Quinta, 09 Fev 2012

Filarmónicas — Segunda-feira, 25 Fevereiro 2008 — 0 Comentários

CARREGAL DO SAL – Filarmónica de Cabanas de Viriato aprovou contas de 2007 e elegeu os corpos gerentes para 2008/2009

Imagem 001.jpgImagem 003.jpgReunida ontem à noite, a Assembleia-geral da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato aprovou as contas de gerência do ano 2007 e elegeu os corpos gerentes para o biénio 2008/2009.
Não correspondendo à grandiosidade da colectividade, apenas 12 sócios compareceram, além dos 20 directores que se posicionaram na Mesa da Assembleia.
Propostos em período antes da ordem do dia, foram aprovados um voto de pesar pelo falecimento de Vítor Vieira, sócio e antigo dirigente da Filarmónica, e um voto de louvor à Direcção, pela acção desenvolvida pela Direcção durante os dois anos do cessante mandato, com destaque dado à grande visibilidade que a instituição colheu nas deslocações da Banda à Cova da Piedade e ao Teatro da Trindade, em Lisboa, e à gravação do terceiro CD, entre outras iniciativas culturais, nas quais se incluiu a actividade do Grupo de Danças e Cantares e do Grupo de Dança Moderna.
O balancete das contas apresentou totais de 67.127,52 euros em receitas e de 79.766,69 euros em despesas, correspondendo-lhes um saldo negativo de 12.639,17 euros, o qual, absorvido pelo saldo positivo de 23.820,19 do exercício anterior, faz transitar para 2008 um saldo positivo de 11.181,02 euros. As verbas mais volumosas foram movimentadas com a Banda Filarmónica (receita de 6.950,00 euros, em serviços, e despesa de 35.264,46, em instrumentos, fardamento, remuneração do mestre, comissão dos músicos, transportes, etc.); donativos (11.760,00 euros da Câmara Municipal, e 5.781,50 euros de diversos); projecto ADICES (subsídio de 7.997,14 euros); manutenção das instalações (despesa de 3.946,30 euros); material informático (despesa de 5.750,86 euros); bailes (13.491,00 euros de receita e 9.972,12 euros de despesa); festas de Verão e Natal (receita de 4.697,00 euros e despesa de 6.379,70 euros); material publicitário (despesa de 2.442,19 euros); gravação de CD (despesa de 4.104,29 euros e donativo da Câmara Municipal de 1.000,00 euros); bar (receita de 7.730,84 euros e despesa de 3.188,43 euros, excluindo luz e água); quotas dos sócios (2.843,00 euros); serviços do Grupo de Danças e Cantares (receita de 1.720,00 euros e despesa de 1.176,34 euros).
Tanto os responsáveis do Grupo de Danças e Cantares, António José Seabra, e do Grupo de Dança Moderna, António Fernando Loureiro, como o presidente da Assembleia-geral, José Pereira Dias, teceram críticas à Câmara Municipal por continuar a não actualizar o valor do subsídio à Sociedade Filarmónica. “A qualidade tem custos, o subsídio não pode ser o mesmo desde há 10 anos!“, acentuou o presidente da Mesa da Assembleia.
Também o DVD que a Câmara Municipal mandou fazer acerca dos valores culturais do concelho foi alvo de críticas, mais incisivas por parte de António Loureiro, queixando-se que, além de não dar visibilidade ao seu grupo de dança, não recebeu uma cópia do DVD, nem as encontrou à venda. “A não ser que a Câmara os tenha lá para museu!“, comentou.
Estou preocupado com a falta de participação dos sócios nestas assembleia de uma casa com estes pergaminhos, é confrangedor não termos aqui o carinho dos sócios, fico triste por ver as assembleias com mais gente quando alguém rouba alguma coisa e, se calhar, devíamos roubar em vez de darmos o nosso trabalho“, lamentou-se Francisco António Campos, presidente da Direcção. Para o mesmo, as deslocações da banda à Cova da Piedade e ao Teatro de Trindade são momentos marcantes do historial da colectividade.
Ao afirmar que esperava a presença de mais sócios e o aparecimento de uma lista para os novos órgãos gerentes, Francisco António Campos manifestou-se orgulhoso do trabalho que esta Direcção desenvolveu, concluindo: “Estamos de consciência tranquila, não podemos abandonar o barco de qualquer maneira, farei mais dois anos de mandato“. Houve unanimidade na recondução do elenco directivo, no qual irão ser introduzidas algumas alterações, face à indisponibilidade de alguns elementos. A Assembleia-geral continuará a ser presidida por José Pereira Dias e o Conselho Fiscal por José Manuel Pinto Pereira.

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