Musical “Da Pedra Lascada à Broadway” levou talento e genialidade à Casa da Cultura de Santa Comba Dão

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Ter a possibilidade de desenvolver a sua veia artística e a oportunidade de a exprimir perante salas cheias de público, na região onde se vive, é um privilégio que os alunos do Conservatório de Música e Artes do Dão (CMAD) experienciam com enorme gosto e alegria.

Se prova disso tem sido dada nos vários musicais que o CMAD produziu nos seus nove anos de existência, também isso ficou demonstrado nas cinco sessões do musical “Da Pedra Lascada à Broadway”, apresentado pela Associação de Musica e Artes do Dão (AMAD) no auditório da Casa da Cultura de Santa Comba Dão, sempre com enchentes, durante o passado fim-de-semana, dias 7, 8 e 9 de Julho.

Primeira produção encenada por José Rui Martins, actor e encenador do Teatro Trigo Limpo da ACERT, em conjunto com professores do CMAD que coordenaram as áreas musicais e coreográficas, esta oitava produção de teatro musicado do CMAD revisitou a evolução da música através dos tempos, historiando alguns dos períodos mais marcantes e acontecimentos mundiais mais relevantes, de forma ficcional, desde os primeiros tempos da civilização até ao ano 1974 da era actual.

Um vasto elenco de cerca de 70 actores, actrizes, bailarinos e músicos deu boa conta dos respectivos papéis, evidenciando um protagonismo de rigor artístico e talento autêntico na interpretação de episódios marcantes da história, desde as placas de argila datadas de 1.400 anos antes de Cristo na actual Síria aos tempos das guerras mundiais e à contemporaneidade da Broadway. As cantigas de amigo de D. Dinis, a poesia de Camões, os autos de Gil Vicente e grandes obras musicais de Mozart, Verdi e Beethoven deram conteúdo ao encadeamento histórico do musical, onde também houve lugar para os sucessos de Lopes Graça e José Afonso. O canto lírico, o sapateado, o cancan e os sucessos de grandes filmes musicais encheram o palco de encanto e beleza, e nem a tradição portuguesa do fado foi esquecida, num bonito quadro de A Severa.

Sem dúvida, “Da Pedra Lascada à Broadway” constituiu-se um enorme e ousado desafio às capacidades dos alunos Ariana Neves, Beatriz Costa, Beatriz Macieira, Carina Moreira, Carlos Ribeiro, Carlota Martins, Constança Marcelino, Daniela Monteiro, Diogo Gonçalves, Fabiana Cunha, Fabiana Ramos, Francisca Matos, Inês Lopes, Inês Mortágua, Inês Nunes, Iris Figueiredo, Jacinta Albergaria, Joana Costa, Laura Marcelino, Magda Matos, Marcelo Ferreira, Marco Faria, Maria Filipa Simão, Maria Cardoso, Inês Gouveia, Maria João Silva, Maria Pedro Pinto, Mariana Cruz, Mariana Pais, Marta Silva, Mateus Saldanha, Mateus Alho, Matilde Cortês, Miguel Henriques, Natacha Cantarinhas, Patrícia Santos, Rafaela Monteiro, Rafaela Amaral e Rita Costa.

De realçar também o excelente desempenho da orquestra que musicou o espectáculo, com arranjos de César Oliveira e Ricardo Monteiro, dirigida por César Oliveira, ao piano, coadjuvado por Pedro Carvalho como maestro assistente. Constituíram-na Diogo Martins, Márcia Fernandes, Inês Nunes, Pedro Fernandes, nas cordas; Luís Figueiredo, Maria João, Carolina Macieira, Daniela Abreu, João Ferreira, Afonso Viana, Ricardo Rocha, nas madeiras; Marco Correia, David Borges, Guilherme Costa, José Carlos, Hugo Cordeiro, Gabriel Alves, nos metais; Diogo Ribeiro, Paulo Figueiredo, Diogo Antunes, José Abreu, Gonçalo Bento, João Santos, Carlos Gouveia, Tomás Cordeiro e Diogo Saldanha, na percussão.

Ao subir ao palco, Paulo Gomes, director do CMAD, manifestou grande orgulho por este Conservatório ter um papel fundamental na região e uma visão abrangente para o território. Tratando-se de um projecto caro, segundo disse, considerou, face àquilo que o próprio musical também demonstrou, que “o retorno é muito maior que o investimento”.

Lino Dias

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