Grupo Cultural “São Bernardo a Cantar” deu brilho à Festa de Verão de Castelejo

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Ultrapassando as expectativas que rodeavam a sua primeira deslocação à aldeia de Castelejo, do concelho de Santa Comba Dão, o Grupo Cultural “São Bernardo a Cantar”, de Aveiro, foi uma aposta ganha na opção que a comissão administrativa da Associação Sócio Cultural de São João Evangelista assumiu ao mudar este ano a Festa de Verão do habitual recinto ao ar livre para o salão de festas e com música puramente popular.

Realizada no domingo, 30 de Julho, a festa foi iniciada com um almoço dançante, participado por cerca de 90 pessoas, entre as quais se encontrava o presidente da respectiva Junta de Freguesia de São João de Areias, Serafim Rodrigues, cuja presença merece ser destacada como autarca mais assíduo nas iniciativas desta associação.

Confeccionada pela cozinheira profissional Maria São José, de Carregal do Sal, com apoio de uma sua colaboradora, de directores da associação e de Manuel Teixeira, de Castelejo, responsável pela parte dos grelhados, a refeição colheu elogio geral. Constou de entradas, creme de cenoura, grelhada mistas de carnes, arroz com feijão, salada de alface e tomate, pão, bebidas e sobremesa.

André Simões, de Castelejo, animou a parte dançante do almoço, ao qual se juntou o pai, Toni Gonçalves (Banda BMT), de forma voluntária, tendo ambos o cuidado de tocar música mais adequada ao momento e de gosto marcadamente popular. Rubricaram uma boa actuação e não faltou quem dançasse até à chegada do grupo deslocado de Aveiro, com exibição marcada para as 16h00.

De interessantes características bairristas e amigo das tradições, o Grupo “São Bernardo a Cantar”, através dos cantares, trajes e expressões coreográficas, brindou a assistência com belos recortes das tradições de outros tempos, em torno das actividades agrícolas e do sal extraído nas salinas da região de Aveiro, com especial acompanhamento musical ao vivo de um baterista e um acordeonista, numa sonoridade invulgar e bem ritmada. Encantadas, várias pessoas do público não resistiram ao ritmo da música e dos cantares, sendo levadas a acompanhá-los em pares de dança ou em jeito de marcha.

A reconstituição de uma merenda no campo, a apresentação individual dos trajes de cada elemento do grupo (salineira, marnoto, pescador, peixeira, tricana, engraxador, ardina, lavradeira rica, rapariga solteira, etc.), o lançamento de saquinhos de sal puro de Aveiro para a assistência e a distribuição de doces de ovos-moles a toda a gente foram outros aspectos de uma actuação brilhante, que ficará bem marcada na memória de quem não perdeu uma oportunidade tão rara, quer a nível da aldeia quer até a nível da própria freguesia e do concelho.

Sem dúvida, em palco esteve uma excelente representação das tradições de Aveiro, deixando desejo de que volte numa outra oportunidade!

No entender da organização, foi uma festa que em nada ficou a dever às que ultimamente têm sido feitas em arraial ao ar livre e em recinto empoeirado. A limitação de meios, o abrasador calor de Verão e a troca do recinto empoeirado pelo piso do salão, a par da adesão obtida, justificaram plenamente a opção praticada. Prova disso é as pessoas terem-se divertido e elogiado a festa.

Lino Dias

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