Quarta, 08 Fev 2012

Poesia — Sexta-feira, 21 Maio 2010 — 0 Comentários

Becos da minha aldeia

Minha aldeia é pequena

Com gente mui serena

Por ora se vão cruzando

Alguns dos campos vivendo

De seu trabalho colhendo

E nos becos vão passando.

.

Mas quando cai a geada

E os impede na canada

De chegar ao seu outeiro

Novos becos se deparam

E na canada reparam

Um desagradável lamaceiro.

.

E nesta pequena aldeia

Vai-se vendo volta e meia

O que ainda é tradição

Embora sem ordenado

Até pode ser reformado

Parar no beco é que não.

.

Por tudo se vê razão

Onde os becos ainda estão

Fazer arruamentos novos

Mas não vamos esquecer

Que já muito se viu fazer

Talvez mais que noutros povos.

.

Estou a falar das Forcadas

Das pessoas dedicadas

A viver em certos becos

Mas que hoje felizmente

Até têm casa decente

Foram melhorando seus tectos.

.

Assim a modesta povoação

Vai tendo mais população

Com mais gente e até beleza

Tem Parada por freguesia

É do Carregal concelhia

A linda vila portuguesa.

.

Por tudo aqui citado

O meu desejo renovado

Se não vou pedir demais

Mas acabar com as canadas

Vendo então melhores estradas

Mesmo dentro dos pinhais.

Barreiro, 20-05-2010 – ADELINO BORGES

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