidas responsabilidades.-Todas as ecopistas,instaladas,nas linhas e ramais, devem ser desativadas e recolocados os carris,com travessas em betão.Nos ramais julgo que duas automotoras elétricas seriam sufecientes,para um serviço minimo ás populações.Todas as estações e apeadeiros,devem ser restauradas,até pelas populações,em jornadas de trabalho,com a colaboração das juntas de freguesia respetivas.Só em Portugal,é que os caminhos de ferro são mandados destruir pelos governantes.Linhas com grandes pontes,tuneis,boas estações,que serviam as populações,tudo abandonado ao longo dos anos.O dinheiro gasto nas ecopistas,podia chegar para a renovação das linhas com travessas em betão,que duravam uma vida.TODAS AS ECOPISTAS NAS LINHAS TEM QUE SER DESATIVADAS E AS LINHAS RENOVADAS.O COMBÓIO É O MELHOR TRANSPORTE TERRESTRE PARA O TERCEIRO MILÉNIO..Ex chefe de estação Azaruja,Machede e chefe de combóio estrela de Évora,1970.Mauricio Arrais.

  3. Portuguese:s:A linha do Sabor desativada julgo em 1988, tem o comprimento de 105km do Pocinho a Duas Igrejas.Tem unas vinte e sete estações e apeadeiros,abandonadas,que ao longo de um século serviram perto de 40000 ou 50000 habitantes,das aldeias,vilas e cidades espalhadas pela provincia do Minho,.As ecopistas,não servem estas populações,como servia o COMBÓIO,,apenas servem para uns passeios a pé ou de biciclete nos fins de semana.A rede ferroviária estava bem distribuida pelo pais,mas agora foi duramente amputada pelos governantes incompetentes,nas zonas onde mais falta faz ás populações.Torho a inssistir que TODAS AS ECOPISTAS INSTALADAS NAS LINHAS FÈRREAS,DEVEM SER DESATIVASAS,E REPOSTAS AS LINHAS RENOVADAS.Sou de opinião que em todas as linhas desayivadas,sejam colocadas automotoras eletricas,se possivel de dois pisos.-Estou em crer que com linhas renovadas,e com uma exploração económica o preço dos bilhetes,possa ter uma redução de 25%.Até em comentadores estamos em crise.Os governantes abandonaram a ferro´via, para endividar o pais,por muitos anos,a construir autoestradas,julgo com pouco movimento,sem rendimento que as justifique.As ECOPISTAS devem ser imediatamente desativadas,para bem dos portugueses.Ex chefe de estação Azaruja,Machede e chefe de combóio estreka de Évora 1970.Mauricio Arrais.

  4. Como não aparecem comentários vou expor uma forma de as linhas desativadas em Portugal ,serem talvez rentáveis.As linhas serem todas renovadas com carris novos,travessas de betão,e talvez duas automotoras de dois pisos eletricas .Como a rodóvia tirou os transportes de mercadorias á Refer,,esta só ficou com os passageiros.Não são precisas locomotivas nestas linhas.Pode ser feita uma Exploração Económica,em todas as linhas que foram desativadas..Os dirigentes da Refer não sabem como funciona..Devido ás linhas serem montadas com travessas de betão não precisam de uns trinta ou mais assentadores,por diia na sua manutençºao.Estas travessas dão mais estabilidade aos combóios,visto a bitola não abrir.A circulação é comandada pelo dirigente único, na estação do Pocinho.O chefe de combóio faz a revisão e vende os bilhetes nas estações,que estão em eclipse.São umas nove estações em eclipse julgo eu.O chefe de combóio executa o serviço.nessas estações como sendo o chefe..Se for preciso fazer avanços,com o dirigente único,é ele que faz.Nas estações são poupados perto de nove chefes por dia.Ora com a Exploração Económica são evitados perto de quarenta funcionáris dia..Nesta forma de Exploraçao Económica,estou em crer,que os bilhete podem ser reduzidos uns 25%,fazendo concorrência á ródovia,,já que ela retirou o transporte de mercadorias.Todos os responsáveis peka destruição das linhas férreas,deviam ser demitidos.Os números que cito são por calculo..Todas as estações e apeadeiros devem ser reparadas,,As estações em eclipse, talvez podessem ser arrendadas,com a condição da sua manutenção.As linhas do Corgo,Tâmega e Tua,podem funcionar em regime de Exploração Económica..Os autarcas responsáveis,por tirarem as ljnhas ás populações,certamente não sabem como os combóios podem funcionar.Os combóios em Portugal devem ser os campeões da EUROPA,em segurança.Os autarcas trairam os seus municipes.Julgo ter sido claro.Ex chefe da estação Azaruja,Machede e chefe de combóio,na Exploração Económica,estrela de Evora,1970..Mauricio Arrais.

  5. Portugueses:Para saberem as estações e apeadeiros,que a incompetente Refer,abandonou ,á perto de vinte anos,vou descrever.Linha do Sabor:Moncorvo,Quinta da Água,Lourinho,Zimbo,Lamelas,Quinta Nova,Carvalhal,Felgar,Souto da Velha,Mós,Fonte do Prado,Carviçais,Macieirinha,Freixo Espada a Cinta,Fornos,Laguaça,Santa Marta,Bruçó,Vilar do Rei Mogadouro,Variz,Sanhorame,,Urros,,Sendim,Fonte da Aldeia,,Duas Igrejas_Miranda.Foi um crime cometido contra perto de vinte e cinco povoações duma zona que deve precisar de bons meis para se deslocarem,para a linha do Douro,para o Porto e para o resto do pais..No ultimo comentário expliqu ei como funciona uma EXPLORAÇÃO ECONÓMICA.Com a linha renovada com travessas em betão,,com automotoras eletricas,os preçeços dos biletes,talvez possam ser reduzidos uns 25%.Em minha opinião todas as ECOPISTAS,nas linhas férreas devem ser DESATIVADAS,A BEM DE PORTUGALEx chefe de estaçâo em Azaruja,Machede,e chefe de comboio na estrela em Evora,1970.Mauricio Arrais.
    .

  6. Amigo Maurício, com a ajuda do ilustre editor, necessitava do seu contato, pois consegui uma revista onde vem publicada uma reportagem sobre a sua estação – Machede – e gostava de lha enviar. Foi editada em Dezembro último por uma associação de amigos dos comboios. Ontem fui, propositadamente com um amigo e colega entusiasta fazer fotografia para Alfarelos, linha do norte e vi algo que começa a ser positivo, material pesado de vias e obras aparcado em diferentes estações. Tive confirmação oficial que vamos ter histórico de via estreita no Ramal de Aveiro (Macinhata/´Agueda/Aveiro) e outro no Tua (Brunheda/Mirandela), ambos já a partir de Junho. Está a ser fortemente equacionada a abertura do Ramal da Figueira (via Cantanhede) para se tornar um alívio à martirizada linha do norte em que alguns troços estão saturados. Tudo isto foi oficialmente confirmado pelo colega local que nos garantiu conhecê-lo de umas formações ministradas em Beja.
    Sempre ao dispor e sempre a lutar por melhoramentos ferroviários,

  7. O meu obrigado amigo Teixeira e os meus cumprimentos..A minha direção é Av,Dr.Barahona n 9R/c ,Evora.Hoje fiz um comentário longo sôbre o ramal de Moura.Tudo no seu blog,não sei se gostou.Quanto á desativação das linhas no Minho ,no vale de Vouga,e no Alentejo,foram crimes de lesa Pátria,pela Refer, cuja direção não tem competência para gerir a Rede Ferroviária uma das melhores no mundo em segurança..A segurança dos combóios em Portugal deve estar classificada entre as seis melhores no mundo.O nosso excelentissimo Presidente da República,Dr Marcelo Rebelo de Sousa,quanto a mim um campeão,entre todos os presidentes,acho eu que devia intervir no desastre que a Refer está a causar aos caminhos de ferro.Pelo que me tem sido dado a a ver o nosso Presidente da Republica,vai a todas,pena é que ainda não tenha visto o desastre que caiu sôbre a Rede Ferroviária desde 1990.A meu ver já era tempo de pararem com as ecopistas,que em Portugal devem ter prejudiicado mais de 252.000 só nas zonas das cidades.Calculem oito cidades com via férrea,desativaram para dar lugar a ecopistas.Não dá para perceber os presidentes de camara dessas cidades,a assinarem os contratos com a Refer,e deixarem os seus municipes sem O COMBÓIO O MELHO TRANSPORTE TERRESTRE PARA O SÉCULO VINTE E UM…Em minha opinião todos os autarcas,devem parar de imediato com as ecopistas.O dinheiro que iriam gastar nas ecopistas,era uma ajuda para travessas em betão e renovação das linhas respetivas,,para continuarem a circular os combóios a 100km/h a servir as populações.Disse.Ex chefe de estação Azaruja,Machede e chefe de combóio em Evora,1970.Mauricio Arrais.

  8. Os meus respeitosos cumprimentos, amigo Maurício Arrais. Creia que estimo todos os comentários que fazem aos meus rabiscos, que em alguns casos apenas pretendem ser uma explosão de uma mente cheia … se mais não comento é para não massacrar possíveis leitores e também para não tirar espaço ao ilustre editor. Seria mais fácil se o amigo tivesse um blogue, como tenho o meu “texasselvagem”, pois assim trocaríamos opiniões sem estar a ocupar espaço que pode fazer falta a outros. Quando remeto para publicação algo que seja da minha autoria é sempre na esperança de que seja lido … se vierem comentários tanto melhor e eu até aceito os de cariz negativo.
    Sempre a considerá-lo e ao dispor e consulte o blogue “selvagemTexas” e “TexasSelvagem”, bem haja,

  9. Os meus cumprimentos amigo Teixeira da Silva.Gosto muito dos seus trabalhos,eu não sei trabalhar como deve ser com o computador.Só sei procurar os seus blog,Já me falta a paciência,com o pêso das primaverasJá comentei o que sabiaVeja que comecei a trabalhar na estação de Portalegre em Julho de 1947.Mas ainda vou á procura do seu texasselvagem,,para ir aprendendo,pois é um estudioso e dos bons.Ex chefe de estação Azaruja,Machede e chefe de combóio estrela de Évora1970.Mauricio Arrais.

  10. Obrigado amigo e senhor Arrais por tudo quanto vai dizendo e escrevendo sobre os meus rabiscos. Fica desde já a promessa de numa incursão alentejana (que desejava fosse ferroviária) o procurar para lhe dar um abraço e ensinar-me algo sobre a ferrovia que os seus conhecimentos serão bem mais práticos que os meus … deixe lá pois ainda sou do tempo da caneta de aparo e depois da máquina de escrever.
    Abraços do entusiasta

  11. Os meus cumprimentos amigo Silva.Eu estou desolado com oa ataques de morte que fizeram ás melhores linhas férreas da Europa e talvez do Mundo.O dirigente da refer que fez as negociatas,com todos os autarcas,das linhas desativadas,deviam responder em tribunal.Em minha opinião o dinheiro gasto nas ecopistas,teria dado para comprar travessas em betão,para renovar as linhas,com os mesmos carris.Quanto a mim os carris vendidos ao sucateiro Godinho,estavam em condições de durarem mais cem ou duzentos anos.Deve ser feito um exame á cabeça de um carril,com cem anos e e verificar qual foi o desgaste.Ainda não consegui aqui um carril,para eu ver.Os nossos competentes governantes,devem,mandar o sucateiro Godinho,repor os carris em todasasalinhas,e serem compradas travessas em betão,para todas as linhas que criminosamente foram desativadas,sejam reparadas para o século vinte e um.As linhas colocadas em cima das ecopistas.Não conheço as linhas do Minho e Tras os Montes.Quantas aldeias,vilas e cidades ficaram sem combóio,o melhor transporte terrestre no mundo?A rede ferroviária de Portugal deve ser a melhor da Europa e talvez do mundo,quási toda pla,na menos no Minho(ESTÁ MORTA).Até ao ano 2020,todas as linhas devem ter automotoras elétricas,de dois pisos em circulação,a uns 100km/h, a servir os portugueses.A exploração destas pequenas linhas agora desativadas,deve ser em uma EXPLORAÇÃO ECONÓMICA,,como funcionou perto de 20 anos em Evora.Uma exploração assim,poupa mais de dez funcionários diários.Que desgraça tão grande ,para as populações. do Minho,e Tras os Montes.Os CAMINHOS DE FERRO,devem ser naciionalizados e não estarem a ser dirigidos, por quem não percebe nada de combóios.As estações linhas foram construidas,pelo ESTADO,no principio do século passado,e no século vinte e um destruidas pela REFER,com a colaboração de autarcas falhados que trairam os municipes.Antigamente viam passar o seu combóio,hoje veem meia duzia de ciclistas a mostrarem os seus equipamentos uma vez por semana.Como foi possivel um atentado tão grande aos combóios em Portugal,no século vinte e um?Julgo que já destruiram a linha do Tua,a terceira mais bonita do Mundo,com uma ecopista de 70km.Se eu mandasse,era colocada a linha em cima destes setenta quilómetros.Cópia de um comentário:Esta ECOPISTA percorre uma das mais belas linhas ferroviáris do país envolvendo muitas aldeias.Isto é dum pais do terceiro mundo.Eu disse que atirava com a toalha ao chão,mas esta desgraça,revolta .Ontem estive a ver a linha do Tâmega,uma das mais bonitas de Portugal,já destruida com uma ecopista duns 40km.Olhe enviei logo uma carta ao Excelentissimo Presidente Dr Marcelo Rebelo de Sousa. que aliás é de perto da linha do Tâmega,ainda para pior.Os governantes apostaram nas 48 autoestradas em 13 anos 15740mortos,2840km,e encerraram perto de 600km de ferróvia.Nos comboíos não morrem acim passageiros.VIAGEM NOS COMBÓIOS DE PORTUGAL,OS MAIS SEGUROS DA EUROPA.A VIDA DUM PASSAGEIRO NÃO TEM PREÇO.Disse Ex chefe de estação de Azaruja,Machede e ex chefe de combóio na Estrela de Evora(Exploraçao Económica.Mauricio Arrais.

  12. Maurício Arrais, veja se conhece estas paragens:

    https://www.youtube.com/watch?v=huX_8bLHvGs

    Sobre a novíssima e tão original ecopista entre Carvalhais e Bragança, cujos custos o Presidente da CM de Macedo de Cavaleiros revelou recentemente nem conhecer, deixei opinião há uns meses atrás:

    http://www.noticiasdonordeste.pt/2017/06/verde-escuro.html

    PS: Visitei a estação de Machede em 2008; sem dúvida uma das mais belas e singulares estações de todo o país.

  13. Os meus cumprimentos amigo Conde.Por onde tem andado desde 2008,que não tem ajudado?O seu emeil é muita areia para a minha carroça..Sou tão fraco no computador que o avariei,.Hoje vi que já está a funcionar,não sei quem,remediou a avaria.OS COMBÓIOS EM PORTUGAL.,Para serem os melhores do Mundo,tem de ser nacionalizados. e não serem destruidos por Refer ,I P,casarem com a Rodóvia Etç.As antigas linhas do Sul e Sueste,eram PATRIMÓNIO do ESTADO,eram intocáveis:Por pequenos delitos nas instalações,eram levantados autos de noticia e eram enviados a tribunan os infratores.No século vinte e um a Refer julgo eu tem poderes para vender carris que podiam durar mais de cem anos,fazer negociatas com os autarcas,para trocarem boas linhas,,o melhor transporta das populações,para instalarem ECOPISTAS,para devertimento,de meia duzia de ciclistas,e não são pedidas responsabilidades.O ESTADO é que devia gerir os CAMINHOS DE FERRO, para servir o público.Como?Em primeiro lugar,acabar com todas as ecopistas.Segundo lugar o estado,ou até as autarquias,repararem todas as estações e apeadeiros de boa construção.Terceiro lugar o sucateiro Godinho colocar os carris nas linhas de onde os retirou,e a Refer devolver o dinheiro.Quarto lugar O Estado comprar travessas em betão no rio Tejo,no Tramagal.Quinto lugar, automotoras eletricas de dois pisos,para pequenas linhas e ramais.Quinto lugar,nestas linhas automotoras eletricas,julgo serem mais económicas do que a gásoleo,e não são precisas as despendiosa catenárias.Sexto lugar,ser feita uma EXPLORAÇÃO ECONÓMICA.Sétimo lugar,as estações intermédias,ficam todas em eclipse.Oitavovo lugar as linhas de via reduzida que possam passar a via larga 1,668m,salvo a linha do Tua.Nono lugar as linhas do Sul e Sueste tinham todas dois passeios com perto de 0,60m,por onde transitavam os assentadores,e mais funcionários,G N R e outras autoridades.Dava perfeitamente para andar de biciclete.Décimo lugar, com linhas renovadas,automotoras,elétricas,de menor consumo,não poluentes,com uma EXPLORAÇÃO ECONÓMICA,ficávamos com as melhores linhas do Mundo.Escrevi de cor como o pintassilgo.Ex chefe de estação Azaruja,Machede e ex chefe de combóio,Estrela de Evora.(EXPLORAÇÃO ECONÓMICA)Mauricio Arrais. Évora.

  14. Parabens Daniel Conde,pelo seu trabalho, inglório em defesa da terceira linha férrea mais bonita do Mundo.Esta linha do Tua era PATRIMÓNIO DO ESTADO,era intocável.Esta ecopista de uns 70,km destruiu uma das mais belas linhas férreas do Mundo,A linha servia julgo algumas dezenas de povoações,enquanto a ECOPISTA seve apenas para umas dezenas de ciclistas,passearem.O dinheiro gasto teria chegado para comprar travessas em betão e com os mesmos carris,renovarem a bonita linha .Foi um crime de lesa PÁTRIA,o que a Refer,e os autarcas incompetetes ,cometeram,enganado os municipes e os portugueses.Devem ser todss afastodos para sempre de cargos públicos.Essa ecopista deve ser desativada e colocados os carris ,com travessas em betão.O dinheiro gasto na ecopista teria chegado para comprar as travessas.Com automotoras elétricas,muito mais económicas,e a linha renovada,os preçõs dos bilhetes podiam baixar uns 25%.Como muitos portugueses sabem uma travessa em betão pesa mais do dobro duma de madeira ,dando mais estabilidade á automotora.As linhas todas renovadas com travessas em betão duram uma vida, e a bitola não abre um centimetro.São economizados em 131km mais de vinte assentadores diáriamente,mais os chefes das estações que ficam em eclipse…Que miséria temos de autarcas,no Sabor,Corgo,Tâmega ,Tua,Moura,Reguengos ,Linha da Lousã,Coimbra etc..Disse Ex chefe de estação de Azaruja,Machede e ex chefe de combóio na estrela de Evora.Mauricio Arrais.Evora.P/S-Para ficarmos com os melhores COMBÓIOS no Mundo,é preciso destruir todas as ecopistas, construidas,a enganarem os portugueses.

  15. Os meus cumprimentos Daniel Conde.Parabens pelo seu trabalho, sôbre O COMBÓIO EM PORTUGAL.Dá um livro lindo,pelo pouco que ainda vi.Á muitos anos que pensava qual seria o desgaste da cabeça dum carril em cem anos de uso.Como moro a duzentos metros da estação de Evora, fui passear pela linha desativada á procura,dum carril marca krupp alemão. com uns cem anos para medir.Calculo que o desgaste em cem anos tenha sido inferior a 5 milimetros..Pensei numa inovação para a lubieificação trimestral dos carris,com uma dresine com motor de motorisada, a uns dez quilometros á hora com um depósito com oleo ,ligado a quatro esponjas dos dois lados do carril.Para lubirificar a base do carril,e a alma de suporte da cabeça do carril.Tive esta lembrança por ver um poste dos telefones,em que estava todo cheio de de muitos buracos,o que fiquei muito surpreendido..Ora os carris vendidos ao sucateiro Godinho, se forem analisados por engenheiros,qual o seu desgaste,chegam á conclusão,que estão em condições de durarem mais cem anos.è muito pssivel o sucateiro,agora vender os carris a um outro pais,e serem utilizados.VIAGE NOS COMBÒIOS DE PORTUGAL,os mais seguros na europa,e talvez noo mundo.Mauricio Arrais.Evora

  16. Todas as ecopistas devem ser desativadas,ou destruidas,As aldeias,vilas e cidades,que ficaram sem o seu melhor transporte na zona do Tua,deve ser superior a vinte.Se for feita uma consulta publica,todos querem o seu COMBOIO.Os nossos excelentes governantes,devem ver no local o crime cometido contra as populações,onde o Pais é mais pobre.No século vinte e um a Refer os autarcas falhados,trocarem um COMBÓIO de utilidade pública,por uma ECOPISTA,para uma dezena de ciclistas passearem nos fins de semana ,não dá para acreditar.Calculem uma ecopista de 70km na terceira linha mais bonita do MUNDO.As ECOPISTAS,nas linhas de combóios devem ser desativadas o mais rápido possivel,para bem dos portugueses.Já expliquei várias vezes qual o sistema para os combóios circularem no século vinte e um.Não ~d´a para acreditar as cidades do Minho,Tras os Montes e Alentejo,ficarem sem combóio por culpa dos seus autarcas.Para mim eram tosoa afastados de cargos publicos para sempre.A linda linha do Tua,primeiro afogado pelo Mexia aqui das bandas de Elvas,agora,destruida em 70 km pelos autarcas que foram eleitos pelo povo trabalhador,da região..Excelentissimos e competentes governantes,como remediar este crime cometido contra os portugueses?Ex chefe de estação de Azaruja,Machede e ex chefe de combóio estrela de Evora.Mauricio Arrais.Evora

  17. Os meus cumprimentos amigo Pedro e Daniel Conde.Ao ver a rede ferroviária do Minho e Tras os Montes,as populações ficaram sem combóio,o seu melhor transporte.Se o combóio é o transporte terrestre mais seguro económico e não poluente,para o futuro,todas as ecopistas tem de ser desativadas,e colocar as linhas renovadas,com automotoras eletricas a circularem.Se as linhas desativadas forem todas renovadas,podemos ficar com a rede ferroviária mais segura do Mundo.Nas linhas desativadas, devem circular automotoras eletricas de um piso ou dois conforme o perfil das linhas,tuneis etc.Como são curtos os trajetos não serão precisos cruzamentos,segurança máxima.O preço dos bilhetes pode ser reduzido.Ex chefe estação Azaruja,Machede e ex chefe de combóio,em Evora.

  18. Eu entendo perfeitamente a raiva e o desgosto que sente pelo abandono e destruição da malha ferroviária portuguesa. Fiz a seu tempo o Ramal de Reguengos, antes do seu encerramento, porque tive curiosidade em o conhecer.
    Aliás, tive a oportunidade de percorrer toda a malha ferroviária, com excepção de alguns troços:
    a) Castro Verde – Aljustrel;
    b) Estremoz – Portalegre;
    c) Póvoa do Varzim – Famalicão;
    d) Pocinho – Barca D’Alva.
    Já não consigo lutar para que tudo volte atrás; é muito difícil e muitos interesses políticos reinam em torno desta causa. Já tentei em outras ocasiões e só consegui algo de positivo, na Linha do Vouga. É extremamente cansativo psicologicamente. Deixo aos mais novos, algo de belo através da escrita e deixo a possibilidade de eles lutarem para um país melhor, aprendendo com o antigo.

  19. Parabens amigo Pedro! Tenho o grato prazer de o conhecer em pessoa e sei das suas capacidades … também lhe digo que, presentemente, se não viajo mais é porque os comboios são todos iguais e cada vez em menor número. Anualmente utilizo um dia de férias para me deslocar à cidade ferroviária (Entroncamento) onde felizmente tenho boas e grandes amizades, quer a nível de chefias, quer a nível de entusiastas (museu) e onde vou vendo algum material histórico recuperado, em vias de recuperação e até como sucata, mas também material novo, recuperado e reconstruído. Tenho a agravante de a nível familiar ninguém me apoiar em deslocações ou viagens sobre a temática da ferrovia, mas isto é problema meu e que vou ultrapassando com maior ou menor dificuldade. Torna-se deveras aborrecido criar-se um circuito interno e não se poder chegar ao destino, por ausência da ferrovia. Creio que seria uma oportunidade um um investimento particular, como estão a tentar fazer na parte possível da linha do Tua! Será o ideal? Certo é que quem investe, pretende o retorno o mais rapidamente possível. Neste caso específico foi como um puxar da sardinha para a sua própria brasa … a totalidade da viagem do Porto a Mirandela, via Tua, é feita pela mesma empresa de três formas distintas (fluvial, rodoviária e ferroviária). Haja vontade e alguma capacidade de endividamento que a obra é idealizada.
    Outro exemplo é o extinto troço da linha do Douro entre o Pocinho e Barca d’Alva. Os espanhóis já deram mostras que estão interessados e dispostos a abrir o troço do lado deles até à fronteira, o que motiva que os portugueses não apoiem a ideia e possibilitem que alguém mostre a obra em território nacional? Vejamos quem está a assegurar a internacionalização da “nossa” linha do Minho? Se “nuestros hermmanos” fecharem o cofre, a linha ficará por Viana do Castelo ou talvez nem tanto – Barcelos, somente!
    Somos poucos e pessoas a gostarem da ferrovia a nível interno talvez não cheguem a metade, se um meio destes não quiserem sair do seu conforto diário, já só temos um terço … Somos um país pobre, mas delapidar a história ferroviária que nos foi entregue de mão beijada pelos nossos avoengos … é além de nos tornarmos uns pequeninos, passamos a indigentes! A geração atual precisa de ser incentivada e ensinada que a HISTÓRIA DE PORTUGAL não começa apenas com o 25 de Abril …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*