15 e 16 de Outubro: Dias negros para o país e para o concelho de Carregal do Sal

ÓSCAR PAIVA

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Ainda não refeitos da tragédia de Pedrogão Grande eis que somos confrontados com outra tragédia parecida em 15 e 16 de outubro. O fogo voltou (500 ignições num só dia!) com a sua sanha destruidora, varrendo vidas e bens a uma velocidade incontrolável. Ver na televisão é uma coisa, viver o drama de perto a tentar acautelar, impotente, os seus bens e vidas é outra coisa totalmente diferente. Foi o que aconteceu em 15 e 16 de outubro. A calamidade atingiu muitos concelhos do país. Nós, no concelho de Carregal do Sal, vivemos e sofremos a nossa parte para dizer alto e bom som que isto não pode continuar. Está em causa a segurança e o bem-estar das populações. Entre os imensos estudos e recomendações e as decisões firmes a tomar não pode existir o hiato prolongado da indiferença até que tudo caia no esquecimento para, a seguir, acontecer uma nova tragédia.

Estão a ultimar-se as posses dos novos autarcas legitimados em 1 de outubro. A questão de reordenamento dos territórios terá que ser o desafio do próximo mandato a par de outras questões/desafios para travar a desertificação e melhorar as condições de atratividade. Precisamos de unir sinergias e nas matérias estruturantes para a vida das nossas populações temos que falar a uma só voz.

As autarquias têm peso na vida nacional. É preciso concertar posições e pensar que o bem maior são as pessoas. Os sinais de perigo (perigo de morte, em muitos casos, infelizmente) são mais que evidentes. As causas profundas são há muito conhecidas. Só uma coisa é precisa: poder de decisão. O fortalecimento da democracia (continuarmos a viver numa sociedade tolerante e livre) vai depender muito de decisões corajosas por parte de quem está legitimado para isso.

Poderes central e local têm que entender-se de vez e caminhar no mesmo sentido na resolução deste problema que está a destruir-nos aos bocadinhos.

É preciso dizer basta e agir em consequência.

As mulheres e homens eleitos pelo PPD/PSD em 1 de outubro, no concelho de Carregal do Sal, não fugirão às suas responsabilidades e, fiéis, às propostas que apresentaram ao eleitorado, sendo, precisamente, a questão do reordenamento do território, uma delas, farão tudo o que estiver ao seu alcance para que estas matérias tenham a atenção devida.

Neste momento impõe-se um rápido levantamento dos prejuízos causados pela tragédia de 15 e 16 de outubro e depois, junto das devidas instâncias, pressionar e insistir para que sejam libertados os fundos necessários que ajudem a ressarcir, junto das populações, os danos avaliados. É uma questão de justiça e de normalização da situação.

Podem estar certos: não fugiremos às nossas responsabilidades e seremos persistentemente teimosos e acutilantes na defesa do que consideramos essencial para a vida do nosso povo. Não patuaremos com a indiferença e muito menos com falsos unanimismos. É preciso encarar, de uma vez por todas, os grande problemas que afetam as nossas comunidades. Calamidades deste tipo têm que ser travadas com a arma da prevenção que precisa de medidas urgentes e corajosas por parte de quem manda.

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