Festa anual de Carregal do Sal em honra de São Brás

A festa religiosa anual da vila de Carregal do Sal em honra do seu padroeiro, São Brás, “advogado contra os males da garganta”, realizada no sábado, 03 de Fevereiro, manteve a simplicidade habitual, sem o aparato festivo de irmandade, vários andores, foguetes e banda musical, tão usado noutras paróquias do concelho.

Prática também diferente daquelas paróquias, primeiro fez-se a procissão e só depois a missa solene. Incorporando somente o andor com a imagem do padroeiro, a procissão, iniciada às 16h30, retomou o trajecto que tem vindo a ser alterado, voltando a percorrer o quarteirão rodeado pela estrada de Currelos, a rua do Parque Alzira Cláudio e o Jardim Dr. Manuel da Costa. Portanto, um percurso diferente do que, em anos mais recentes, levou a procissão a rodear apenas o parque do Julgado de Paz ou a ir até à igreja matriz, em Casal da Torre.

Como novidade, o andor foi transportado numa viatura da Associação dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal e à frente das lanternas e da cruz processional seguia o seminarista Francisco Pinto com o turíbulo do incenso fumegante. Chuviscava, mas isso não impediu a realização da procissão nem que dezenas de pessoas a integrassem e acompanhassem o pároco na recitação do terço.

A igreja encheu após a procissão. O altar, beneficiado com as duas novas peças de arte que recentemente substituíram a mesa do altar-mor e o ambão, ficou ainda mais bonito com o embelezamento do andor do padroeiro, colocado em lugar de destaque à frente do altar durante a celebração solene da Eucaristia. O esmero na ornamentação da igreja e do andor foi notório, merecedor do agradecimento que o pároco José Fernando Silva, no final da missa, dirigiu às mordomas Isaura Pita, Ana Pereira e Fernanda Silva e a outras colaboradoras.

Tendo aquelas mordomas cessado agora funções, o sacerdote deu a saber que foram nomeadas para a nova mordomia Orísia Silvestre Nunes, Maria do Céu Lourenço, Adelaide Cunha, Sofia Borges Jaquinto, Maria da Conceição Pais, Maria de Lurdes Pereira, Maria José Carvalho e Maria Celeste Figueiredo Abreu, às quais foi pedido compreensão e boa vontade para com a nomeação.

Tomando como referência que São Brás é o protector dos males da garganta, o pároco disponibilizou-se, depois da bênção final da missa, a invocar a intercessão do santo a favor de pessoas alo presentes que sofressem da garganta ou de outros males, encontrando então uma dezena de interessados na bênção dessa intercessão.

Uma roulote de farturas, funcionando frente à igreja, deu visibilidade complementar a esta festa exclusivamente de cariz religioso.

Lino Dias

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