Intercâmbio Cultural de Filarmónicas entre São João de Areias e Santa Bárbara – 5.º Dia em São João de Areias

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Na gíria, dir-se-ia: Levaram que contar!… E isso é, precisamente, o que se pode dizer aqui em relação ao programa do quarto dia (7 de Agosto) de estadia da Filarmónica Recreio de Santa Bárbara em São João de Areias.

Foi uma segunda-feira em cheio, ainda que um pouco extenuante para quem mais se ressentiu da caminhada do dia anterior na ecopista. O périplo por locais dignos de visita começou neste dia pela Central de Aproveitamento Hidroeléctrico da Aguieira, a segunda mais importante barragem portuguesa, atingindo uma altura máxima de 89 metros, situada no curso de água do rio Mondego, em área do concelho de Penacova.

Tendo diligenciado a autorização de entrada naquela central hidroeléctrica e a respectiva visita guiada, Pedro Carvalho, maestro de Banda Filarmónica de São João de Areias, já aguardava os visitantes quando os dois autocarros fretados pela Câmara Municipal de Santa Comba Dão ali chegaram cerca das 09h30. Divididos em dois grupos, cada qual acompanhado por funcionário diferente da central, nas primeiras explicações acerca da construção e sua finalidade, ficaram a saber que a barragem surgiu, inicialmente, pela necessidade de minorar os prejuízos das cheias do rio Mondego em termos da perda de vidas humanas e da danificação de campos agrícolas e vias de comunicação, acabando por ter também um aproveitamento integrado de produção de energia eléctrica.

A descida até um patamar 60 metros abaixo da água da barragem e a sensação de estar em redor de uma turbina em rotação de máxima força foram experiências inimagináveis, mas todo aquele complexo hídrico causou imensa admiração, apesar do temor que alguns sentiram.

No caminho da barragem para a estação ferroviária de Santa Comba Dão, os autocarros passaram ao lado do Resort Montebelo Agueira, de forma a apreciarem aquele bonito complexo turístico e respectiva marina.

Tomando o comboio do meio-dia para Coimbra, foi a primeira vez que muitos daqueles açorianos experimentaram a comodidade deste meio de transporte e as paisagens maravilhosas que dele se avistam, tornando-se ainda mais apreciada pelo almoço a bordo, levado da Filarmónica.

Cidade historicamente universitária, Coimbra encantou os Barbarenses assim que chegaram ao cimo da escadaria do edifício da estação central da cidade, sob um sol radioso. A passagem pelo Arco do Almedina e pelo Largo da Sé a todos deslumbrou, mas começava ali o esforço que muitos fizeram para subir até ao planalto onde a Universidade e as suas oito faculdades se situam, logo compensado com a beleza daquele colossal conjunto arquitectónico.

De regresso à estação dos comboios, admiraram os Arcos do Jardim e o próprio Jardim Botânico e depois descansaram nas imponentes Escadas Monumentais, onde foi tirada a foto de grupo e cantaram o hino de Santa Bárbara, para surpresa dos transeuntes. No Jardim Botânico, além de uma breve nota explicativa do acompanhante António Neves (historiador), junto à “figueira estranguladora”, houve quem fizesse algumas travessuras à volta desta imponente árvore, para registo fotográfico e memória futura.

Um tempo de relaxamento e de visita livre na Baixa foi aproveitado para um divertimento colectivo na Praça 28 de Maio, frente à igreja de Santa Cruz, acompanhado com música de um trombone de varas, tocado por Miguel Moutinho, maestro da Banda Santa Bárbara, surpreendendo quem por ali passava, em grande movimento.

Na viagem de regresso à estação de Santa Comba Dão, ao final da tarde, também se lanchou no comboio, com sobras do almoço.

Depois do jantar, voltou a haver folia nas Festas de Verão da Filarmónica, com participação do Grupo de Cantares de São João de Areias, do Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Mondego”, de Póvoa dos Mosqueiros, e do grupo musical Full Glass, de São João de Areias. Foi mais uma noite de farra, convívio e boa disposição!

Lino Dias

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