Três marchas do concelho de Carregal do Sal e uma de Tábua desfilaram em Oliveira do Conde na noite de São Pedro

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Depois de terem desfilado em Oliveira do Conde na noite de São João, as marchas populares de Fiais da Telha e de Oliveira do Conde voltaram a fazê-lo na noite do dia 01 de Julho, nos festejos de São Pedro, organizados pelo Grupo Recreativo e Cultural Zés Pereiras, juntando-se-lhes, desta vez, as marchas populares de Beijós e de Tábua.

As marchas repetentes apresentaram o mesmo figurino da semana anterior, tanto na sua composição como a nível de coreografia, canto e música, e ambas voltaram a iniciar o desfile na povoação de Azenha, num reconhecimento ao brio com que os seus moradores ornamentam todos os anos a rua por onde as marchas passam.

Tomando a dianteira e iniciando o desfile à entrada sul de Oliveira do Conde, as marchas de Beijós e Tábua foram as primeiras a chegar ao recinto do “Cantinho da Ribeira”, onde as quatro marchas viriam a concentrar-se para a sua exibição principal, depois de se terem exibido, mais ligeiramente, em pontos chave das ruas percorridas em desfile.

A marcha de Beijós, que na noite de São João desfilou na sua terra, foi a primeira a evoluir no Cantinho da Ribeira. Organizada pelo Grupo de Marchas e pela Junta de Freguesia de Beijós e ensaiada por Liliana Marques, apresentou-se com 19 pares de marchantes, duas mascotes e uma porta-estandarte. Adoptando o tema “Flores”, optou por cestos de flores em vez de arcos. Cada par levava um cesto com flores, dando um toque diferente e muito airoso à marcha, a condizer com a elegância dos trajes femininos. Confeccionados por Clara Moura, Zita e Regina Campos, os trajes (masculinos e femininos) faziam predominar cores brilhantes de amarelo e azul. Tal como a marcha de Fiais da Telha, foi acompanhada musicalmente por um grupo de músicos da Filarmónica de Cabanas de Viriato.

Novidade em Oliveira do Conde, a marcha da Associação Cultural e Popular Marchas de Tábua retribuiu o convite à marcha de Oliveira do Conde para actuação naquela vila no passado dia 24 de Junho.  Ensaiada e coreografa por Vítor Pinto, apresentou-se também sem arcos e composta por 16 pares de marchantes, duas mascotes e uma cantora. Com o tema “Ceifeiras”, a sua actuação privilegiou o ritmo e a coreografia de danças diferentes das que as marchas apresentam habitualmente em Oliveira do Conde. Foi uma agradável surpresa, assim como os seus trajes de “ceifeiros”, nos quais predominavam as cores preto, dourado e encarnado.

A marcha da Associação Recreativa e Desportiva de Fiais da Telha, composta por 24 pares de marchantes, 2 pares de mascotes, 4 pares com arcos, a porta-estandarte, um par de apoio à coreografia e um par de padrinhos, tal como uma semana antes, voltou a enaltecer o encanto natural daquela povoação, fazendo referência à beleza paisagística e ambiental, aos recursos e ao património, no tema “Aldeia Natural”, cantado em letra de José Dias Batista, seu ensaiador. A réplica do Dolmen da Orca fez novamente parte da coreografia.

Ao encerrar as exibições, a marcha de Oliveira do Conde apresentou constituição igual à da noite de São João, com 28 pares de marchantes, 7 pares de arcos, 1 par porta-estandarte e 4 mascotes. De acordo com o tema “Nosso concelho é o Carregal”, usava trajes com as cores do concelho, em que predominavam o roxo e o amarelo, e os arcos representavam os brasões das cinco freguesias do concelho (Beijós, Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Oliveira do Conde, Parada) e da fachada principal do edifício dos Paços do Concelho. A sua coreografia no Cantinho da Ribeira incluiu novamente disparo de papelinhos (confetis) e jactos de fogo preso. Músicos da Filarmónica de Ervedal da Beira e percussionistas do grupo de bombos dos Zés Pereiras voltaram a garantir o acompanhamento musical.

Todas as marchas saíram fortemente aplaudidas. O ensaiador da marcha de Oliveira do Conde, José Manuel Marques Reis, na qualidade de presidente da Direcção do grupo organizador, repetiu os agradecimentos e os reconhecimentos feitos na noite de São João, estendendo-os agora também às marchas de Beijós e de Tábua. No final, foi homenageado pelos seus marchantes, sendo até levantado ao ar de forma triunfante, o que já aconteceu noutros anos, num gesto que acaba por reconhecer a sua longa dedicação às marchas de Oliveira do Conde, desde 1990, altura em que integrou o primeiro elenco directivo oficial dos Zés Pereiras e partiu de si a proposta para a criação da marcha popular, fazendo então valer a experiência de criador e ensaiador da marcha da Associação do Cimo do Povo, em Nelas, sua terra natal.

A festa prosseguiu noite dentro com baile animado pelo grupo musical Bora Lá, de Nelas, dando movimento às barracas de comes e bebes que o Grupo Recreativo e Cultural Zés Pereiras ali teve a funcionar.

Lino Dias

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