Quarta, 08 Fev 2012

Voluntariado — Sábado, 24 Outubro 2009 — 0 Comentários

AMI – Revista de Imprensa – OUT/09

Quase um em cada cinco portugueses é pobre
RR – 16/10/2009
em abrigo - pobreza.jpgO número exacto (18%) é apontado pela Rede Europeia Anti-Pobreza na véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Uma das consequências directas do fenómeno é o recurso crescente a instituições de solidariedade social.
Em declarações à Renascença, Fernando Nobre – presidente da Assistência Médica Internacional – admite que só nos primeiros seis meses deste ano, os centros Porta Amiga atenderam 68% do total dos pedidos de ajuda registados durante todo o ano de 2008.
Uma tendência agravada pelo aumento do desemprego em tempo de crise. Fernando Nobre alerta para o crescimento do número de casos de pobreza persistente, sobretudo junto da população em idade activa. “Isto é que é assustador: a grande maioria dos nossos utilizadores está entre os 20 e os 55 anos, o que quer dizer é que – manifestamente – essa taxa de pobreza está ligada à taxa de desemprego”.
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Fernando Nobre apresentou os seus dois últimos livros em Lagos
BN / RS – 19 Outubro 2009
Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI – Assistência Médica Internacional, apresentou no passado dia 15, em Lagos, os seus dois últimos livros “Imagens contra a indiferença” e “Histórias que contei aos meus filhos”, numa sessão que teve lugar no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI.
Para Júlio Barroso, presidente da Câmara de Lagos, este foi “mais um importante e simbólico momento que se vive neste novo edifício dos Paços do Concelho Séc. XXI. Estamos a celebrar o nosso respeito por uma personalidade que tem levado o nome do Portugal cada vez mais longe e de uma forma indiscutivelmente nobre”.
Referindo-se ao Presidente da AMI como sendo “um exemplo de solidariedade à escala global”, o autarca agradeceu “o exemplo que Fernando Nobre dá, a todos nós, ao defender desta forma esta causa humanitária”.
A apresentação do autor e das suas obras estiveram a cargo de Elisabete Rodrigues, Chefe de Redacção do Jornal Barlavento, e de José Alberto Baptista, presidente do Núcleo de Lagos da Cruz Vermelha Portuguesa.
Para o grande convidado desta sessão, Fernando Nobre, “o livro Imagens Contra a Indiferença representa o fechar de um ciclo e o combate que tem sido a minha vida”. O fundador da AMI falou dos seus livros, referindo que os mesmos dizem respeito a uma verdadeira luta contra a indiferença assassina que permite que existam tantos e tantos milhões de pessoas a viver numa total pobreza que, infelizmente, constato frequentemente por todo o mundo”.
Dando a conhecer alguns dados da sua vida, como o facto de já contar com 31 anos de acção humanitária, mais de duzentas missões e ter visitado mais de 70 países, Fernando Nobre, afirmou já ter “a sua fotografia do planeta”. Por essa razão, tem a convicta certeza de que “os desafios que temos actualmente, de cidadania, preocupações sociais e no que diz respeito à vida no planeta, obrigam-nos a ser e a ter mais responsabilidades”.
A sessão ainda contou com a apresentação de um vídeo sobre os projectos da AMI, comentado por Lília Maltez.
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A revolta de Fernando Nobre: “TEMOS 40 POR CENTO DE POBRES”
Filipe Paiva Cardoso – i online – 23 de Outubro de 2009
O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou “completamente intolerável” que exista quem viva “com pensões de 300 ou menos euros por mês”, e questionou toda a plateia se “acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?”
O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou “completamente intolerável” que exista quem viva “com pensões de 300 ou menos euros por mês”, e questionou toda a plateia se “acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?”
“Os números dizem 18% de pobres… Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e todos outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha…” disse ainda.
“Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir…. algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes… e com razão”, salientou Fernando Nobre.
O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que “pensem mais do que dois minutos em tudo isto”. Para Fernando Nobre “não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma”, criticou, garantindo que a sociedade “não vai aceitar que tudo fique na mesma”.
No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner.
“Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado”, citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: “Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais”.
Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que “acumulam reformas que podem chegara aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros… Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis”.
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A nova pobreza
Armando Esteves Pereira – CM – 24 de Outubro de 2009
Foi um médico quem melhor atirou a pedra ao charco no congresso dos economistas que decorre no Funchal. Numa plateia em que abundavam responsáveis políticos, antigos e actuais, e putativos ministros de futuros governos, Fernando Nobre, fundador da AMI, foi directo ao assunto: “É uma vergonha a pobreza que temos em Portugal”, disse, e levantou questões relacionadas com as dificuldades de aumento do salário mínimo.
“Quem é que nesta sala consegue viver com 450 euros?” Fernando Nobre lembra que se não fossem os apoios sociais e os diversos subsídios a pobreza em Portugal não estaria nos 18% oficiais, mas nos 40%, o que significa que dois em cada cinco portugueses estão em risco de pobreza.
Entre os novos pobres estão os jovens sub-30, milhares com curso superior, mas que ainda assim são as principais vítimas do desemprego ou do emprego precário mal remunerado. Milhares emigram para fugir à triste sina de não ter esperança neste país.
Fernando Nobre defende que é preciso redistribuir melhor a riqueza, mas isso só pode acontecer se houver riqueza para partilhar. O problema de Portugal é precisamente a anemia que trava o crescimento da riqueza. E enquanto o PIB não evoluir favoravelmente, não há milagre que impeça a pobreza e migração dos jovens mais capazes.
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Pobreza estruturada acima dos 40 por cento
Jornal da Madeira / Economia / 2009-10-24
O presidente da AMI – Assistência Médica Internacional considera que os números do desemprego em Portugal não traduzem a realidade. No discurso mais aplaudido do terceiro Congresso Nacional dos Economistas, o português que mais caminha pelas pobrezas do mundo diz que, se juntarmos aos números oficiais aqueles de pessoas que recebem o rendimento social de inserção e outros subsídios diversos, estaremos com uma pobreza estruturada em Portugal acima dos 40 por cento da população.
Por isso mesmo, Fernando Nobre acentua não poder conformar-se e não aceita o que diz ser uma vergonha. “Há muita gente no nosso país a ter fome”, sublinha, acrescentando que é preciso mais humanismo e repensar uma nova ordem mundial.
Reconhece que Portugal evoluiu nos últimos anos, mas lamenta que nos estejamos a afastar da média europeia. Por isso, dirigindo-se aos jovens estudantes que estavam na plateia procurou sensibilizá-los para que não se deixem acomodar.
Em jeito de remate, e usando terminologia médica, falou de um hérnia estrangulada que urge operar para não rebentar e provocar situações mais graves. Diz que o país “tem” essa hérnia estrangulada, pelo que se torna imperioso agir de imediato. Antes de Fernando Nobre falou Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome, que ontem voltou a manifestar o seu desejo de ter uma instituição na Madeira, que se juntaria às 17 que já tem no país.
Lembrou que o seu banco sacia a fome a cerca de 250 mil portugueses e que tem o condão de transferir milhares de toneladas de alimentos que seriam destruídos e que são encaminhados para bocas famintas. Soluções para uma nova ordem? Considera que, por exemplo, deveria haver uma reeducação de comportamentos e incluir valores como a ética.
Finalmente, referência para o outro orador que falou da dimensão ambiental e de algo que considera ser mais preocupante que défices orçamentais ou dívidas públicas que admite possam ser sempre adiadas. Viriato Soromenho Marques referia-se, em concreto, ao que considera ser a dívida ontológica e estrutural que resulta do mal que se faz à Terra, a qual nos irá cobrar mais cedo ou mais tarde.
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Paulo Correia (AMI Nelas)

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