«falar a verdade é a ferramenta mais poderosa que temos»
Oprah Winfrey
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Muito recentemente, esta mulher americana recebeu o Prémio Cecil B. DeMill. Oprah Winfrey, no seu discurso de agradecimento, falaria sobre alguns males de que a sociedade americana sofre. Males, que corroem todas a sociedades contemporâneas, inclusive a nossa.
De origens humildes. Negra. Esta famosa empresária subiria a vida a pulso. Hoje, é uma das empresárias mais ricas dos USA. No seu discurso e com frontalidade, sem meias-tintas, foi desfiando a sua vida. Sem artifícios, apesar de pertencer ao mundo mediático, referiu-se à violência sexual sofrida quando criança e cometida por um familiar próximo. Ficou patente a força e a coragem necessárias que teve para destruir as diversas barreiras segregacionistas existentes nos USA. Os altos e baixos por que passou até atingir este seu patamar de pessoa reconhecida e respeitada. Nos seus programas, entrevistou imensas personalidades políticas e do mundo do espectáculo. Sempre convicta das suas ideias. Sempre atenta ao que os “outros” diziam. Sempre amarrada ao sentimento da procura da verdade que, como disse no seu discurso, aquela “verdade absoluta que nos impede de fechar os olhos à corrupção e à injustiça”.
Foi este caminho, nada fácil de percorrer, que a tornou numa mulher corajosa. Defensora dos direitos das mulheres mas, sem cair no fundamentalismo existente sobre esses mesmos direitos. Determinada na luta pela dignidade da mulher.
Oprah Winfrey, é um exemplo vivo para quantos se associam a estes combates exigentes, pela justiça e pela verdade!
O seu discurso foi político! Não, como aqueles que tentam anestesiar as nossas mentes e determinações. Não, como aqueles que ouvimos amiúde “nem que sim nem que não”. Não foi um discurso desfalecido e apagado. Foi certeiro. Audaz. Veemente. Aplaudido. Não por aplausos circunstanciais de gente que se presta a tudo e a tudo se vende. Não! Foi um marcar de posições firmes e o dar a voz aos silêncios e sofrimentos de muitos americanos. Ela representava aquela américa “periférica” a quem os direitos cívicos ainda não chegam devidamente por causa da cor da pele, mas que, por intermédio dela, conseguiram vencer.
Na vida daquele prémio, foi pela segunda vez que alguém com a cor “púrpura” da sua pele, recebeu!
A sua frontalidade demonstrada nos seus programas, ao longo dos anos, colhe simpatia e popularidade. Há quem a veja como uma possível candidata à presidência dos USA. Foi apoiante de Barack Obama. Lutadora e inteligente, não se deixou enredar nem enveredou pelos caminhos da lama social e da falácia.
Cultiva “a capacidade de manter a esperança para uma manhã mais brilhante, mesmo durante as noites mais sombrias”.
Assim, foi a sua vida: Fazendo da verdade a melhor e mais poderosa arma contra as “noites mais sombrias” da sua existência!


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