Útil — Quarta-feira, 16 Julho 2008 — 1 Comentário
Crianças com armas nas escolas…
Muito se tem falado na violência que existe nas escolas e talvez tenha sido o incidente ocorrido na escola secundária Carolina Michaelis que despertou a atenção para esta temática. Mas este caso, apesar do aparato, talvez tenha sido o menos grave, pois o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, já afirmou que “há alunos que levam pistolas de 6,5 e 9 mm para as escolas. Para não falar de facas, que são às centenas”. Ora, isto é deveras preocupante.
A resolução deste problema não passa apenas pela denúncia destes casos ao Ministério Publico e aos órgãos de polícia criminal, é necessário também intervir, de forma a sensibilizar as crianças, os pais e os educadores.
Estas crianças ou jovens precisam de acompanhamento psicopedagógico, pois este tipo de crianças não se preocupa com os outros, tentando enganar, ridicularizar e amedrontar os colegas, chegando por vezes a ferir fisicamente.
Aos pais, talvez, seja necessário explicar a perigosidade das armas e as consequências que o uso destas podem acarretar, porque, mesmo parecendo óbvio, ainda há pais que não têm noção do perigo que os seus filhos e colegas correm. Mesmo que as armas sejam de plástico, é importante informar e sensibilizar os pais para este tipo de comportamento indesejado. O meio familiar é um meio que transmite ideais, valores, e a família, no fundo, é o modelo para a criança. Se uma criança cresce num ambiente familiar que recorre à agressão para resolver conflitos conjugais ou que tem um certo isolamento social, que exibe uma rejeição paterna dos filhos ou a utilização de castigos corporais, ou que apresenta antecedentes familiares de condutas anti-sociais, talvez esta criança adopte como modelo comportamental a sua própria família, porque cresceu assim, e nem sequer põe isso em causa. É de grande importância uma intervenção a nível familiar, de forma a corrigir alguns comportamentos menos desejados na família, com o objectivo de as crianças não adoptarem modelos comportamentais violentos e anti-sociais.
Num caso de ameaça ou de agressão por parte de um aluno, o professor deverá tentar manter a calma, tentando também acalmar o aluno, de forma a evitar uma situação mais grave. Como tentativa de auxiliar os professores agredidos verbalmente ou fisicamente, foi criada a linha SOS Professor, que também presta apoio jurídico, psicológico e psicopedagógico.
Estas situações são muito preocupantes, pois não nos podemos esquecer de que estas crianças e estes jovens que adoptam este tipo de comportamentos desviantes são os nossos futuros adultos. Por isso, é imprescindível a intervenção psicopedagógica, para corrigir e também, de uma certa forma, prevenir outros tipos de comportamentos indesejados.
Lara Guina
Psicóloga Clínica
www.filomarketing.eu/psicologa
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CONCORDO INTEIRAMENTE COM O QUE A DRA. LARA DEFENDE NESTE ARTIGO. E,POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA,SEI QUE AS ESCOLAS QUE TÊM APOIO DE BOAS PSICÓLOGAS PARA OS ALUNOS, PAIS, PROFESSORES E AUXILIARES OBTÊM RESULTADOS MUITO POSITIVOS.
SÓ LAMENTO QUE HAJA TANTAS PSICÓLOGAS NO DESEMPREGO QUANDO FAZEM TANTA FALTA NOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO. ESSA É UMA DAS GRANDES LACUNAS COM QUE NOS DEBATEMOS, MAS NÃO PODEMOS DE DEIXAR DE LUTAR, SOBRETUDO QUANDO VAMOS TENDO CONHECIMENTO QUE O PROBLEMA DA VIOLÊNCIA AUMENTA CADA VEZ MAIS E COM CRIANÇAS CADA VEZ MAIS NOVAS.