Sábado, 04 Fev 2012

Filarmónicas — Domingo, 10 Fevereiro 2008 — 0 Comentários

Filarmónicas são escolas de vida e autênticos conservatórios

Imagem 010.jpgA frase em título pertence a António Mano, regente de bandas filarmónicas durante 35 anos, entre elas a Banda da GNR, ultimamente mais dedicado a causas nobres e à criação de obras musicais, e foi proferida por ocasião do Concerto de Páscoa, de 2007, da banda da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato, apresentado em sede própria.
É uma frase que sintetiza claramente a importância das escolas de música no seio das Filarmónicas, como verdadeiros “alfobres” de jovens executantes, garante da actividade e do futuro das bandas filarmónicas.
Ontem, dia 9, tivemos oportunidade de assistir a um dos ensaios dos alunos da escola de música da Sociedade Filarmónica de São João de Areias com vista à próxima audição pública dos mesmos, provavelmente no Domingo de Pascoela, com lugar no salão de festas da própria colectividade.
Lembrando o estrondoso êxito obtido com a audição do Concerto de Reis, realizado em Janeiro, na Igreja Matriz de São João de Areias, acredita-se que essa nova audição atingirá idêntico êxito. Sob direcção do maestro Pedro Carvalho, as crianças da escola de música deram mostras no ensaio de que, da sua parte, há garantia de outro excelente espectáculo.
Nesse mesmo dia também a Filarmónica de Santa Comba Dão, em sede própria, apresentou uma audição pública dos seus alunos da escola de música. Actividades idênticas se multiplicarão por outras Filarmónicas, o que atesta a realidade da frase aqui posta em título.
Portanto, cabe a quem de direito cumprir a horas e em pleno, perante acordos estabelecidos, no que respeita a apoios e subsídios às “escolas de vida e autênticos conservatórios” em cada concelho. Não basta uns trabalharem no “duro”, gratuitamente, fazerem o êxito, e depois haver “louros” para quem está em falta!
Imagem 002.jpgImagem 015.jpgNoutro alcance, vem isto também a propósito da notícia “Música portuguesa contra ME” que o EXPRESSO publicou ontem sobre a petição online da esmagadora maioria de grandes compositores, intérpretes e músicos, já com mais de 11 mil subscritores, “Contra o Fim do Ensino Especializado da Música em Portugal” e pela “Defesa do Ensino Artístico em Portugal“.
Realça aquela notícia que “o número é valorizado pelo estatuto dos assinantes: a nata da música portuguesa”.

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