Saúde — Segunda-feira, 8 Fevereiro 2010 — 0 Comentários
Câmara Municipal de Santa Comba Dão não concorda com as alterações dos serviços de saúde no Concelho
Em comunicado do Gabinete da Presidência, a Câmara Municipal de Santa Comba Dão dá conta de que “não concordou e não concorda” com as alterações propostas e agora concretizadas pelo Ministério da Saúde – Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões III, no que concerne à reestruturação dos serviços de saúde no Concelho de Santa Comba Dão.
Refere ainda: “O encerramento do SAP – Serviço de Atendimento Permanente (urgência) das 0h00 às 8h00 é uma perda efectiva em termos de respostas de saúde para a nossa população que terá de recorrer, em caso de emergência, ao Hospital de Tondela. Para além deste facto, os recursos físicos e humanos do qualificado Corpo de Bombeiros Voluntários de Santa Comba dificilmente conseguirão dar resposta suficiente e adequada aos serviços que, por via desta reestruturação, irão ser requisitados”.
Esta tomada de posição da Autarquia Santacombadense prende-se com a decisão tomada pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) em relação à desactivação das extensões de saúde/postos médicos nas freguesias de Pinheiro de Ázere, Óvoa e São Joaninho, no âmbito da reestruturação do Centro de Saúde de Santa Comba Dão e constituição da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP).
De acordo com essa reestruturação, os utentes daquelas extensões de saúde passam a ser utentes da sede da UCSP, em Santa Comba Dão, onde eram já realizadas algumas das actividades como saúde materna e saúde infantil, sendo-lhes garantidos cuidados nos períodos de ausência do médico de família (férias, folgas ou doença) e, diariamente, entre as 8.00 e as 20.00 h.
Para a Administração Regional de Saúde do Centro, a decisão do encerramento das três extensões de saúde foi feita a fim de “ser possível garantir o alargamento dos tempos de atendimento na Sede do Centro de Saúde, assegurar ao conjunto da população um atendimento atempado, de qualidade e em condições de igualdade”.
Perante este cenário, “a Câmara Municipal exige que se promovam os meios e se encontrem alternativas de forma a dar uma resposta adequada à população Santacombadense, 24horas por dia / 365 dias por ano, deixando assim, a curto prazo, um rasto de confiança nas alterações agora concretizadas”, afirma João Lourenço, presidente da Autarquia.
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