Poesia — Quinta-feira, 25 Março 2010 — 1 Comentário
D´um Paradense – O realizado camponês
Ditoso é quem vive de suas eiras,
Vendo seu desejo alcançado
Procurando, de vez em quando, que nas feiras,
Troque, ou mesmo compre, novo gado.
.
Seus produtos, do trabalho, lá do campo,
Com aplicação do esforço, dia a dia.
Movimenta ele, a charrua, em qualquer canto,
E é nessa terra que então tudo se cria.
.
Autónomo, ele domina qual Sansão,
Mesmo quando a neve o apanha todo.
Também pelo calor do próprio Verão,
Ele se encaminha, mais ligeiro para o povo.
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E, com o animal, lá vai andando,
Com a vara vai tocando o pobrezinho.
Que arrasta a carroça, e vai lavrando,
Com os anos, até já sabe o caminho.
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E seu dono, que de alegre o assobia,
Por tudo, ele se sente satisfeito.
Porque quer demonstrar sua alegria,
Do quanto, com o animal assim foi feito.
.
E das sementes, que na terra vai deixando,
Aguarda pelos frutos, noite e dia.
De seu acolho, assim se vai alimentando,
Por tudo isso ele merece, esta poesia.
.
Sente na alma a mais modesta postura,
Mas tem seu génio, genuíno Português.
Pelo grande amor, tão famoso n`agricultura,
De pobrezinho, um grande homem, assim e fez.
.
Descontraído, de abundância, vai vivendo,
E em suas terras se encontra refugiado.
Houvesse jovens que com ele, aprendendo,
com novos meios,não chegaríamos, a este estado.
.
Mas pelo Universo, só maneiras saltitantes,
Porque a juventude anseia mais além.
Tão rebeldes são agora estudantes,
Não querem campo, nem pensam, viver bem.
.
Está na hora de mostrar algum amor,
Para ajudar esta Pátria, delicada.
Se da charrua se passou a tractor,
Acho que todos devem procurar a sua enxada.
.
Barreiro
25-03-2010
Adelino Borges
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“Comentários para quê”! Todos já conhecemos as capacidades do amigo Adelino Borges, fonte inesgotável de poesia, adequada muitas vezes como o caso presente, ao quotidiano de todos nós nomeadamente, de quem vive no meio agrícola.
Aquele abraço.
Moreira Lopes