Opinião — Segunda-feira, 28 Dezembro 2009 — 8 Comentários
Misericórdia
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José Craveiro
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Na próxima quarta-feira, 30 de Dezembro, teremos eleições para os Corpos Gerentes da Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal.
A Misericórdia tem de se reger, sobretudo, por valores cristãos de respeito pela dignidade da pessoa, de justiça, de caridade, de primazia dos valores do espírito, da ética e da moral, sobre os valores materiais.
Neste acto eleitoral a Irmandade é chamada a ajuizar sobre quem melhor saberá interpretar e aplicar os princípios cristãos já enunciados. Com quem, os idosos confiados ao seu cuidado, serão tratados como pessoas com direitos e com dignidade; a gestão dos bens será feita em função de aumentar e melhorar os serviços prestados e a satisfação das necessidades dos mais carentes; os trabalhadores serão orientados e terão condições para prestarem cuidados de qualidade.
Foram esses princípios que, durante os últimos dois anos, quis que norteassem o desempenho do Presidente da Mesa da Assembleia Geral e me obrigaram a expressar a minha discordância, explicando o desacordo quanto à forma, quanto aos princípios e quanto às prioridades, com que a actual Mesa Administrativa geriu os interesses da Irmandade e sobretudo da sua obra social.
Embora muitas vezes praticamente só, na denúncia dos abusos, da má gestão e do desprezo pelos direitos e o bem-estar dos idosos, verifico agora, com o movimento gerado de contestação e com as alternativas apresentadas a esta gestão, que muitos mais irmãos sentiram a necessidade de mudança urgente na Misericórdia.
À frente destas instituições deveriam estar pessoas, com carácter, com ética e com moral empenhadas em apenas trabalhar, de forma desprendida e sem outros interesses, que não o bem comum, capazes de se submeter ao parecer e à avaliação dos restantes irmãos. À falta deste desiderato a alternativa é encarar a eleição como um jogo de forças e interesses e, à pressa, inscrever de uma assentada tantos irmãos como os que já existiam e, bem ou mal, acompanham há anos a actividade da Irmandade.
Está, portanto, o jogo viciado à partida.
A história mostra que quando dois exércitos com forças desiguais se apresentam no campo de batalha o menos numeroso só consegue vencer se for mais disciplinado, mais unido, mais combativo, mais seguro das suas razões. No actual contexto, por razões que a própria história se encarregará de apresentar, resta-nos esperar que exista um Santo Condestável e a certeza de que, independentemente dos resultados, não se me esgotará a força para continuar a defender o que entendo ser justo e que lá estarei nas próximas Assembleia Gerais, onde espero ver e ouvir, jovens e menos jovens, tão aguerridos nos momentos difíceis como nos de celebração.
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“À frente destas instituições deveriam estar pessoas, com carácter, com ética e com moral empenhadas em apenas trabalhar, de forma desprendida e sem outros interesses.”
Isto deveria aplicar-se também ao autor.
“Andante”…
…curioso.
NÃO SOU DO CARREGAL DO SAL E NÃO CONHEÇO NINGUÉM LIGADO À SANTA CASA DA MISERICÓRDIA EM CAUSA, POR ISSO COMENTO COM TODA A ISENÇÃO. CONCORDO INTEIRAMENTE COM AQUILO QUE O AUTOR DO ARTIGO DEFENDE NELE E SE É UM HOMEM DE BEM DEVE SENTIR-SE ENCORAJADO A DENUNCIAR MESMO QUE SEJA SOZINHO. FAÇA-O EM NOME DE TODOS OS IDOSOS FRAGILIZADOS E SEM NOME. FAÇA-O PORQUE AMANHÃ PODE SER O SENHOR A PRECISAR QUE O DEFENDAM. QUEM CONHECE MUITO BEM AS INJUSTIÇAS, A CORRUPÇÃO, A FALTA DE MORALIDADE QUE EXISTE NA MAIORIA DAS CASAS DE MISERICÓRDIA SABE QUE O COMPADRIO É VERGONHOSO E QUE MUITOS DOS IRMÃOS ESTÃO À FRENTE DESSA INSTITUIÇÃO PARA SE PROMOVEREM A SI PRÓPRIOS E NÃO PARA DEFENDER OS SAGRADOS INTERESSES DOS IDOSOS, OS IDOSOS COM MAIS DIFICULDADES A TODOS OS NÍVEIS.
Subscrevo inteiramente o comentário assinado por José Pedro.
Haja decência!…
Quem será que vai ganhar estas eleições – O PS, o PSD, o CDS…?
Listas há, vergonha é que nenhuma…
Neste caso Sr. Luis não está a politica mas sim o Bom Nome que a instituição possa ter.Por isso repudio as suas palavras, porque estas casas querem pessoas para trabalhar e não para fazerem politica.Será que o Sr. já fez parte de estes três partidos e agora anda a ver aonde vai parar?
1º – Não sei se o João me conhece de algum lado, mas não faço parte de nenhum partido. Mais, desde as últimas eleições autárquicas que a a politica e as politiquices, pelo menos a nível concelhio me metem nojo, tal o estado de pouca-vergonha a que se chegou, com as trocas e as baldrocas e misturadas que se viram por aí.
2º – Desconfio que anda desligado da realidade local, pois basta olhar para as listas concorrentes e os nomes delas constantes para “topar” a cor de cada uma.
3º – acho que é uma pena andarem constantemente com estas “guerrinhas de poder”, seja na Misericórdia, nos Bombeiros, no Futebol, nas Associações de Pais, etc,. Mas enfim, a maioria procura é protagonismo e catapulta para outros sítios…
No Carregal do Sal domina o caciquismo, povo do concelho de Carregal do Sal estejam mais atentos.