Sexta, 18 Mai 2012

Filarmónicas — Terça-feira, 25 Janeiro 2011 — 1 Comentário

Banda Filarmónica de São João de Areias rubricou entusiástico concerto em Penalva do Castelo

Imagem 025.jpg

Rodeou-se de grande entusiasmo popular a deslocação da Banda Filarmónica de São João de Areias a Penalva do Castelo, no domingo, 23 de Janeiro, para execução de um concerto na Igreja da Misericórdia daquela vila, às 15h30, a convite do Padre José António Almeida, pároco de Esmolfe, Ínsua, Sezures e Trancoselos, no arciprestado de Penalva do Castelo.

O alto nível musical da banda e a vontade de rever o pároco que tantos reconhecimentos e afectos granjeou na paróquia de São João de Areias, a qual teve de deixar em Setembro no ano passado para rumar até terras de Castendo, levaram a que muita gente daquela paróquia, e também de outras terras, acompanhasse a deslocação da banda. Além do autocarro da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, cedido para transporte dos músicos e dos instrumentos, e de duas carrinhas da Filarmónica, seguiram também dois autocarros propositadamente alugados com essa finalidade e meia dúzia de viaturas particulares.

Se o frio cortante e o tempo acentuadamente ventoso não demoveram tão numerosa comitiva de acompanhamento da banda, o mesmo se verificou por parte das gentes de Penalva do Castelo, apesar de ser dia grande de festa na região com a feira anual de Santo Ildefonso, apresentando-se a igreja com uma enchente que ultrapassou as três centenas e meia de presenças, entre as quais, além do pároco, se contavam o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penalva do Castelo, o director do Conservatório de Música de Santa Comba Dão, o presidente da Sociedade Filarmónica de Pinheiro de Ázere e alguns dos principais directores da Banda Recreativa e Musical de Penalva do Castelo.

Dirigido pelo maestro Pedro Carvalho, o concerto começou com The Maelstrom, de Robert W. Smith, Persis, de James L. Hosay, e Kyrill, de Otto M. Schwarz, três grandes obras, cuja dinâmica bem acentuada encheu a igreja de um virtuosismo impressionante. Seguiu-se Português Cantado, de Carlos M. Marques, num medley dos temas “Rua do Capelão”, “No teu poema”, “Procissão”, “Laurindinha”, “Pauliteiros de Miranda”, “Queda do Império”, “Vejam bem” e “Milho Verde”. Trata-se de uma rapsódia de melodias portuguesas bem conhecidas, sempre agradável de ouvir.

Se até aí o público já estava plenamente conquistado e rendido à qualidade musical da banda, mais encantado ficou, depois, com o prodigioso solo do saxofonista José Magalhães, professor do Conservatório de Música de Santa Comba Dão, natural de Penalva do Castelo, em Pequena Czarda, de Pedro Iturralde, e com a poderosa voz da vocalista da banda filarmónica, Cláudia Matos, também professora de música daquele Conservatório, no tema You Raise Me Up, uma lindíssima melodia de Josh Groban. Ambos estiveram superiormente acompanhados pela banda.

Foi, pois, em ambiente de arrebatamento geral que se deu, de seguida, vez aos agradecimentos e à entrega de lembranças. O Padre José António fez as honras da casa, enaltecendo a qualidade da banda e a tenra idade da maioria dos músicos, sem esconder as saudades que ainda o ligam a São João de Areias. Dirigiu agradecimentos ao provedor da Misericórdia pela cedência da Igreja, aos músicos, ao maestro, e a todas as pessoas presentes, com especial referência às que acompanharam a banda, à direcção da Filarmónica e ao director do Conservatório.

O maestro Pedro Carvalho fez os agradecimentos por parte da banda, dizendo sentir-se em casa, por ter raízes em Penalva do Castelo, de onde seu pai é natural. Deu a saber que o solo do saxofonista José Magalhães foi propositadamente preparado para este concerto, numa homenagem às gentes da sua terra, e salientou o facto de metade dos músicos da banda estudar no Conservatório de Música de Santa Comba Dão, fazendo menção de que muito se deve a eles a qualidade que a banda patenteia. Coube ao presidente direcção da Filarmónica, Vítor Borges, proceder à entrega de lembranças, com as quais agraciou o Padre José António e o saxofonista José Magalhães.

Por fim, dedicada ao grupo de senhoras de Penalva do Castelo que preparam o delicioso e farto lanche que se seguiu ao concerto, a banda interpretou a fantasia alfacinha Uma Noite em Lisboa, de Álvaro Reis. Os aplausos voltaram a estrondear na excelente acústica da igreja, com toda a gente de pé, o que se verificou ao longo de todo o concerto, por cada número interpretado.

Foi por entre a admiração de tanta qualidade em músicos tão jovens e por entre os mais rasgados elogios que esta grandiosa confraternização social e cultural viria a conhecer os seus derradeiros momentos na mui nobre vila Penalvense, então ocorridos nas modernas e espaçosas instalações da Banda Recreativa e Musical de Penalva do Castelo.

O adeus até à próxima foi dado nos autocarros, onde o Padre José António teve palavras carinhosas de retribuição à visita que os seus antigos paroquianos lhe fizeram.

Foi uma jornada em cheio!… Parabéns a todas as partes nela envolvidas!

Um Comentário

  1. SérgioSimões diz:

    Foi mais um grande concerto dos já vários realizados nestes ultimos tempos.
    Estão todos de parabens pela tarde maravilhosa em Penalva do Castelo, terra bonita.

Deixe um Comentário

Cronistas
Agenda
Agenda completa
Comentários Recentes
Últimos comentários