XVIII Festival de Folclore do Rancho “As Lavadeiras do Mondego” juntou cinco grupos e decorreu com grande animação

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Foi uma tarde de bom folclore e de grande animação a que se viveu no domingo, 04 de Junho, em Póvoa dos Mosqueiros, no decorrer do XXVIII Festival de Folclore do Rancho Folclórico de Danças e Cantares “As Lavadeiras do Mondego”, dando expressão a uma alargada confraternização folclórica, que envolveu, além do grupo organizador, o Rancho Folclórico de Benfica do Ribatejo (Almeirim), o Grupo de Danças de São Martinho da Gândara (Oliveira de Azeméis), o Rancho Folclórico Os Camponeses de São Vicente do Paul (Santarém) e o Grupo de Danças e Cantares das Margens do Rio Uima, de Caldas de S. Jorge (Santa Maria da Feira).

O programa agendado para aquele encontro festivo de folclore foi iniciado com um grandioso almoço de convívio, participado pelos cinco grupos, num total de mais de 200 pessoas. Feijoada à transmontana e arroz branco, confeccionados pela prata da casa, deram fartura e principal sustento à ementa.

O tradicional desfile etnográfico, iniciado pouco depois das 15h00 e participado por grupos de regiões diferentes, começou logo por mostrar a interessante diversidade cultural que os trajes, a etnografia e os cantares patentearam no trajecto percorrido desde o largo da capela até ao recinto da antiga escola primeira, sede do rancho anfitrião há 15 anos, desde que se desvinculou do Centro Recreativo e Cultural e se constituiu em associação distinta.

À chegada do desfile já muita gente ocupava o espaço em redor do palco, onde a ornamentação dava a perceber o cuidado e o gosto com que a organização preparou o evento, vendo-se bonecos com trajes tradicionais, antigos carros de trabalho do campo e outros artefactos decorativos em redor do palco, o que dava interessante embelezamento ao recinto, também beneficiado com a decoração da quermesse ali montada.

Como é tradição, os ranchos fizeram uma primeira passagem de apresentação pelo palco, deixando ali ficar os porta-estandartes para o ritual da colocação da fita alusiva ao festival nas bandeiras e a entrega de lembranças. Manuel Nunes, um amigo do rancho da casa, João Tomás, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, José Mário Antunes, tesoureiro da Junta de Freguesia de São João de Areias, Zita Fernandes, secretária da Junta, e António Pais, presidente da direcção da associação anfitriã, procederam à colocação das fitas. As lembranças foram entregues por Helena Esteves, Adriana Pais, Camila Rodrigues, Ana Correia e Isabel Amaral, directores da associação e membros do próprio rancho.

Coube ao rancho de Póvoa dos Mosqueiros abrir as actuações, tendo sido também momento para a chamada ao palco de Armando Lopes Simões, de Vale de Açores (Mortágua), na qualidade de padrinho deste grupo, uma cortesia que o mesmo agradeceu, deixando também palavras de estímulo para a continuidade do bom trabalho que o rancho por si apadrinhado há 28 anos tem vindo a desenvolver. Manifestou ainda a intenção de, apesar dos seus 98 anos de idade, continuar a marcar presença sempre que for convidado.

Sucederam-se, por esta ordem, os ranchos de Benfica do Ribatejo, São Martinho da Gândara, São Vicente do Paul e Caldas de S. Jorge.

Exibindo cada um os trajes tradicionais e as coreografias de danças e cantares da sua região, todos mostraram o seu melhor e rubricaram actuações de bom nível, proporcionando um espectáculo de muita animação e alegria e saindo merecedores dos entusiásticos aplausos da assistência. Se o rancho da casa deixou bem visto o folclore da Beira Alta, também os ranchos de Benfica do Ribatejo e de São Vicente de Paul defenderam bem o folclore tipicamente ribatejano, assim como os outros dois ranchos honraram o folclore da Beira Litoral (Grupo de Danças de São Martinho da Gândara) e do Douro Litoral (Grupo de Danças e Cantares das Margens do Rio Uima).

Todos os grupos convidados, ao agradecerem o convite, teceram elogios à organização e à cordialidade com que foram acolhidos. Isso diz mais do que qualquer apreciação que se possa aqui fazer, restando apenas acrescentar que são reconhecimentos como aqueles que dão bom nome à terra, às suas gentes e ao associativismo concelhio.

Lino Dias

Fotos: Gerrit Kulik e Lino Dias

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