Diabetes – Como conviver com ela, inclusivamente no Natal?

Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crónica cada vez mais frequente na nossa sociedade, e a sua prevalência aumenta muito com a idade, atingindo ambos os sexos e todas as idades.

A Diabetes é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, a hiperglicemia.

A hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) que existe na Diabetes, deve-se em alguns casos à insuficiente produção, noutros à insuficiente ação da insulina e, frequentemente, à combinação destes dois fatores

A Diabetes tipo 1 é causada pela destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema de defesa do organismo, geralmente devido a uma reação auto-imune. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas ocorre geralmente em crianças ou adultos jovens.

Sintomas Clássicos de Descompensação:

  • Sede anormal e secura de boca;
  • Micção frequente;
  • Cansaço/falta de energia;
  • Fome constante;
  • Perda de peso súbita;
  • Feridas de cura lenta;
  • Infeções recorrentes;
  • Visão turva.

A Diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não consegue utilizar eficazmente a insulina produzida. O diagnóstico de Diabetes tipo 2 ocorre geralmente após os 40 anos de idade, mas pode ocorrer mais cedo, associada à obesidade.

A Diabetes Gestacional (DG) corresponde a qualquer grau de anomalia do metabolismo da glicose documentado, pela primeira vez, durante a gravidez.

As pessoas com Diabetes tipo 1 podem ter uma vida saudável, plena e sem grandes limitações. Para tal é necessário fazerem o tratamento adequado.

O tratamento engloba:

  • Insulina;
  • Alimentação;
  • Exercício físico;
  • Educação da Pessoa com Diabetes, onde está englobada a auto-vigilância e o auto-controlo da diabetes através de glicemias efetuados diariamente e que permitem o ajuste da dose de insulina, da alimentação e da atividade física.

O primeiro passo no tratamento da Diabetes tipo 2 é o mais importante e implica uma adaptação naquilo que se come e quando se come e na atividade física que se efetua diariamente (o exercício regular – até o andar a pé -, permite que o organismo aproveite melhor o açúcar que tem em circulação). Muitas vezes, este primeiro passo, com a eventual perda de peso se este for excessivo, é o suficiente para manter a Diabetes controlada (pelo menos durante algum tempo… que pode ser de muitos anos).

A persistência de um nível elevado de glicose no sangue, mesmo quando não estão presentes os sintomas para alertar o indivíduo para a presença de Diabetes ou para a sua descompensação, resulta em lesões nos tecidos.

Embora a evidência dessas lesões possa ser encontrada em diversos órgãos, é nos rins, olhos, nervos periféricos e sistema vascular, que se manifestam as mais importantes, e frequentemente fatais, complicações da Diabetes.

Em 2015 estima-se a existência de 415 milhões de pessoas com diabetes.

Em 2040 este valor subirá para 642 milhões.

O número de pessoas com Diabetes Tipo 2 está a aumentar em todos os países.

A diabetes foi responsável por 12% dos gastos em saúde em 2015.

Existem 192 de milhões de pessoas com diabetes que desconhecem que possuem a doença.

A diabetes provocou 5 milhões de mortes em 2015.

A cada seis segundos morre uma pessoa por diabetes.

542 mil crianças e jovens tem diabetes tipo 1.

Um em cada 7 nascimentos foram afetados, durante o período de gravidez, por hiperglicemia materna em 2015.

Como fazer receitas de Natal mais saudáveis?

Nas receitas que levam leite, opte pelo leite magro. Já naquelas que levam natas, substitua pelas suas congéneres light/ligeira ou por iogurtes naturais magros;

A gordura retida nos alimentos fritos varia em função da dimensão do alimento: quanto maiores, menos gorduras acumulam;

Não deixe que os alimentos absorvam muito óleo! Para isso basta ter em atenção a temperatura de fritura (não ultrapassar os 180º C);

Reduza a quantidade de açúcar das suas receitas a metade ou substitua o açúcar por adoçantes;

Nas receitas que contêm muitas gemas, substitua parte delas por claras.

Numa refeição em que exista sobremesa doce, convém reduzir na mesma refeição os outros alimentos com hidratos de carbono, como por exemplo: batata, arroz ou massa. Em contrapartida, reforce o consumo de produtos hortícolas.

É importante ter ainda mais cuidado na remoção das gorduras visíveis das carnes e evitar a batata frita como acompanhamento.

Mesmo sendo o azeite uma gordura excelente, para não aumentar demasiado o aporte deste nutriente, convém reduzir o “comprimento do fiozinho” de azeite com que se tempera o delicioso bacalhau da Consoada.

Outras Sugestões:

Realize as suas refeições no dia da Ceia como normalmente, inclusive as intermédias;

Procure confecionar em casa a maioria dos pratos/doces da sua Ceia;

Faça uma lista de pratos/doces que vai confecionar com a respetiva lista de ingredientes. Assim irá comprar apenas aquilo de que necessita e não outros alimentos que poderá dispensar;

Faça as compras com antecedência para poder escolher calmamente os alimentos e aproveitar as promoções de Natal;

Compare rótulos e preços, assim escolherá mais saudável, por menos dinheiro;

Confecione as quantidades estritamente necessárias para a Ceia e dia de Natal;

Evite beliscar enquanto prepara as refeições, pois perde-se a noção da quantidade de comida ingerida;

Evite comer frutos secos /cristalizados enquanto não chega a hora da Ceia;

Nesta quadra festiva, faça caminhadas ou outra atividade física.

Com Conta, Peso e Medida, ganhe em saúde sem perder no sabor!

E lembre-se…

O problema não está nos doces de Natal, mas nos excessos que se cometem! Não deixe a mesa posta entre o dia 25 de dezembro e o final do ano, assim o Natal serão apenas dois dias e não quando o estômago quiser!

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Enfermeira Joana Carvalho Lopes

UCC Aristides Sousa Mendes – Carregal do Sal

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