Adelino Borges, Opinião — Sábado, 6 Março 2010 — 0 Comentários
D`um paradense: A recente greve
Atrevi-me a escrever,
Para fazer compreender,
Qual transtorno da Nação.
Afinal só quem escutou,
Pelo País assim honrou,
O dever de cidadão.
.
Começo por lamentar,
Ver tanta gente a protestar
Desde finanças e hospitais,
Não esquecendo escolas,
Onde até não haviam bolas,
Mas alunos com os pais.
.
Não sou contra os sindicatos,
Mas repudio seus actos,
Na actual conjectura.
Dentro dos seus privilégios ,
Até lhes pagam os remédios,
E ainda querem mais fartura.
.
E quem paga os prejuízos,
Dos nossos impostos atribuídos,
Se as escolas foram fechadas
Pais e alunos descontentes,
Porque ao encontrarem correntes,
Ficaram decepcionadas?
.
Mas também nos hospitais,
De alguns médicos, nem sinais,
E enfermeiros faltaram.
Estarão assim tão mal pagos,
Todos estes servidores do Estado
E os doentes não operaram?
.
Até a loja do cidadão,
Nesta aguda ocasião,
Algumas portas não abriu.
Se de urgência criada,
Para resolver papelada,
A pouca gente serviu.
.
Depois há queixas de tudo,
E porque se tem um canudo
São cidadãos de primeira,
Porque se fossem privados,
Logo seriam criticados,
.
Barreiro
05-03-2010
Adelino Borges
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