Quinta, 09 Fev 2012

Autarquias — Terça-feira, 20 Julho 2010 — 0 Comentários

Feriado Municipal de Carregal do Sal homenageou Aristides de Sousa Mendes e empresários do concelho

Imagem 004.jpgComemorado ontem, 19 de Julho, o feriado municipal de Carregal do Sal homenageou Aristides de Sousa Mendes e empresários do concelho, em sessão solene realizada da parte da manhã no salão nobre dos Paços do Concelho.

Mantendo os moldes de anos anteriores, o programa das cerimónias foi iniciado com a habitual missa de sufrágio pelos autarcas e funcionários falecidos, celebrada na Igreja de S. Brás, às 9h30. Uma hora depois procedeu-se ao habitual ritual do hastear da bandeira na Praça do Município, abrilhantado com toque da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal e com guarda de honra conjunta de bombeiros das corporações de Carregal do Sal e Cabanas de Viriato e de socorristas da Delegação da Cruz Vermelha de Oliveira do Conde.

As cerimónias prosseguiram no salão nobre, que registou assistência inferior à de anos anteriores, com pouco mais de meia centena de presenças, a maioria constituída por autarcas e individualidades convidadas.

Num primeiro painel, respeitante à homenagem a Aristides de Sousa Mendes, tomaram lugar na mesa de honra Atílio Nunes, presidente da Câmara Municipal, Artur Saraiva, presidente da Assembleia Municipal, e Humberto Fidalgo, vice-presidente da Câmara, ali na qualidade de membro da Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

Após a saudação e os agradecimentos do presidente da Câmara na abertura da sessão, seguiu-se a referida homenagem, tendo a mesma, sob a denominação «Perpetuar os valores do Humanista, na passagem dos 125 anos do seu nascimento», constado da visualização de uma gravação em DVD da peça “Desobediência ou Acto de Consciência?”, que o grupo de teatro “Mãos à Obra!”, do Núcleo de Animação Cultural de Oliveirinha (NACO), encenou e estreou em 2004 por ocasião das comemorações dos 50 anos da morte de Aristides de Sousa Mendes. Antes da projecção do DVD, José Manuel Figueiredo, presidente da Direcção do NACO, descreveu alguns pormenores relacionados com a peça e a actividade do NACO.

A peça surpreendeu todos quantos ainda não a tinham visto, bem como todos aqueles que pouco conheciam do acto heróico de Aristides de Sousa Mendes, sentindo-se o salão envolvido de um ambiente de profunda emoção, sentida da mesma forma nos aplausos que soaram no final da projecção do DVD.

Numa “súbita e imprevista intervenção”, segundo o próprio a referenciou, Hermínio Cunha Marques declamou um soneto de sua autoria em memória de Aristides de Sousa Mendes, intitulado “Teve Sol Este Feriado Municipal”. Igualmente extra programa, também Carlos Adolfo Abranches d’Aguiar foi convidado a usar da palavra, intervindo na qualidade de familiar de Aristides de Sousa Mendes.

Constituindo-se, depois, um outro painel, também presidido pelo presidente da Câmara, deu-se vez à intervenção dos empresários convidados, subordinada ao tema “Mercado Interno, Globalização e Emprego em Tempo de Crise”. Representando três das mais significativas empresas sedeadas no concelho, usaram da palavra Mary Gonçalves, gerente da Dimoldura, Molduras e Componentes, Unipessoal Lda; Jorge Mota, economista da Global Wines/Dão Sul; Fernando Tavares Pereira, presidente do conselho de administração do grupo TAVFER, e os consultores deste grupo de empresas Mário Vicente, Carlos Rabaçal e Paulo Teixeira.

Mary Gonçalves falou da situação do mercado e da influência da crise económica, dando a saber que a Dimoldura beneficiou este ano dessa crise com a diminuição de empresas no fabrico de portas, produto que, face a essa situação, a sua empresa voltou a produzir. Concluiu a sua intervenção com a seguinte convicção: “Quem conseguir ultrapassar esta crise, sairá reforçado”.

Para o economista da Global Wines/Dão Sul, o caminho seguido por Portugal com o investimento estrangeiro, a par da globalização da Europa e da deslocalização de empresas, “trouxe consequências extremamente gravosas para o nosso país”. Ao referir-se à aposta da Europa, a partir de 2000, nas pessoas empreendedoras e mais nas pequenas e médias empresas, frisou Jorge Mota: “Esperamos que o poder público olhe mais para os empreendedores”. Esta afirmação deu-lhe ocasião para referenciar a Dão Sul como um conjunto de pessoas empreendedoras, com emprego qualificado, sendo esta qualificação obtida através de programas internos específicos e do recrutamento de talentos.

Por parte do grupo TAVFER, Mário Vicente, em nome Núcleo Empresarial do Interior e Beiras, com sede em Oliveira do Hospital, abordou a recente criação de uma plataforma de desenvolvimento da Beira Interior e a importância que a mesma irá ter na região, abrangendo o concelho de Carregal do Sal, segundo disse. Além do referido Núcleo Empresarial, são parceiros dessa plataforma a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, o Instituto Politécnico de Coimbra e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital.

A instalação de uma central fruteira em Tábua e de uma central vitivinícola na região do Douro foram seguidamente anunciadas por Fernando Tavares Pereira, depois de ter descrito as áreas em que o grupo TAVFER intervém, referindo-se ainda a um projecto de florestação para esta região. Recomendou, então, a “quem nos governa” que não mude de ideias todos os dias, “respeite os empresários”, justificando: “Quando planeamos um projecto é para o futuro e tem sido um problema muito grande para o nosso desenvolvimento quando, depois, os protocolos não são respeitados”. Depois disso, falou de outros novos projectos do grupo, entre eles a construção de mais um hotel no Algarve, a abertura de mais centros de inspecção de automóveis e a intervenção nas áreas da inspecção do trabalho e dos consumíveis, neste caso com abertura por todo o país de lojas comerciais. Segundo deu a saber, o grupo TAVFER tem 800 funcionários e uma facturação anual de 150 milhões de euros.

Carlos Rabaçal apresentou-se como técnico do grupo TAVFER com o papel de implementar os projectos e procurar que sejam aprovados. Foi nessa qualidade que se pronunciou sobre um projecto ligado às pirólises, que representa, segundo disse, “um avanço enorme na região”. Trata-se de uma central de conversão de biomassa florestal em óleo vegetal, estilhas e outros derivados, a implantar no Parque Industrial Sampaio, de Carregal do Sal, indo o estudo de impacto ambiental ser entregue até ao final do corrente mês de Julho.

Paulo Teixeira (ex-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva) fez notar que grupo TAVFER está espalhado por mais de 70 concelhos do país e que a internacionalização tem sido um dos grandes motores de desenvolvimento deste grupo empresarial. Comentou a esse respeito: “Quem não se internacionaliza tem os dias contados”. A requalificação dos activos foi outro aspecto que o mesmo apontou como fundamental para o desenvolvimento do grupo.

“Demos uma lição de vontade de trabalho e de conquista de mais emprego”, afirmou Atílio Nunes na sua intervenção de encerramento da sessão solene. Guardou para essa ocasião a informação de que teve uma reunião com o vice-presidente das Estradas de Portugal e o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital onde se chegou a um entendimento quanto ao melhoramento da estrada entre os concelhos de Carregal do Sal e Oliveira do Hospital, incluindo a substituição da ponte sobre o rio Mondego. Deu ainda a saber que também a União Comercial da Beira (UCB) e a EuroRalex foram convidadas a estar representadas no painel respeitante aos empresários, tendo, no entanto, ambas declinado o convite, no caso da UCB por impossibilidade de presença e no caso da Euroralex por falecimento de um familiar. Foi com o agradecimento aos Bombeiros, à Cruz Vermelha, ao NACO, aos empresários e aos convidados que o presidente da Câmara encerrou a sessão solene.

Lino Dias

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Apresentação das empresas representadas no painel
“Mercado Interno, Globalização e Emprego em Tempo de Crise”

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DIMOLDURA, MOLDURAS E COMPONENTES, UNIPESSOAL L.DA

Dimoldura está instalada em Carregal do Sal desde Agosto de 1995 tendo iniciado a laboração a 2 de Maio de 1996. Dedica-se, desde então, à produção e comercialização de molduras/perfis em MDF (derivado de madeira) dirigidas essencialmente ao mercado da construção (carpintaria) e do mobiliário, mas também à decoração e (com tendência ascendente) ao mercado da bricolage.

Dos 25 postos de trabalho iniciais (todos jovens à procura de primeiro emprego), emprega actualmente cerca de 90 pessoas de várias idades.

Do turno fixo, passou a laborar em Maio de 1997 a laborar em dois turnos rotativos, tendo mesmo laborado em três turnos, enquanto decorreram o projecto e as obras de construção de nova nave industrial.

O volume de facturação no 1.º Semestre de 2010 conta com um aumento, em comparação com o mesmo período do ano transacto, de 20%, e a actual carteira de encomendas detida pela Dimoldura inspira confiança para enfrentar o 2.º semestre, ainda que com alguma prudência, tendo em consideração as previsões macro-económicas e as dificuldades próprias, sobejamente conhecidas, do principal sector alvo – o mercado da construção.

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GLOBAL WINES/DÃO SUL

A Global Wines/Dão Sul é o espelho da Visão Empreendedora e Inovadora dos seus sócios desde 1989.

Desde o início tem como missão a divulgação dos vinhos do Dão a nível nacional e internacional. Rapidamente esta missão abrangeu mais regiões, estando neste momento representada nas principais regiões vitivinícolas portuguesas e além mares no Brasil, onde produz vinhos únicos e premiados no Paralelo 8,59º.

Esta visão reconhecida nacional e internacionalmente está relacionada com a dinâmica da equipa enológica e dos restantes profissionais, que apostam forte, ano após ano, nos vinhos de alta qualidade, premiados e publicamente reconhecidos.

A sua paixão pelos vinhos faz com que se mantenham na vanguarda do sector vitivinícola português.

São já muitos os prémios e reconhecimentos de 90 a esta data e, recentemente, o vinho tinto Paço dos Cunhas de Santar 2009 foi galardoado com a mais alta distinção, Grande Vinho do Dão, no concurso organizado pela comissão vitivinícola do Dão.

O Grupo cresceu e tem na agenda concretizar o aumento da sua capacidade produtiva de vinho, também do queijo e azeite, tendo presentemente as seguintes Quintas, associadas ao Enoturismo: Quinta do Cabriz; Casa de Santar; Paço dos Cunhas de Santar; Quinta dos Grilos; Sá de Baixo; Quinta do Encontro; Martim Joannes Gradil; Herdade do Monte da Cal e Vinibrasil.

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GRUPO TAVFER

São cerca de 35 anos de actividade intensa sob o lema de «trabalho e mais trabalho».

A actividade do Grupo é bastante diversificada, passando pelo sector automóvel (centros de inspecções); turismo; indústria e construção; energias renováveis; agricultura e silvicultura; imobiliário; comércio; serviços e saúde.

O Grupo está implementado em Portugal, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Moçambique e Bulgária.

Alicerçado no lema atrás mencionado e crente na determinação e capacidade de trabalho, nomeadamente das gentes do Interior, tem criado e potenciado, ao longo dos anos, todas as condições, por mais pequenas que possam parecer, para aproveitar as oportunidades, «primeiro ao pé da porta, depois um pouco mais longe e assim por diante», como sói dizer-se.

Quanto ao futuro e nos exactos termos das palavras do seu administrador, o Grupo irá tentar consolidar a sua presença nos sectores mais estratégicos e continuar atento a novas oportunidades de negócio, sem perder de vista a participação cívica em prol do desenvolvimento do Interior, nomeadamente das Beiras.

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DEPOIMENTOS

Imagem 052.jpgROGÉRIO MOTA ABRANTES, proprietário e administrador da EURORALEX, apesar de não ter integrado o painel de empresários, marcou presença entre a assistência, na qualidade de vereador. «Farol da Nossa Terra» questionou-o sobre a importância dada aos empresários do concelho na comemoração do feriado, tendo respondido:

- “É uma maneira diferente daquela que estávamos habituados de comemorar o Feriado Municipal e na minha opinião, até porque foi aprovado em reunião de Câmara, a que eu pertenço, penso que é uma maneira boa de o comemorar, porque demos a palavra às pessoas que fazem com que a nossa terra, o nosso concelho, siga em frente”.

Questionado sobre o que teria dito se tivesse feito parte do painel de empresários, respondeu:

- “Falaríamos não só do que aqui foi dito, mas também um pouco mais daquilo que se está a passar em todo o mundo, porque, no fundo, temos que compreender que se algo está errado é porque também muito se tem errado no mundo, até porque o convite era para falar sobre a globalização, e penso que foi pouco focado esse aspecto. Focou-se mais as empresas que estavam aqui representadas, apesar de haver uma outra intervenção em que esses aspectos da globalização, dos mercados internacionais, foram focados, mas muito pouco, e eu penso que isso seria, talvez, a parte mais importante que deveria ter sido desenvolvida neste fórum”.

Solicitado a pormenorizar o que teria dito, adiantou:

- “Falando da globalização, nós temos que nos sentir um pouco frustrados com a globalização que está a ser feita no mundo, porque uma globalização selvagem, o que eu chamo àquela que está a ser feita, não pode ser aceite pela Europa da maneira que está a aceitar e, portanto, a Europa está a pagar neste momento a factura daquilo que aceitou. Não é compreensível que uma Europa que defende os direitos humanos, que defende os direitos sociais, se subestima a países em que nenhum desses direitos existem e, no entanto, são os produtos desses países que nos invadem a preços que sabemos de antemão que não são reais, só o são porque as pessoas que lá trabalham 16 ou 18 horas vivem numa situação miserável, e só assim é possível invadir a Europa com esses produtos. Isso era aquilo que, na minha opinião, devia ter sido focado aqui e não foi, infelizmente. Esta é a minha opinião, o que não quer dizer que não gostasse da intervenção das pessoas”.

Impunha-se perguntar o que diria sobre a sua empresa. Respondeu:

- “Não falaria muito da minha empresa, não era a altura própria para falar da minha própria empresa, até porque o tema proposto sugeria que se falasse de outras coisas”.

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Imagem 051.jpgPAULO TEIXEIRA, questionado, na condição de ex-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, portanto pessoa habituada a comemorações do género, sobre a impressão com que ficou acerca da comemoração deste Feriado Municipal, afirmou:

- “Foi a primeira vez, desde que saí da Câmara Municipal, que assisti a uma cerimónia, não no espaço onde estive durante doze anos, mas noutro município. Naturalmente, quem passa tantos anos como eu passei no poder local, são cerimónias que nos marcam. Por isso é que assisti com muito respeito à passagem dos Bombeiros, da Cruz Vermelha, ao render da guarda, ao hastear das bandeiras. No nosso concelho não era hábito fazer esta cerimónia, mas acho que é uma cerimónia muito bonita, porque vermos subir a um mastro a bandeira nacional e as bandeiras de um município e da União Europeia é um marco que se regista, e depois a própria cerimónia em si, dentro do salão nobre, com a homenagem a um homem que eu não conhecia, mas do qual li uma referência num jornal há cerca de três ou quatro anos e, na altura, com essa curiosidade, comprei um livro sobre Aristides de Sousa Mendes, com o título O Cônsul. A homenagem a esse grande português, a passagem pelos empresários da região, que relataram um pouco daquilo que vão fazendo aqui no concelho e no país, foi uma cerimónia interessante e que me marcou, ainda mais agora estando a colaborar também com um empresário desta região”.

Solicitado a esclarecer que tipo de colaboração está a dar ao grupo TAVFER, esclareceu:

- “É uma relação profissional, em todas as áreas em que os meus conhecimentos possam ser aplicados e onde o empresário em causa possa necessitar da minha colaboração. Colaboro também com outras empresas a nível nacional e sinto-me perfeitamente realizado nesta matéria. A minha actividade profissional desenvolveu-se junto de grupos económicos antes de chegar à Câmara Municipal. Depois, quando chegamos a um lugar como presidente de Câmara, nós passamos a ter formação em tudo, nas áreas da Saúde, da Educação, do Emprego, do Desenvolvimento Económico, do Planeamento e Urbanismo, etc. Como são tantas as áreas a que os empresários estão sujeitos no seu percurso profissional, como no caso do empresário em causa, que tem investimentos na área da saúde, na área da imobiliária, na área turística, na área dos serviços, procuro, dentro das minhas possibilidades, ajudar o desenvolvimento do país, que bem precisa, porque temos muitas potencialidades, mas, claro, temos que as saber aproveitar e estar no sítio certo da acção”.

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Teve Sol Este Feriado Municipal

Em Memória de Aristides de Sousa Mendes

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Venho escrevendo, já há muitos anos,

Que o Dia dedicado ao Município,

Devia erguer bem alto em frontispício

Seus filhos mui notáveis, mais humanos!…

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E neste antigo chão de Lusitanos,

Vejo agora surgir desse princípio

O Homem Bom, que ao salvar dum tal suplício

Muitas vidas, sofreu pesados danos!…

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De Sousa Mendes, Cônsul Português,

Que tão caro pagou p’lo bem que fez,

Três marcos temporais aqui espelho:

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Cento e vinte e cinco anos que nasceu,

Setenta, quando os vistos concedeu,

E hoje, ele tanto orgulha este Concelho!…

19-07-2010

Hermínio Cunha Marques

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O autor acrescentou ao soneto:

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Era bom pôr nos versos esta adenda

Sobre o Cônsul, em seu memorial,

Finalmente o País deu-lhe uma prenda:

- O restauro da Casa do Passal!…

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Mas os anos correndo, vão passando

E a Casa é só ruínas. Até quando!…

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