Poesia
Aí estão os emigrantes!
Sexta-feira, 16 Julho 2010
De muitas terras distantes Sempre os nossos emigrantes Já se apressam a regressar É sempre com alegria Ver chegar um qualquer dia E a família abraçar.
Os pensadores do tempo
Sexta-feira, 9 Julho 2010
Há em muitas personalidades Um exprimir sem jeito Embora se percebam as idades Não há pensador perfeito.
Portugal em terras de África
Quinta-feira, 24 Junho 2010
Na sua estreia a selecção Deu-nos pouca motivação Lembrando porque apostamos Com a Costa de Marfim Fomos cautelosos até ao fim E não se verificaram danos.
Nobres sem nobreza
Quarta-feira, 2 Junho 2010
Persiste ainda a tradição De um tratar de ocasião O senhor nobre sem nobreza Atribuíam-se-lhe os inhos Aos então nobrezinhos Olhando à sua riqueza.
Continuação do meu fado
Sábado, 29 Maio 2010
A todos já disse que nasci Mas também falei da idade E se em Parada cresci Do meu fado tenho saudade. . Meu fado está na memória Por tudo ser conhecido Do meu povo não há história O que me deixa entristecido.
Pensamento no imaginário
Sexta-feira, 28 Maio 2010
Persiste no imaginário Persiste no impossível À roda de um diário Se deslumbra o terrível. . Acorda-se em pensamento A ver tão lindos cabelos Deslumbrado no momento Sem sequer poder vê-los.
Becos da minha aldeia
Sexta-feira, 21 Maio 2010
Minha aldeia é pequena Com gente mui serena Por ora se vão cruzando Alguns dos campos vivendo De seu trabalho colhendo E nos becos vão passando.
Alma moribunda
Quarta-feira, 19 Maio 2010
Alma minha que abraçaste Meu corpo quando nasci Não sei por onde andaste Se existo dependo de ti. . Se do Oriente vieste Ou desta minha região No teu regresso soubeste Parar nesta Nação.
Incerteza Amorosa
Terça-feira, 11 Maio 2010
Contemplo, inutilmente, da noite surge, Que pela diferença me vai passar, Escrevendo, a dar da fala, pouco urge. O que da noite escura pode encontrar Se por bécos onde decos depreende Num apreço do revesso, sem pensar. . Se eu mesmo, escutei o circunscrito, Muito embora da maneira mais singela, Desta forma me atrevo ver [...]
Os meus Poemas
Quinta-feira, 6 Maio 2010
Olhando, tenho em frente No meu modesto escritório, Como pai, tive de presente Retalhos do meu reportório. . E nesta grande maravilha, Jamais de mim sai, Da grande surpresa, da filha, Oferecendo no dia do pai.
ÀS TANTAS SÃO QUANTAS?
Terça-feira, 4 Maio 2010
Quantas vezes olhaste o matizado horizonte Quantas vezes ansiaste pela madrugada Quantas vezes quiseste saciar tua sede nas fontes Quantas vezes sonhaste sem dar por nada Quantas vezes invejaste o cume dos montes Quantas vezes deste por ti de cara mal humorada, Tantas foram, mas não me contes Tantas foram que não se contam de [...]
Pesca do meu Mondego
Segunda-feira, 3 Maio 2010
Longe já vão os tempos De carpas nem sabias Pesca desses momentos Era barbos e enguias. . Era na Foz do Dão Antes de Penacova Que havia distinção De lampreia da cobra.
Dia da Mãe – Dedicado a todas as mães do Mundo
Sábado, 1 Maio 2010
Mãe eu já não tenho Há muito que partiu Ela foi e viu ganho Porque ao Céu subiu. . Tão humilde fora E rica em ternura Qual Nossa Senhora Tão cheia de brandura.
25 de Abril jamais será esquecido
Domingo, 25 Abril 2010
Seria enorme ingratidão Diria mesmo desventura Esquecer na nossa Nação Que se pôs fim à ditadura. . Já cantei saco de poemas Mesmo antes de alegre dia E se agora existem dilemas Não culpem a democracia.
Temporal
Sexta-feira, 23 Abril 2010
Desta vez aconteceu No distrito de Viseu Santa Comba e Carregal Onde o granizo caiu E as culturas destruiu Grande foi o temporal.
Dos Sábios aos Sabidos
Quinta-feira, 22 Abril 2010
Neste mundo de ninguém Muita palestra vezes vem De quem pensa saber tudo Onde muitos convencidos Que dos Sábios aos Sabidos Nem precisam de canudo.
O alerta do Planeta
Segunda-feira, 19 Abril 2010
Num impulso natural Forte, claramente vivo Qual fenómeno abismal Ao Mundo revela perigo; Imensa nuvem vulcânica Os céus tolda num manto De cinzas em panorâmica Desenvolvidas com espanto.
O palecete do Passal
Domingo, 18 Abril 2010
Que sentem os habitantes, Do Passal tão amantes, Em Cabanas de Viriato, Vendo restos do guerreiro Herói do Mundo inteiro Naquele triste aparato?
D’um Paradense – A semana Santa
Segunda-feira, 29 Março 2010
Oh Primavera, sorridente, Que nos lembras, o antigamente, Do passado em Belém! Hoje, as láus, se cantam, Que da Bendita Terra, se encantam, De onde a fé do Cristão vem. Depois de tão vís actos, Decretados de Pôncio Pilatos, Num julgamento amargurado. Porque Judas falseou, Por tudo o que se passou, Se viu Cristo, crucificado.
D’um Paradense – Aos Emigrantes
Sábado, 27 Março 2010
Não foi por esquecimento, Porque no meu pensamento, Recordo os amigos, distantes. Mas, vendo passar o tempo, Acho agora o momento, De falar aos emigrantes. Espalhados, por todo o Mundo, O meu apreço, é profundo, Pelo respeito e amizade. Se passados estes anos, Que nem sempre encontramos, Onde matar a saudade.
D´um Paradense – O realizado camponês
Quinta-feira, 25 Março 2010
Ditoso é quem vive de suas eiras, Vendo seu desejo alcançado Procurando, de vez em quando, que nas feiras, Troque, ou mesmo compre, novo gado. . Seus produtos, do trabalho, lá do campo, Com aplicação do esforço, dia a dia. Movimenta ele, a charrua, em qualquer canto, E é nessa terra que então tudo se [...]
D’um Paradense – A Camões
Terça-feira, 23 Março 2010
Quando na alma pesar tua raça
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre, a glória que não passa,
Em teu poema, de heroísmo e de beleza.
Génio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a beleza:
Poeta e soldado… em teu brilho sem ter jaça
O amor da grande pátria portuguesa.
D’um Paradense – Da crista do meu talegre
Domingo, 21 Março 2010
Lá, da crista, Tábua eu via,
De minhas costas, tinha Currelos.
E, Parada, pelo poente surgia,
De, nascente, arejos belos.
.
Mas, quando, na tulha penso,
Se depressa, aos vales chegava.
Hoje, até fico apenso,
Com a terra revoltada.
As épocas dos tempos
Quinta-feira, 18 Março 2010
E, do Condado, saiu Nação,
Pequeno País a nascer.
Com raça, e ambição,
Por filho, a mãe, combater.
.
Mas se filho, grande Senhor,
Com sua mãe em despique.
Dando a Portugal seu amor,
O ainda Infante, Henrique.
D´um Paradense – Não anseies pelo que não vejas
Sábado, 13 Março 2010
Neste Mundo tão comovido,
Procura ser o mais valente.
Mas, percorre-o descontraído,
Com espelho à tua frente.
Concentra-te sem leviandade,
Respeitando-te, fielmente.
Mas mantém sempre a amizade,
Com quem te segue atentamente.

