Assistência Social — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 — 0 Comentários
Ana Isabel Santos é a nova presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Carregal do Sal
No passado dia 21 de Janeiro, em plenário da comissão alargada, Ana Isabel Santos, psicóloga clínica, foi eleita nova presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Carregal do Sal, por todos os elementos constituintes da própria instituição.
Ana Santos, 28 anos de idade, casada, filha de Jorge Magalhães dos Santos e de Maria Isabel Fernandes Nunes dos Santos, de Fiais da Telha (Carregal do Sal), vai ser a responsável da CPCJ de Carregal do Sal nos próximos dois anos, presidindo tanto a comissão alargada como a comissão restrita. Para o desempenho do cargo, além da confiança depositada pelos 15 elementos da comissão alargada, acumula já uma experiência de três anos como membro da CPCJ, um sob a presidência de Luís Humberto Fidalgo e dois na presidência de Sandra Tenente, sua antecessora.
Como encara a sua eleição? A esta pergunta do «Farol da Nossa Terra», Ana Santos respondeu: “Sinto-me muito honrada e é com grande responsabilidade que passo a ocupar este cargo. É uma grande responsabilidade porque, em parte, eu quero estar à altura dos meus antecessores, eles fizeram um grande trabalho, um trabalho brilhante, e vou tentar dar o meu melhor e esforçar-me por ser uma boa presidente da CPCJ“.
Para Ana Santos é ainda cedo para falar do seu papel no cargo que ocupa, já que “a eleição é muito recente, foi só há uma semana”. O primeiro passo será traçar um plano de acção para 2009, com objectivos deliberados em reunião da Comissão, “no sentido de que as actividades sejam ainda melhores do que no ano passado”, segundo adiantou. Ressalva, no entanto, que teve “dois antecessores de grande qualidade, que desempenharam as suas funções sempre com grande seriedade”.
Contrariamente à disponibilidade dos seus antecessores, Ana Santos vai exercer o cargo em regime permanente, o que pode trazer vantagens à CPCJ. Questionada a esse respeito, confirmou: “A Comissão pode ter grandes vantagens por eu estar cá sempre a tempo inteiro, tenho total disponibilidade, 24 horas sobre 24 horas, para tratar dos assuntos da Comissão e, nesse aspecto, o trabalho pode sair beneficiado por existir maior acompanhamento das situações“. Contudo, acrescentou que a Comissão é uma equipa multidisciplinar em que todos trabalham em parceria uns com os outros, “uma vez que é representada por várias entidades e por várias pessoas de formação diferente, desde o direito, a saúde, a psicologia, o serviço social, mas com o objectivo comum e principal de proteger e defender as crianças do concelho”.
Também questionada nesse sentido, a presidente da CPCJ disse que no território do concelho de Carregal do Sal há uma série de processos de crianças em situações de risco e perigo que têm estado a ser acompanhados e que vão continuar a ser devidamente acompanhados, de forma a garantir o bem-estar e o desenvolvimento integral a essas crianças.
Para o efeito, a CPCJ funciona na modalidade alargada e na modalidade restrita. A comissão alargada funciona em plenário ou por grupos de trabalho para assuntos específicos e reúne, no mínimo, de dois em dois meses. A comissão restrita funciona em permanência e o seu plenário reúne sempre que convocado pela presidente, no mínimo com uma periodicidade quinzenal.
Na modalidade alargada, é constituída por 15 elementos, nomeadamente: uma assistente social representante do Município, um representante do Instituto de Solidariedade e Segurança Social, um médico representante do serviço de saúde, um representante das instituições Particulares de Solidariedade Social (Santa Casa da Misericórdia), um representante do Ministério da Educação, um representante da Associação de Pais (APDAE), um representante das associações desportivas, culturais ou recreativas (A Quinta), um representante das associações de jovens (IPJ), um representante das forças de segurança (GNR), quatro membros da Assembleia Municipal e dois técnicos cooptados pela Comissão (psicologia e serviço social).
Na modalidade restrita, a Comissão é constituída por 9 membros que integram também a Comissão alargada, designadamente: a presidente (eleita pela comissão alargada), o representante da Segurança Social, o representante do Município, o representante do serviço de saúde, o representante do Ministério da Educação, o representante das instituições particulares de solidariedade social, o representante das forças de segurança, um representante da Assembleia Municipal e uma técnica cooptada da área do serviço social.
Lino Dias
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