Quinta, 09 Fev 2012

Conservatório — Segunda-feira, 2 Março 2009 — 2 Comentários

Inauguração do Conservatório de Música e Artes do Dão – Uma jornada inesquecível e de orgulho colectivo

conservatório.jpgNascido por acção de um conjunto de vontades expressas por pessoas que trabalhavam a Cultura, principalmente na área da música, e autorizado a ministrar cursos básicos de Acordeão, Clarinete, Flauta Transversal, Guitarra/Viola Dedilhada, Oboé, Percussão, Piano, Saxofone, Trombone, Trompa, Trompete, Tuba e Violino, o Conservatório de Música e Artes do Dão (CMAD), sedeado na Casa da Cultura da cidade de Santa Comba Dão, funciona desde Setembro do ano passado, em regime escolar, dando início à sua actividade no ano lectivo 2008/2009.

A adesão inicial de alunos ultrapassou as expectativas dos directores do CMAD, desde logo com 120 alunos matriculados, entre os 10 e os 12 anos de idade, para Cursos de Iniciação, abertos a alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade, e Cursos Básicos de Instrumento, destinados a alunos do 5.º ao 9.º ano de escolaridade. Além destes cursos, foi aberto um Curso Livre, para pessoas a partir dos 13 anos de idade.
Decorrido cerca de meio ano de funcionamento, o CMAD regista actualmente um total de 170 alunos. Tendo estes já atingido um nível apreciável de conhecimentos musicais e de canto, entenderam os directores do Conservatório que era altura oportuna para avançarem com a cerimónia oficial de inauguração do CMAD, associada a uma demonstração dos conhecimentos adquiridos pelos alunos. Optando-se pela data de 28 de Fevereiro, isso foi, efectivamente, concretizado durante a tarde daquele dia.
A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, era o membro do Governo aguardado para presidir as cerimónias, mas fez-se representar por Luís Capucha, presidente da Associação Nacional para a Qualificação (ANPQ), acompanhado por Engrácia Castro, directora da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC). Entre outras individualidades convidadas, estiveram também presentes João Lourenço, presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão; António José Correia, vereador da Educação e Cultura; Leonel Gouveia, adjunto do Gabinete de Apoio ao Governador Civil de Viseu; Manuel Rocha, director do Conservatório de Música de Coimbra; António Nora, director da Academia de Música de Cantanhede; Maria Madalena Dinis, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária da Santa Comba Dão; António Manuel Venâncio, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas e Jardins-de-Infância de Santa Comba Dão. Os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho de Santa Comba Dão, os presidentes dos Conselhos Executivos dos Institutos Educativos de Lordemão e Cantanhede, e os presidentes de direcção das Filarmónicas de Santa Comba Dão, São João de Areias e Pinheiro de Ázere contavam-se igualmente entre os convidados.
O descerramento de uma placa comemorativa, à entrada das instalações que o CMAD ocupa na Casa da Cultura, deu início às cerimónias. Após visita àquelas instalações, seguiu-se uma sessão solene na galeria de exposições da Casa da Cultura, que incluiu a assinatura do protocolo de parceria entre a empresa Edições Convite à Música (ECM), entidade titular do CMAD, ali representada pelos sócios gerentes Paulo Gomes e Luís Matos, e a Câmara Municipal de Santa Comba Dão, representada pelo próprio presidente.
Ao iniciar os discursos de circunstância, Paulo Gomes, que acumula o cargo de director pedagógico do CMAD, realçou a acção da DREC e do Ministério da Educação na forma como se “conseguiu fazer chegar a música onde era impensável”. Nessa acção, salientou ainda o facto de a Câmara Municipal ter apostado desde o princípio na ECM como coordenadora das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), sublinhando: “Agarrámos a oportunidade que a Câmara nos deu e nós mostramos a nossa arte com as nossas crianças”. Nos agradecimentos que então fez, incluiu também o Conselho de Acompanhamento Local e as escolas que assinaram o protocolo com a ECM, da qual destacou a sua “estrutura muito profissional”. Numa alusão ao futuro, assegurou que o Ministério de Educação não vai dar por tempo perdido a aposta neste Conservatório.
“Apesar de tudo o que façam para que a Educação continue como estava antes, a Sra. Ministra vai continuar com a sua vontade de avançar com as soluções que propôs”, começou por dizer Luís Capucha, orador seguinte, adiantando que “vêm aí mais novidades”. Apontou “a pequenez do ensino artístico, que estava subdesenvolvido”, como uma das lacunas que existiam a nível do Ministério da Educação. “O primeiro passo foi o mais difícil”, disse a esse propósito, considerando a música, tal como outras artes, uma necessidade para o bom nível de vida. “Este Conservatório é um exemplo da excelência do que temos vindo a fazer no país e penso que pode arrojar-se a projectos mais elevados”, referiu então, incitando: “Que cada dia as coisas sejam melhores que no dia anterior, também com melhores equipamentos, todos os anos queremos olhar e ver que estamos melhor”.
Cabendo-lhe encerrar os discursos, o presidente da Câmara confessou que “não acreditava que se pusesse tão rápido este projecto a funcionar” e agradeceu às entidades que pugnaram para que isso tivesse sido possível. “Têm havido resultados fabulosos a nível das Actividades de Enriquecimento Curricular e a que me surpreendeu mais foi a música”, disse João Lourenço, sublinhando que esse renascer da música no concelho deu um impulso às próprias Filarmónicas, reconhecendo também que a nível do desporto e do inglês os resultados são apreciáveis. Deu, por isso, os parabéns ao Governo, considerando que “nesta área tem feito um óptimo trabalho, não só com estas actividades, mas também na construção dos Centros Educativos”.
Para o autarca santacombadense, o CMAD “foi mais um patamar de um sonho” que passa pela utilização do edifício da antiga Escola n.º 1 de Santa Comba Dão, o qual, após recuperado, permitirá avançar-se para outras actividades artísticas do CMAD. Ao referir isso, João Lourenço salientou: “Esse será o tal sonho que a ECM e a Câmara Municipal têm a nível regional, e até nacional, em relação às artes e, pelos resultados já conseguidos, vale a pena continuar a acreditar”. Para o presidente da Câmara o que importa agora é definir estratégias de futuro da música e das artes em Santa Comba Dão, considerando “este um bom exemplo de que só com parcerias entre as entidades privadas e públicas é que o nosso país evolui e que se pode continuar a acreditar que é possível vencer as dificuldades”.
Terminada a sessão solene, as atenções viraram-se para o auditório da Casa da Cultura, onde foram realizados dois espectáculos com a Orquestra do CMAD a repetir a sua actuação, dada a numerosa adesão de público, impossível de acolher num único espectáculo. De cada vez, às 15h00 e às 17h30 (intervaladas por um Porto de Honra para convidados e entidades), o auditório ultrapassou as 350 presenças, numa jornada histórica, tanto a nível de assistência como de êxito artístico.
Com apresentação segura de Vítor Alexandre, cada espectáculo dividiu-se em duas partes. Dirigida pelo maestro Vasco Negreiros, a Orquestra iniciou o primeiro espectáculo com o tema de abertura “Coriolano”, op 62 em Dó menor, de Beethoven, frequentemente incluído nas apresentações das orquestras sinfónicas. Esta soberba interpretação, beneficiada com a beleza presencial de um coro de cerca de centena e meia de alunos do CMAD em fundo de palco, a todos surpreendeu, até aos mais habituados a espectáculos de alta qualidade sinfónica, e desde logo fez antever que se iria assistir a algo de extraordinário, jamais imaginado naquele palco e com produção do CMAD.
As surpresas prosseguiram com uma breve apresentação de crianças das classes de iniciação musical a pronunciarem excertos da Carta dos Direitos das Criança, com acompanhamento da Orquestra, em tema intitulado “Direitos das Crianças”, de Luís Matos e Fernando Paulo Gomes. Continuaram com o tema “Afrika”, da banda sonora do filme “Amistad”, nomeado para 4 Óscares, entre os quais o de Melhor Banda Sonora, em que a Orquestra teve acompanhamento de canto pelo referido coro de alunos, o que redundou numa soberba interpretação, deixando o auditório completamente extasiado.
“É um milagre isto estar a acontecer aqui”, comentou o experiente jornalista Jorge Bastos, da RTP (Viseu). “Estive a viver na Alemanha e nunca pensei vir encontrar uma coisa destas no nosso país”, confessou Luís Capucha, presidente da ANPQ. A manifestações como estas, juntavam-se, tema a tema, retumbantes aplausos. Repetiram-se em nova prestação da Orquestra e coro, dessa vez no tema “Quando Acreditas”, da banda sonora do filme da Walt Disney “O Príncipe do Egipto”, um dos mais belos filmes dos últimos anos, que segue a história bíblica de Moisés.
Passou-se depois à segunda parte do espectáculo, preenchida com intervenções das classes instrumentais do CMAD. Exibiram-se as classes de Trompete, Trompa, Trombone e Eufónio no tema “Toccata”; classe de Piano em “Dance Ancienne” e “Reindeer Rock”; classe de Flauta de Bisel em “Cânon” e “Mice and Crickets”; classe de Guitarra em “Danza Pastorale”; classe de Clarinete em “Na Quinta do Tio Manel” e “Yesterday”; classe de Percussão em “Rock Trap”; classe de Saxofone em “Ave Verum”; classe de Flauta Transversal em “Allegro”; e classe de Violino em “Cavalinho Salta” e “Tema”. Os aplausos sucederam-se em cada uma das intervenções, misturados com uma pontinha de orgulho dos pais e familiares dos alunos que executaram aqueles temas.
O segundo espectáculo fez repetição de toda aquela programação, mas em sentido inverso, portanto, iniciado com as intervenções das classes instrumentais e finalizado com a prestação da Orquestra e coro. Logicamente, houve também repetição nos aplausos e nas manifestações de admiração.
“Espero que nos voltemos a encontrar muitas vezes nesta casa”, disse Paulo Gomes nos agradecimentos finais, consciente de que o êxito alcançado nesta apresentação daquilo que o CMAD conseguiu já concretizar lhe vai exigir ainda mais empenho.
Foi, em toda a plenitude, uma jornada inesquecível e de orgulho colectivo, que resultou numa confirmação categórica da qualidade de ensino que o CMAD pratica.

Recolha de depoimentos

PAULO GOMES
Imagem 058.jpgP (pergunta) – O que representa este dia para o Conservatório?
R (resposta) – A inauguração é um marco importante na vida duma instituição. Esta inauguração que fizemos contou com a participação de tanta gente que tivemos de fazer dois espectáculos, porque a adesão foi muito grande. É o reconhecimento oficial e público do trabalho que se vem desenvolvendo no Conservatório de Música de Santa Comba Dão. Procurámos fazer um bom espectáculo e mostrámos às pessoas que o ensino da música em Santa Comba Dão é uma realidade e que neste momento , apesar de termos começado há muito pouco tempo, já é possível mostrar grande qualidade. Portanto, associado à inauguração, quisemos mostrar à população e às entidades aquilo que o Conservatório já logrou atingir.

P – Sobre a afirmação que o Sr. Presidente da Câmara fez de que o Conservatório está no primeiro patamar e que há-de evoluir para outros sonhos, o que tem a dizer?
R – Depois do que hoje aqui mostrámos, é justo que se acredite que o Conservatório tem condições para mais altos voos. Em princípio, iremos também dar prioridade a outras artes, principalmente a dança, que será a área de ensino que nós tentaremos abordar de seguida. Depois, há muitos projectos que podem ser concretizados que temos em mente mas que têm de amadurecer.Temos bastantes projectos e é um facto que serão, com toda a certeza, projectos inovadores para o concelho e região.

P – Quantos alunos frequentam presentemente o Conservatório?
R – Tem 170 alunos. São alunos de iniciação, alunos dos cursos articulados, que têm nas escolas uma parte do currículo, alunos do curso supletivo e alunos de curso livre. Neste curso livre cada um escolhe o seu percurso escolar e a área que quer aprofundar dentro do estudo música.

P – Está confirmado que o Conservatório vai alargar a sua acção de ensino a Carregal do Sal?
R – Sim! O Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, onde se engloba a EB 2/3 de Carregal do Sal, assinou um protocolo com o Conservatório e vai ser uma escola de referência para o próximo ano, o que significa que os alunos que frequentam esta escola passarão a ter aulas de algumas disciplinas dentro das instalações desse Agrupamento. O mesmo aconteceu com o Agrupamento de Tábua, que também já assinou um protocolo com o Conservatório.

R – Que tipo de ensino vai o Conservatório ministrar nesses concelhos?
P – Para as disciplinas teóricas, os alunos terão aulas na sua própria escola. O estudo do instrumento, que é uma disciplina com uma hora individual, será feito no Conservatório. Todas as disciplinas são disciplinas do currículo oficial, têm avaliação igual às outras disciplinas: a matemática, as ciências, etc. Os alunos do ensino artístico escolheram este percurso académico e, até ao 9.º ano de escolaridade, fazem um paralelismo com o 5.º grau do Conservatório de Música.

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JOÃO LOURENÇO
Imagem 059.jpgP – Depois de tudo o que hoje foi dado a apreciar pelo Conservatório, o que representa este dia para Santa Comba?
R – É um dia importante, embora o Conservatório já estivesse a funcionar, mas hoje, pelo menos, fica marcada simbolicamente a parceria que foi estabelecida entre a Câmara Municipal e as Edições Convite à Música. O grande problema que muitas vezes nós temos, quem executa coisas, quem estabelece parcerias, quem lança obras, etc., é a visibilidade que elas têm e, se calhar, muita gente em Santa Comba não sabia que tinha esta infra-estrutura aqui. Daqui para a frente, já há muito mais gente que vai saber que existe o Conservatório de Música e Artes do Dão, funciona na Casa da Cultura, dá aulas de música desde tenra idade, e é um local onde se podem tirar cursos superiores de música. Portanto, é importante, acima de tudo, por isso.

P – Disse, na sua intervenção, que não esperava que em tão pouco tempo o Conservatório nascesse. Por que o afirmou?
R – Porque nós estamos habituados também a que, quando se avança com um projecto, haja sempre um sítio qualquer onde ele emperra. Dou um exemplo muito simples: Nós iniciámos com toda a força e toda a vontade a questão do Centro de Estudos Estado Novo, ou Museu Estado Novo, como queiram chamar, e isso emperrou, emperrou num determinado local, pois há dois anos que temos, sem resposta, um pedido de declaração de utilidade pública duma parte dos terrenos. Quando há uma entidade qualquer que decide, por sua auto recreação, empatar, emperrar um determinado processo, esse processo não anda, mas neste caso, felizmente, isso não aconteceu, e por isso eu dei os parabéns à Sra. Directora Regional da Educação do Centro e ao representante do Ministério, porque souberam ultrapassar essas dificuldades. Muitas vezes estas chefias intermédias, que existem dentro dos organismos, acham-se muito importantes e emperram os processos todos, com prejuízo da população, que era o que aconteceria aqui se tivesse emperrado como é habitual. Para mim foi uma novidade, mas por outro lado também uma grande satisfação saber que isto em pouco mais de um mês se colocou em pé e se conseguiu que o Conservatório fosse homologado, ou que, pelo menos, o Ministério da Educação tivesse reconhecido o Conservatório como entidade para prestar este serviço à população e passar diplomas. Depois, a Câmara fez a parte que lhe competia, que foi disponibilizar o espaço e ajudar na sua adaptação. Portanto, cá estamos!

P – Fez promessa de umas outras instalações para o Conservatório. Sobre isso, o que tem a dizer?
R – Não chamaria promessa, até para tirar essa conotação negativa que geralmente têm as promessas, ou seja, eu só acredito nas promessas que se fazem a Nossa Senhora de Fátima, porque são baseadas na fé! O resto das promessas, sobretudo as dos políticos, eu não acredito nelas, embora isto possa ter alguma coisa de contraditório dito por quem desempenha um cargo político. Mas eu acredito em projectos e os projectos têm um corpo, têm uma visibilidade, têm uma substância, e este projecto tem uma substância, tem um objectivo, tem uma finalidade. Não pode ser desenvolvido exclusivamente aqui, na Casa da Cultura, e por isso pretendemos que a Escola Básica n.º 1 de Santa Comba Dão, mantendo toda a estrutura arquitectónica exterior, seja transformada para poder acolher o Conservatório, para dar sentido à palavra Artes que faz parte da designação. Até pode acontecer que o ensino da Música se mantenha na Casa da Cultura, mas ainda é prematuro tomar uma decisão a esse respeito.

P – Houve dois elogios que fez ao Governo, apesar de ser da oposição, um acerca do Conservatório e o outro acerca dos Centros Educativos. Em relação ao Conservatório já o justificou… e quanto aos Centros Educativos?
R – Relativamente aos Centro Educativos não se tratou de um elogio, foi uma constatação! O que disse mantenho-o, porque quando as coisas são bem feitas nós devemos reconhecê-las, sejam elas feitas por quem quer que seja. A nossa postura tem que ser essa, não pode ser outra, não é dizer mal por dizer, porque eu sou do Benfica e aquele é do Sporting ou do Porto ou de qualquer outra cor! Há coisas boas em todo o lado e deve-se reconhecer o que é bem feito, e a reforma que foi feita a nível da Educação Básica é fundamental para o desenvolvimento do país. Não tenho a mínima dúvida que estamos no caminho certo! Finalmente o ensino básico foi contemplado, porque até aí todas as intervenções eram feitas ao nível das Universidades, na remodelação dos cursos. Eu próprio, quando andei a tirar o meu curso, passei por três remodelações de instalações, de professores, etc, etc. Na Escola Secundária, a mesma coisa, uma série de remodelações ao longo destes anos, depois do 25 de Abril. O Ensino Básico e o Pré-Escolar foram sempre completamente esquecidos, e agora, finalmente, decidiu-se mexer a sério no Pré-Escolar e no 1.º Ciclo, através da mudança de instalações e da concentração de alunos, porque já não fazia sentido ter escolas com 5, 6, 7 alunos, nem salas onde se lecciona da 1.ª à 4.ª classe e, portanto, acho que o Governo nesse sentido trilhou o caminho certo e não é pelo facto de não partilhar os mesmos ideais políticos que o deixo de dizer publicamente.

P – Quem teria gostado de ouvir isso era a Sra. Ministra!… Sabe a que se deve a sua ausência?
R – E ouviria, com certeza, se tivesse vindo! Não faço ideia por que é que não veio, não foi explicado. Temos, obviamente, suspeitas sobre a razão da Sra. Ministra ter cancelado a visita, mas não me compete fazer conjecturas. Não vou aqui afirmar que foi porque estava prevista uma manifestação dos Sindicatos dos Professores. Sinceramente, não sei. Espero, como disse na minha intervenção, que não tenha sido por motivos de saúde, isso é que era grave, o resto são questões laterais que em nada dignificam os envolvidos!…

Lino Dias

2 Comentários

  1. Vitor Borges diz:

    A intenção faz as malas e perde o comboio. A vontade vai a pé… e chega!
    Foi sem dúvida uma festa fantástica e uma demonstração de como, com trabalho, dedicação e convicção, se conseguem fazer muitas e boas coisas.
    Mesmo aqueles que eram contra e que achavam que o Conservatório vinha retirar os alunos às Filarmónicas tiveram que se render às evidências. Não lhe ficava mal retratarem-se.
    Quero dar os parabéns a todos, mas muito em especial ao prof. Paulo. 1 Abraço

  2. Peter diz:

    Este Srº Vitor Borges é realmente o expoente máximo da visão suprema…

    Um grande abraço para si.

    E.T.

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