Encontrado o vencedor do concurso do Projecto de Requalificação e Musealização da Casa do Passal

Projecto do gabinete ´Rosmaninho & Azevedo Arquitectos’ obteve unanimidade do júri

Dos seis trabalhos candidatados ao Concurso Público de Concepção para a Elaboração do Projecto de Requalificação e Musealização da Casa do Passal, antiga residência do Cônsul Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, saiu vencedora, por unanimidade do júri, a proposta do gabinete de arquitectos ´Rosmaninho & Azevedo Arquitetos’, do Porto.

Também por unanimidade, só cinco dos trabalhos concorrentes foram validados, tendo o júri excluído o trabalho apresentado por Luísa Pacheco Marques Arquitecta, Sociedade Unipessoal Lda. Foram validados e classificados pelo júri os trabalhos candidatados por Rosmaninho & Azevedo Arquitectos (1.º lugar); Atelier do Beco da Bela Vista, Arquitectura Paisagística Lda (2.º); A1V2 Engenharia Civil e Arquitectura, Lda (3.º); Luís Peixoto (4.º); e Sérgio Miguel Godinho (5.º).

O júri da validação dos trabalhos e da respectiva classificação esteve constituído pelos arquitectos Antero Castanheira de Carvalho, da Direcção Regional da Cultura do Centro, Carlos Manuel de Jesus Santos, da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Luís Miguel Freitas Figueira da Silva, da Ordem dos Arquitectos (Secção Regional Norte), e António Gil Nunes, da Direcção Regional de Cultura do Centro, e por Luís Humberto da Costa Fidalgo, membro da Comissão Executiva do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

A apresentação pública dos resultados e a identificação dos concorrentes ocorreram numa sessão realizada hoje, 06 de Novembro, às 15h00, no salão nobre dos Paços do Concelho de Carregal do Sal, com presença de Celeste Amaro, diretora regional da Cultura do Centro, e do júri. Coube ao representante da Fundação Aristides de Sousa Mendes a leitura da acta da reunião em que o júri classificou aqueles trabalhos.

A presença de público esteve francamente reduzida, não mais que uma dúzia de pessoas, fazendo maioria alguns autarcas municipais e de freguesia, o que revela alheamento da população num acto tão importante para o concelho, se bem que o dia e a hora terão exercido alguma indisponibilidade. Curiosamente, também nenhum representante dos concorrentes esteve presente.

Rogério Abrantes fez reparo da reduzida presença de público ao usar da palavra, altura em que se congratulou com mais este passo no sentido da recuperação total da Casa do Passal, depois da conclusão da primeira fase da obra. Afirmou: “A partir daqui, com a apresentação do projecto vencedor, estamos aptos para que se avance para a conclusão do projecto e a candidatura para a execução da obra”.

Por sua vez, Celeste Amaro estimou que a Casa do Passal possa abrir portas ao público em 2019, depois da necessária requalificação interior, que conta conseguir-se em 2018, meados de 2019, acrescentando: “Esperemos que em 2019 estejamos todos na Casa do Passal a inaugurá-la e a abri-la ao público definitivamente, pois há cerca de 50 anos que ela está encerrada”. Deu a saber que está disponível um montante de 800 mil euros, proveniente de fundos comunitários, mas desta vez sem a chamada contrapartida nacional, de 15%, que será assegurada pela Câmara Municipal.

Porta-voz do júri, o arquitecto Carlos Santos realçou a unanimidade na escolha do trabalho vencedor e na eliminação do trabalho excluído, fazendo depois sentir que os trabalhos apresentados ficaram aquém das expectativas que o júri tinha e que eram mais ambiciosas, mas admitiu que cumprem de uma forma genérica o programa.

A Casa do Passal foi alvo de uma primeira intervenção em 2014, ao nível das paredes exteriores e da cobertura, ficando para esta segunda fase o arranque definitivo da obra final de requalificação e musealização.

Lino Dias

1 Comment

  1. Eu gostaria muito de ter estado presente mas não pude por motivos de trabalho. O horário não foi o melhor.

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