Poesia — Quinta-feira, 4 Março 2010 — 0 Comentários
D’ um Paradense – Os funcionários públicos (greve)
Uma greve nesta altura,
Não se devia realizar,
Dado que é uma aventura,
Podendo o ordenado faltar.
.
Eu não tiro a razão,
Seu direito é legal,
Mas nesta ocasião,
Só atrasam Portugal.
.
É que entre os cidadãos,
Até são privilegiados,
Como empregados da Nação,
São-lhe garantidos os ordenados.
.
Se apelos à crise existem,
No País, miséria temos,
Não há dinheiros que resistem,
Mesmo sabendo quem ganha menos.
.
Não serão só os privados,
Que o cinto devem apertar,
Porque agora em todos os Estados,
Os privilégios podem acabar…
.
E depois? quem vai ganhar?
Será que vai durar sempre,
O ordenado atempar,
Com a greve de tanta gente?
.
Por isso assim me atrevo,
De fazer este pedido,
Sabendo que até nem devo,
Para não se zangarem comigo.
.
Mas estou preocupado,
Ao ver tanta destruição,
Sabendo que tudo parado
Não é a melhor ocasião.
.
Se por um lado se pede ajuda,
Aos Governantes e privados
Duvido que alguém acuda,
Com tantos desempregados.
.
Mas enfim, há liberdade,
Nesta democracia plena,
Com greve, de oportunidade,
.
Barreiro
03-03-2010
Adelino Borges
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