Lúcia Araújo Silva acusa Almeida Henriques de política eleitoralista básica

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Mais de 40 protocolos assinados em reunião de Câmara

Nos últimos quatro anos, os viseenses habituaram-se, da Câmara Municipal de Viseu, a uma intervenção política muito baseada no imaterial – sem obra(!) -, organizando primorosamente cerimónias, animações e decorações urbanas, festas, eventos, momentos vínicos gourmet, imagem e marketing territorial. Qual propaganda autárquica, com alguma sofisticação, foi uma estratégia concebida e implementada, não por um qualquer eleito, tão pouco político, mas, ao que é notório, por uma assessoria de comunicação e imagem altamente competente e profissionalizada.

Porém, para além de mais uns grandes anúncios que guardou “convenientemente” para este final de mandato, nas últimas semanas, Almeida Henriques vem apresentando um registo politicamente mais elementar, como que seguindo um qualquer “compêndio básico do autarca eleitoralista em véspera de eleições”.

É manifesto um “corre-corre” pelas freguesias, a assinatura de protocolos, a entrega de envelopes financeiros a instituições, o lançamento de primeiras pedras e as pequenas inaugurações eleitoralmente fotogénicas.

Absolutamente paradigmática desta política eleitoralista básica foi a última reunião do executivo camarário. Foram, pasme-se, aprovados mais de 40 protocolos com instituições do Concelho, múltiplos apoios de ação social e dezenas de pequenas obras.

Estranhamente, ou talvez não, outros assuntos decisivos para o Município – como a “empresalização” dos Serviços Municipais de Água e Saneamento de Viseu em Águas de Viseu, entretanto, chumbada pelo Tribunal de Contas – não constavam da Ordem do Dia.

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Lúcia Araújo Silva – Fazer por VISEU

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