Quinta, 09 Fev 2012

Filarmónicas — Terça-feira, 26 Janeiro 2010 — 0 Comentários

Filarmónica de Cabanas de Viriato aprovou contas de 2009 e elegeu os corpos gerentes do biénio 2010/2011

Imagem 002.jpgA Assembleia Geral da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato reuniu no passado domingo, 24 de Janeiro, pelas 21h30, para apreciação e votação do relatório de contas de 2009 e eleição dos corpos gerentes para o biénio de 2010-2011, com participação de 36 sócios, incluindo os 23 directores que se agruparam na Mesa de condução dos trabalhos.

Antes de colocar as contas à aprovação dos sócios, o presidente da Assembleia Geral, José Pereira Dias, teceu críticas à Câmara Municipal de Carregal do Sal, acusando que a Filarmónica “recebe menos 200 euros agora do que há 15 anos atrás”. Entre outros argumentos, comparou que nessa altura a Filarmónica não tinha uma escola de música a funcionar, a banda tinha metade dos músicos e não havia a dança moderna. “Há ranchos que recebem uma verba, há grupos de dança moderna que também a recebem, não podemos admitir que seja ignorado desta forma o trabalho que estamos a fazer, esta casa não pode continuar a ser tratada assim”.

Apresentando totais de 41.393,01 euros em receitas e de 35.592,02 euros em despesas, as contas viriam a sair aprovadas por unanimidade. As receitas de maior valor referem-se a bailes, festas e outros eventos (22.416,14 euros), subsídios da autarquia (12.050,00 euros, sendo 11.800,00 da Câmara e 250,00 da Junta de Freguesia), donativos (4.819,17 euros) e receitas de sócios (1.618,00 euros). As despesas mais onerosas dizem respeito a publicidade, deslocações, alimentação e despesas de secretaria (9.832,09 euros), bailes, festas e outros eventos (22.745,19 euros), equipamento informático e de som e outros investimentos (3.017,80 euros).

Além das contas, foram postos à votação, por proposta do presidente da Assembleia Geral, louvores à Direcção, pelo “brilhante trabalho que fez”, e a Evaristo Neto, maestro da Banda, Rui Costa, responsável do Grupo de Danças e Cantares, e António Loureiro, fundador e responsável do Grupo de Dança Moderna. Todas as votações colheram unanimidade dos sócios presentes.

Nenhuma lista foi apresentada para a eleição dos novos corpos gerentes, mostrando-se toda a equipa directiva cessante, liderada por Francisco António Campos, presidente da Direcção desde há quatro anos, decidida a não continuar em funções. “Não é possível que exista uma equipa tão coesa, tão trabalhadora e tão disponível como esta”, afirmou o presidente da Assembleia, mas dizendo compreender a desmotivação do presidente da Direcção ante o “virar de costas da Câmara, que nem sequer resposta dá a cartas que lhe foram enviadas”. Associou ainda essa desmotivação ao facto de ter aparecido “borrada” uma placa com o nome do saudoso presidente da Filarmónica e da Junta de Freguesia, Júlio Mendes, questionando: “Será que a paga a quem tanto dá pela sua terra é ter um dia o nome assim borrado?!”.

Imagem 003.jpgA insistência de alguns sócios para que a equipa directiva fosse reconduzida acabou por produzir efeitos, tendo o presidente da Direcção, após um intervalo para conversação com os restantes elementos, anuído à recondução da mesma equipa directiva, mas com a condição de se demitir daqui a seis meses “se tudo estiver na mesma” em termos de apoios da Câmara. Acto contínuo, o vice-presidente da Direcção, Luís Abreu, colocou o lugar à disposição, devido à sua condição de vereador da Cultura. “Pelo lugar político que ocupo na Câmara, não devo continuar a desempenhar a função de vice-presidente da Filarmónica, é com alguma mágoa que ponho o lugar à disposição”, justificou. “Compreendo esse dever de transparência”, afirmou, por sua vez, o presidente da Direcção, acrescentando: “É com pena que perdemos o Luís, mas sabemos que podemos contar com ele no lugar que está a desempenhar na Câmara e como sócio, ele gosta tanto disto como eu ou qualquer um de nós”.

O novo elenco directivo manterá Francisco António Campos como presidente da Direcção, José Pereira Dias na presidência da Assembleia e José Manuel Pinto Pereira à frente do Conselho Fiscal. Vão haver mexidas noutros lugares, algumas directamente resultantes da substituição do vice-presidente da Direcção.

Lino Dias

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