Festas — Segunda-feira, 30 Junho 2008 — 2 Comentários
Espectáculo, cor e alegria no reviver da tradição das marchas populares da freguesia de São João de Areias
Repetiu-se na noite de sexta-feira da passada semana, dia 27 de Junho, a tradição das marchas populares da freguesia de São João de Areias, manifestação popular que, apesar de ser parte integrante dos festejos anuais em honra de São João e São Pedro, assume particular envolvimento das povoações participantes, com organização independente, nesta celebração da quadra festiva dos santos populares.
Este ano, pela primeira vez, a marcha de São João de Areias não se juntou às habituais marchas de Castelejo, Cancela e Póvoa dos Mosqueiros, devido à sua ensaiadora e principal dinamizadora ter sofrido um acidente de viação, que a incapacitou de preparar a marcha e dar-lhe o seu dinâmico e, conforme percebido, imprescindível contributo. Por parte da organização das marchas, nos agradecimentos finais, ainda foi perguntado “Onde está S. João de Areias?”, o que mais fez notar a imprescindibilidade desse contributo.
Mesmo com a falta da sua marcha, São João de Areias ficou favorecida em relação ao desfile, uma semana atrás, das marchas da própria freguesia em Santa Comba Dão, beneficiando da participação da marcha da Póvoa dos Mosqueiros, que não desfilou na sede do concelho por, no mesmo dia, a maioria dos seus pares ter viajado numa excursão a Espanha, marcada antes de ser conhecida a data do desfile em Santa Comba Dão.
Deslumbrando com os seus trajes, coreografias e decorações uma multidão que terá ultrapassado os dois milhares de espectadores, apinhados por tudo quanto era espaço em redor do Largo do Pelourinho, junto à Igreja Matriz, as marchas mostraram um surpreendente esplendor e um garbo que a todos fascinou.
Determinado por sorteio, exibiu-se primeiro a marcha da Cancela, denominada “Rios Dão e Mondego com o povo beirão no coração“, e composta por 16 pares dançantes, 4 arcos e 10 acompanhantes, levando à frente, sobre rodas, um barco de pesca com as suas mascotes. Os elementos femininos trajavam blusa prateada com mangas azuis, saia azul com faixa de boás, bandolete e sabrinas prateadas, e fitas azuis e brancas na mão. Os homens vestiram-se de camisa branca, calça escura, laço azul, faixa prateada e boás na lapela.
Segunda a desfilar, a marcha “Fungagá“, de Póvoa dos Mosqueiros, apresentou-se composta por 45 elementos. O seu nome foi adoptado da letra da canção “Olhó Balão”, do filme “Canção de Lisboa”. Representando as lavadeiras do Rio Mondego, os elementos femininos usavam saia verde com manjericos, blusa bege dourado com rosa ao peito, chinela branca e cabelo apanhado com lenço verde. Com traje alusivo aos pescadores do rio, os elementos masculinos apresentaram-se com calça bege dourado, camisa verde e peixe ao peito, lenço no pescoço, chapéu de palha e socos brancos e verdes.
Encerrou o desfile a marcha “Cravos e Manjericos” de Castelejo, composta por 32 dançantes, 8 acompanhantes, 4 arcos, 6 chapéus e um carro enfeitado com vasos de manjericos. Os trajes femininos apresentavam saia branca com duas faixas vermelhas, blusa vermelho luminoso e sapato vermelho, enquanto que os homens vestiam calça preta, camisa branca e colete vermelho luminoso.
Todas elas marcaram pontos na sua coreografia: a das marchas da Cancela e da Póvoa dos Mosqueiros mais fiel à história e à tradição das suas gentes, e mais exuberante e modernizada a de Castelejo. Nesse aspecto, salientaram-se o lençol de água coreografado pela marcha da Cancela em pano azul, a encenação da lavadeira e da peixeira na marcha de Póvoa dos Mosqueiros, e o espectáculo de pirotecnia da marcha de Castelejo.
Qualquer das marchas merece nota máxima, sobretudo pelo empenho e pelo sacrifício com que algumas dezenas de pessoas, por simples carolice, se juntam e esforçam para proporcionar um espectáculo popular digno de apreço e admiração, bem merecedor dos parabéns e dos agradecimentos que a organização lhes dirigiu no final das actuações.
“Porque sem sangue não se fazem morcelas”, como se disse, os agradecimentos foram também dirigidos à Câmara Municipal de Santa Comba Dão, à Junta de Freguesia de São João de Areias, ao Centro Recreativo da Póvoa dos Mosqueiros, ao Centro Cultural e Recreativo de Castelejo, ao Grupo Desportivo da Cancela, à Sociedade Filarmónica de São João de Areias, à Sociedade Lealdade Pinheirense, ao Grupo de Cantares de São João de Areias, às costureiras e aos músicos.





Lino Dias
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Parabéns para Castelejo que estavam muito bonitos e obrigado por continuarem com as tradições que são sempre muito bonitas de ver. Beijinhos a todos. e um beijinho especial para a Carla ensaiadora de São João de Areias as nossas melhoras.
alguma dica para fazer arcos para as marchas c idosos? responda para o e-mail dani_coelhinha_3@hotmail.com