Caça — Terça-feira, 16 Fevereiro 2010 — 1 Comentário
Abatidos quatro javalis em nova montaria do Clube de Caça e Pesca de Cabanas de Viriato
O abate de um macho e três fêmeas foi o saldo da segunda montaria aos javalis do Clube de Caça e Pesca de Cabanas de Viriato na presente época cinegética, realizada no domingo, 14 de Fevereiro, e participada por 60 caçadores, a maioria de Beijós e Cabanas de Viriato e os restantes provenientes de Porto, Arouca, Vila da Feira, São João da Madeira, Viseu, Nelas, Santar, Penacova, Castanheira de Pêra e Ferreirós do Dão.
Devido aos festejos do Carnaval, a direcção do Clube optou pela oficina auto do “Taia”, localizada fora da vila, para a concentração dos caçadores e o serviço de refeições. Depois de terem comido o taco e de o director da montaria, Eng.º Belarmino Alves, de Viseu, ter feito as habituais recomendações, em termos de cuidados e postura, eram 10 horas quando os caçadores partiram para a mancha, situada no Talegre de Cabanas de Viriato, onde foram constituídas 60 portas.
Os cães de duas matilhas de Nagosela (Santa Comba Dão) e de uma matilha de Santos Evos (Viseu) e os respectivos matilheiros desempenharam bem o seu papel, fazendo levantar mais de 30 javalis, incluindo uma vara de 8 exemplares, mas os caçadores não estiveram no seu melhor em termos de pontaria, tendo falhado muitos tiros e deixado, por isso, fugir grande parte dos javalis avistados.
Apesar disso, o presidente da direcção do Clube, Aníbal Pereira, deu-se por satisfeito por os caçadores terem assimilado bem os avisos do director da montaria, sobretudo por se ter chegado ao fim sem qualquer incidente a registar. Ao «Farol da Nossa Terra» afirmou a esse respeito: “Correu tudo bem, houve ordem e disciplina, só foi pena o tempo não ter permitido mais inscrições de caçadores, mas mesmo assim resultou num bom trabalho, apesar de terem escapado muitos porcos”. Também o director da montaria se mostrou satisfeito: “Agradeço o convite para dirigir a montaria, ser director de uma montaria é uma responsabilidade muito grande, mas correu tudo muito bem, o pessoal facilitou-me a vida, todos sabem como se comportar, cumpriram com os avisos e as minhas recomendações. Quatro bichos abatidos é muito bom, quando às vezes não se abate nada, podíamos ter abatido mais, é certo, mas os javalis sabem mais do que nós”.
Conforme referiu ainda Belarmino Alves, uma montaria “não é só matar, é também uma festa”, acrescentando: “Mas, para que a festa seja melhor, é bom que se matem alguns bichos e que tudo corra com normalidade, tudo isso ajuda a que uma montaria seja uma grande festa para os caçadores. Além de se confraternizar na caça e à mesa com amigos, arranjam-se mais amigos”. Estava-se a almoçar, passando já das 16h00, quando estas palavras foram recolhidas e o director da montaria fez ainda questão de elogiar a confecção da comida, a cargo de António Campos (“São Pedro”), vice-presidente da direcção do Clube: “O taco esteve muito bom, o almoço está a ser muito agradável, quem está a fazer o repasto é o vice-presidente da direcção e isso é de enaltecer”.
Um sorteio de senhas vendidas durante o almoço de convívio premiou o monteiro Humberto Marques, de Travanca de S. Tomé, com o macho abatido, acabando por o oferecer ao Clube, para se consumido num outro convívio. O veterinário municipal, Paulo Matos, garantiu que a carne deste animal, assim como a dos restantes, se encontrava em boas condições de consumo, confirmado pelas análises sanitárias que lhes fez. Por fim, procedeu-se ao leilão das três fêmeas (duas adultas e uma meã). As maiores renderam 150 e 140 euros e a outra foi rematada por 75 euros.
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Pela descrição realizada no Farol da Nossa Terra tudo parece ter corrido bem. Parece? não parece? mas as aparências iludem, pois gostei imenso de ouvir no discurso de abertura o Sr. Presidente da Direcção do Clube dizer que todos os Monteiros deveriam ter “respeito” pela organização da Montaria, porém não me parece haver muito respeito quando monteiros que pagaram a sua inscrição, vieram de longe e nem cães viram, só muito longe os ouviram e nada se passou nas suas portas e não foi nem numa nem duas… Não parece haver muito respeito quando eu e outros monteiros fizemos esse comentário, em tom de desabafo, mas educadamente, e um membro da Direcção do Clube, Sr. Sobral, de São Gemil, retorquiu dizendo-me que eu nunca tinha organizado nenhuma montaria, que todas as montarias teriam sido organizadas pelo Sr. Valdemar Cunha. Tenho a informar o Sr. Sobral que dezenas de vezes me desloquei à minha custa quer de Peniche quer de Almeida quer da Régua a meio da semana para conjuntamente com as brigadas do Mestre Lopes da Silva ou por vezes com Figueiredo Lopes, determinarmos os lugares das montarias e fazer a respectiva marcação e não me lembra de lá ter visto alguma vez o Sr. Sobral, esteve o Sr. Diego,o Sr. José Miguel, o Sr. António “Padeiro”, o Sr. António Abel, e algumas vezes o Sr. Valdemar e digo algumas vezes, porque nem sempre ele podia ir devido ao seu trabalho. Não vi mais, também, os 150 monteiros que as nossas montarias costumavam ter (Santarém, Lisboa; Pataias, Nazaré; Vizela, Porto Mealhada, Anadia etc…) onde param? no meu tempo de Direcção colocava com o meu pai cartazes publicitários das montarias e outras actividades do clube desde Vizela até Castro Verde, nunca lá vi o Sr. Sobral;tínhamos também o cuidado de telefonar e enviar cartas a informar as pessoas das montarias e outras organizações; não organizávamos eventos só para algumas classes como o clube fez há dois anos que organizou uma largada de perdizes e faisões só para médicos. ESQUECERAM-SE QUE PELO CÓDIGO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO TODOS OS SÓCIOS TÊM O DIREITO À INFORMAÇÃO? Discriminação? Não posso acreditar…vai contra os estatutos do Clube…Já deve agora entender por só agora eu começar a pagar as quotas em atraso. Houve a Montaria de 10 de Janeiro de 2010 não fui avisado de nada. Quando entrei para a Direcção do Clube encontrei 36 ou 38 mil escudos dentro de uma caixa de sapatos que me foi entregue pelo Sr. Taia numa Assembleia Geral, que património deixei? um terreno com mais de dez hectares; um terreno doado pela Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato; equipamento de transmissões para as montarias e outras organizações; uma reserva de caça municipal, uma vez que por alteração da legislação em 1995 não foi possível constituir uma reserva turística; uma secção de campismo associada à Federação Portuguesa de Campismo e caravanismo que sem autorização dos sócios os Senhores acabaram; uma conta bem organizada no banco; o clube associado à Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu…uma equipa de pesca, uma equipa de ténis de mesa e uma equipa de atletismo… onde param essas equipas? Um sorteio que rendeu para o Clube 500.000$00, já não se lembra, pois é natural também não o vi a procurar patrocínios e prémios para esse sorteio. Não vi o Sr. Sobral a defender o Clube em Tribunal pelas acusações torpes realizadas por uns Srs alemães sobre uma montaria realizada há dez anos, nem o vi a consultar advogados para esse efeito. Sim, estive lá eu e o meu pai e o Clube ficou ilibado. Deve lembrar-se também do dia em que fui a sua casa juntamente com o meu pai pedir-lhe desculpa porque o Sr. alegadamente estava descontente de não ter sido avisado para participar numas largadas de Faisões e Perdizes, curiosamente, depois de “avisado” não me lembra de o lá ter visto em nenhuma dessas organizações. Fiz tudo isto e muito mais e nunca cobrei um tostão ao Clube, dei muito mais ao clube de que o Sr. até hoje fez, por isso, me senti ofendido pela sua observação e não compareci no almoço da montaria para o qual tinha pago e não compareci na montaria de 28 de Fevereiro e tratarei de pedir, através do Código de Procedimento Administrativo ao Exmº Sr. Presidente da Assembleia Geral, cópia do Estatuto do Clube, nomeadamente Deveres dos Elementos da Direcção para efeitos tidos como convenientes, pois não se pode fazer letra morta de uma frase que não respeitou enquanto Ex-Presidente da Direcção do Clube de Caça e Pesca.
Quero referir, por último, que o Clube deverá , com todo o respeito pelo trabalho dos outros membros da Direcção, corrigir este tipo de situações sob pena de qualquer dia falarem em monólogo…
António Aguiar