Poesia — Sexta-feira, 21 Maio 2010 — 0 Comentários
Becos da minha aldeia
Minha aldeia é pequena
Com gente mui serena
Por ora se vão cruzando
Alguns dos campos vivendo
De seu trabalho colhendo
E nos becos vão passando.
.
Mas quando cai a geada
E os impede na canada
De chegar ao seu outeiro
Novos becos se deparam
E na canada reparam
Um desagradável lamaceiro.
.
E nesta pequena aldeia
Vai-se vendo volta e meia
O que ainda é tradição
Embora sem ordenado
Até pode ser reformado
Parar no beco é que não.
.
Por tudo se vê razão
Onde os becos ainda estão
Fazer arruamentos novos
Mas não vamos esquecer
Que já muito se viu fazer
Talvez mais que noutros povos.
.
Estou a falar das Forcadas
Das pessoas dedicadas
A viver em certos becos
Mas que hoje felizmente
Até têm casa decente
Foram melhorando seus tectos.
.
Assim a modesta povoação
Vai tendo mais população
Com mais gente e até beleza
Tem Parada por freguesia
É do Carregal concelhia
A linda vila portuguesa.
.
Por tudo aqui citado
O meu desejo renovado
Se não vou pedir demais
Mas acabar com as canadas
Vendo então melhores estradas
Mesmo dentro dos pinhais.
Barreiro, 20-05-2010 – ADELINO BORGES
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