Cerca de duas centenas e meia de pessoas festejaram a passagem do ano em Vila Meã

Vila Meã continua a ser o local do concelho de Carregal do Sal mais procurado para se festejar a noite mais longa do ano no adeus ao ano velho e nos vivas ao ano novo, tendo por referência o ambiente acolhedor, a boa comida e a alegria com que, ano a ano, é festejada no salão da Associação Cultural do Rancho Infantil Cravos e Rosas.

Foi ali que cerca de duas centenas e meia de pessoas, pessoal de serviço incluído, se juntaram para se despedirem, certamente sem saudade, do ano 2017, que tão marcado ficou pelas más memórias da devastação dos incêndios, inclusive no próprio concelho, e para celebrarem a entrada no novo ano, cheios de esperanças em melhores dias e em que nada daquilo volte a repetir-se.

Já costume, famílias de quase todas as freguesias do concelho ali estiveram reunidas e até de outras terras, incluindo habituais caravanistas de diversos pontos do país (Leiria, Montijo e Lisboa), companheiros de caravanismo de António Freitas, médico de Carregal do Sal, desta vez trazendo alguns pela primeira vez, atraídos pelas boas referências que lhes têm sido transmitidas pelos colegas.

A despedida do ano fez-se de barriga cheia, pois ninguém conseguiu resistir à excelente qualidade da comida do jantar de fim de ano, como é timbre desta associação, nem à fartura da apetitosa ementa. As entradas eram tentadoras, sobretudo nos torresmos estufados e nos enchidos fritos, mas teve de haver alguma cautela para dar espaço aos pratos quentes da ementa. A sopa apetecia repetir, mas a mente recusava isso, pois o arroz de marisco e os nacos de vitela com cogumelos, puré de batata e salada de alface não podiam ser rejeitados, assim como a sobremesa (salada de fruta e pudim caseiro) que se seguiu. Nem se deu conta de que já faltava menos de uma hora para a meia-noite quando a animação do DJ Tozé Fonseca convidou ao divertimento, atraindo muitos pares de dança, que não se cansavam de exteriorizar assim a sua alegria, se bem que era também forma de desgastar calorias e preparar o estômago para o bufete depois da meia-noite.

Já com toda a gente ansiosa por esse momento, foi em coro que se fez a contagem decrescente dos nove segundos até à entrada no novo ano. À hora certa, descarregaram-se tubos de papelinhos, comeram-se as passas, bebeu-se champanhe e multiplicaram-se os abraços e beijos, enquanto se iam trocando os votos de um ano mais promissor e os desejos de paz, saúde e felicidades, num misto de fraterna alegria e de renovadas esperanças.

Depois desse mar de abraços e beijos, todos foram convidados a devorar o farto bufete volante, à roda de mesas recheadas de leitão, camarão, presunto, enchidos, queijo, fritos, arroz doce, bolos, filhoses, pudins, gelatina, peras bêbadas e outras iguarias. O baile continuou noite dentro, ajudando quem dançou a levar o estômago mais leve para a cama.

Sem dúvida, uma passagem de ano inesquecível, merecedora da preferência e da repetição que as anteriores colheram de tanta gente de outras terras, encontrando ali uma festa apetecível e acessível, a que as pessoas aderem com facilidade e onde muitos preferem juntar a família do que no próprio lar. Como tal, mais uma vez a direcção, as cozinheiras e demais colaboradores estão de parabéns!

Lino Dias

1 Comment

  1. Muito bom como sempre.
    Faço parte do grupo de amigos autocaravanistas do dr.António Freitas e Isabel,ficamos sempre muito satisfeitos e cada ano que vamos levamos sempre mais amigos pela primeira vez os quais ficam igualmente satisfeitos e com vontade de voltar.
    Muito Obrigado D. Helena e a quem mais trabalhou para nos propecionar uma noite bem gastronómica e bem divertida. Para o próximo não sabemos onde será, mas quem sabe se voltaremos.
    Bem hajam e renovo os votos de um Feliz Ano de 2018
    Rosária Campos Correia

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