Quarta, 08 Fev 2012

Poesia — Quinta-feira, 4 Março 2010 — 0 Comentários

D’ um Paradense – Os funcionários públicos (greve)

Uma greve nesta altura,

Não se devia realizar,

Dado que é uma aventura,

Podendo o ordenado faltar.

.

Eu não tiro a razão,

Seu direito é legal,

Mas nesta ocasião,

Só atrasam Portugal.

.

É que entre os cidadãos,

Até são privilegiados,

Como empregados da Nação,

São-lhe garantidos os ordenados.

.

Se apelos à crise existem,

No País, miséria temos,

Não há dinheiros que resistem,

Mesmo sabendo quem ganha menos.

.

Não serão só os privados,

Que o cinto devem apertar,

Porque agora em todos os Estados,

Os privilégios podem acabar…

.

E depois? quem vai ganhar?

Será que vai durar sempre,

O ordenado atempar,

Com a greve de tanta gente?

.

Por isso assim me atrevo,

De fazer este pedido,

Sabendo que até nem devo,

Para não se zangarem comigo.

.

Mas estou preocupado,

Ao ver tanta destruição,

Sabendo que tudo parado

Não é a melhor ocasião.

.

Se por um lado se pede ajuda,

Aos Governantes e privados

Duvido que alguém acuda,

Com tantos desempregados.

.

Mas enfim, há liberdade,

Nesta democracia plena,

Com greve, de oportunidade,

Não sei se valerá a pena….adelino.jpg

.

Barreiro

03-03-2010

Adelino Borges

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