Quarta, 08 Fev 2012

Passeios — Terça-feira, 1 Julho 2008 — 0 Comentários

A Hospitalidade e os Encantos do Interior

Imagem 019.jpgTodos os anos os Salesianos Cooperadores realizam um passeio, sempre com o objectivo de conhecer pessoas e lugares que marquem, preencham e iluminem pelos seus valores e encantos.
Este ano, optando pelo sábado do dia 28 de Junho, escolhemos um Interior bem próximo. Éramos um autocarro repleto de adolescentes, jovens e adultos; gente cheia de vontade de aprender, oriunda dos concelhos de Águeda, Anadia e Oliveira do Bairro.
Começámos pela serra do Buçaco, uma das mais belas do país, onde existem mais de 700 espécies diferentes de plantas e árvores, que originariamente começaram a ser plantadas pelos monges da Ordem dos Carmelitas Descalços. No coração da mata, apreciámos a beleza arquitectónica do palácio que foi mandado construir para ser casa de férias dos últimos monarcas, mas logo se transformou num luxuoso hotel. Subimos à Cruz Alta e, junto do Obelisco, recordámos a história que envolve a Batalha do Buçaco e o início da derrota de Napoleão.
Descemos virados a Vale de Açores, maravilhámo-nos com o Parque Verde e a sua praia fluvial, e seguimos para Mortágua. Aqui, foi explicada a origem do nome da vila, contada a lenda do Juiz de Fora, e parámos no Jardim das Águas, que envolve a Câmara Municipal. Tivemos conhecimento da vida e obra do grande Tomás da Fonseca e fomos tomar o pequeno-almoço aos diversos cafés próximos do Jardim.
Passámos o rio Criz e o rio Mondego, apreciámos toda a beleza da paisagem, e chegámos a Santa Comba Dão, onde conhecemos a lenda da Santa Comba. Atravessámos o rio Dão e foi-nos dado a conhecer ou a recordar, com pormenor, alguns feitos do Dr. Oliveira Salazar. Passámos pelo Vimieiro para conhecer o “palácio” de um governante que entrou, viveu e saiu pobre do Governo que dirigiu durante quase 40 anos.
Chegámos a Carregal do Sal, onde foi explicada a origem do nome da vila. Dirigimo-nos para o Museu Municipal, onde o Sr. Director nos esperava. A sua simpatia, generosidade e a paixão que transmitia, enquanto ia guiando a visita, conquistaram por completo o meu povo.
O Museu é muito bonito, sobretudo a secção arqueológica, e contém obras de pintura, escultura e artesanato agrícola muito valiosas e interessantes. Fiquei encantada por ver o entusiasmo das pessoas, mas o mérito foi, sem dúvida, do director, que as soube cativar e nos honrou com a sua presença. Aqui, no Museu, juntou-se-nos o Sr. Lino Dias, grande colaborador na realização deste passeio. Sem o seu “desbravar”, muitos dos acessos seriam sempre mais complicados.
Prosseguimos para Cabanas de Viriato e fomos almoçar no Restaurante Residencial Cabana do Viriato, previamente preparado para nos receber. A hospitalidade, simpatia e disponibilidade dos jovens gerentes desta casa impressionaram todos os participantes. Nunca fomos tão bem recebidos e tão bem tratados!
O calor apertava, mas ainda faltava conhecer e ver o cerne deste passeio: a Vida e Obra de Aristides de Sousa Mendes…
Começámos por ser recebidos pelo Sr. Presidente do Conselho Executivo da Escola Aristides de Sousa Mendes que, com toda a sua simpatia e espírito de sacrifício, nos foi mostrar o Memorial executado pelos alunos e professores da escola quando se comemorou o 50.º aniversário da morte do Cônsul. De uma forma belíssima e sucinta, foi-nos contado o percurso da vida deste herói e apontados os valores que ele mais defendeu.
Dali, fomos ao Cemitério. Apesar do incómodo calor, quisemos prestar a nossa homenagem a Aristides de Sousa Mendes e, de mãos dadas e orientados pelos nossos Sacerdotes Salesianos, rezámos junto ao jazigo. Seguimos depois para a Casa do Passal, onde ficámos com o coração negro de tristeza, mas esperançados com algumas notícias que ouvimos. Passámos para o espaço que envolve a estátua do Cristo Rei e, depois, fomos para a sede da Sociedade Filarmónica.
Naquele oásis de fresquidão e bem estar, com a simpatia do Sr. Presidente da Direcção da instituição, do Sr. Presidente da Junta de Freguesia e do orientador do Grupo Rhitmos de Dança Moderna, fomos brindados com as coreografias de várias músicas que este juvenil grupo nos concedeu. O calor era inquietante, mas a generosidade imprimia muito ritmo e alegria às danças que interpretavam.
Retribuímos e agradecemos oferecendo também dois dos nossos trabalhos coreografados pelo Grupo Juvenil Salesiano. Foi bom para os grupos partilharem as formas como ocupam os tempos livres e nós, orientadores, sentimo-nos compensados ao ver o brilho de orgulho nos olhos dos familiares.
Há dias que deveriam ter o dobro das horas para se saborear a hospitalidade e beleza destas terras, que é, sem dúvida, o seu maior cartão de visita e publicidade.
Seguimos para Póvoa Dão, a aldeia medieval que foi reconstruída. Ali, pouco expliquei. Preferi que ficassem “sem ar” ao descobrir aquele tesouro tão bem escondido pela encosta abaixo. Foi difícil tirá-los de lá, apesar do cansaço.
O regresso impunha-se. A alegria era grande e todos se sentiam compensados com o companheirismo, a hospitalidade, a simpatia e o que aprenderam. Foi muita VIDA num só Imagem 010.jpgdia!
OBRIGADA!… Obrigada a todos aqueles que colaboraram de alguma forma para que este passeio seja inesquecível!

Imagem 013.jpgImagem 016.jpgImagem 026.jpgImagem 030.jpgImagem 038.jpgImagem 046.jpg
Luz
Canário

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